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Latinoware 2008

novembro 17, 2008

Entre 30 de outubro e 01 novembro, Foz do Iguaçu foi invadida, por pessoas de diversas regiões do país e até de outros países, e não foi para ver as belíssimas Cataratas do Iguaçu e sim para prestigiar a quinta realização de um dos maiores eventos de Software Livre da América Latina a Conferência Latino-Americana de Software Livre – Latinoware.

Para quem não sabe (não pense que você estava fora do planeta Terra a gente também não sabia) o Latinoware ocorre no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), localizado dentro da Usina de Itaipu. Com o objetivo de discutir e refletir sobre a utilização do Software Livre na América Latina. Contando com a participação de especialistas e representantes de países da América Latina e de órgãos públicos e privados.

Mais de 300 atrações entre palestras, minicursos e reuniões, que abordaram temas de diferentes níveis de conhecimentos e diferentes áreas de TI. Comprovando a presença cada vez mais abrangente e forte do Software Livre no mercado atual.

Não dará para comentar sobre cada palestra ocorrida por duas razões, a primeira por razões obvias, estamos em três e paralelamente ocorria em média 10 palestras e a segunda devido a extensão do post, que na verdade daria dezenas de posts. Mas vamos trazer aqui nossas impressões do evento.

Impressões do Latinoware

Como dizem a primeira impressão é a que fica e a nossa não poderia ser melhor, chegamos (atrasados) e ainda conseguimos pegar a palestra sobre Linux Real-Time e Java Real-Time um mundo sem delays, palestrada por Flávio Buccianti. Mesmo assistindo menos da metade da palestra, ela se revelou muito boa. Apresentou assuntos, como Metronome Garbage Collector, que precisamos estudar mais e que podem ser úteis para o nosso dia-a-dia na Voice.

A seguir foram outras tantas palestras que no geral, eram apresentadas de forma bem didática e sobre assuntos interessantes.

Um dos pontos interessantes do evento é a grande variedade de participantes, que foram mais de 3000, de várias idades e regiões. Que revelam que para o Software Livre não há idades ou fronteiras. Além da variedade de participantes, havia palestrantes ilustres como Jon ‘maddog’ Hall, que dispensa apresentações e Matt Mullenweg, criador do sistema de blogs open source WordPress.

O Maddog era figurinha fácil de se encontrar no evento, quando você via uma multidão e vários flashes, no meio estava o grande Jon Hall, com sua simpatia de sempre.

Pudemos ainda conversar com Frederico Rosa Zapelini, que ministrou a palestra sobre Asterisk com Java, onde trocamos algumas experiências de trabalho e percebemos que não estamos sozinhos nesse barco (rsrs).

Na palestra de abertura que ocorreu no final do primeiro dia, de cunho mais político e formal, notamos o quanto os governos e prefeituras estão empenhados e estimulados na implantação e disseminação do Software Livre pelo país.

Durante o segundo dia e terceiro foram mais e mais palestras, dentre as quais merecem destaque a do Luli Radfahrer com o título “Nós somos os gringos deles. O mundo é pequeno para os profissionais de talento” e a de “Fundamentos da Orientação a objetos com Python” ministrada por Luciano Ramalho. A primeira foi a única palestra que fui (Fabrício) mais pelo palestrante, por já conhecer o blog do Luli, e o resultado foi excelente. O palestrante abordou muito bem uma das maiores diferenças do profissional brasileiro para com os de outros países (ex. Índia, EUA e Europa), que é a criatividade. Particularmente, o assunto me interessou bastante e assim que possível estaria fazendo um post sobre ele. Já a segunda nos fez perceber que Python realmente é uma excelente linguagem de programação com muitos recursos mantendo a “elegância” de sempre, mas logicamente não vamos dizer que ela é melhor ou pior do que outra, pois a melhor linguagem é aquela onde o programador tem maior prazer e domínio.

Na palestra de encerramento, uma surpresa, um gerente da Microsoft entre os palestrantes, o que seria isso? Para os idolatradores do Linux podia parecer uma ofensa, mas que na verdade é uma tendência, para não dizer o futuro. Isso mesmo, a Microsoft já percebeu que o Software Livre veio para ficar e que é algo que ela não consegue combater, justamente pelo Software Livre não ser baseado nas mesmas “crenças” do software proprietário. Tanto que em 2006 ela fez uma parceria com a Novell, aliás a palestra foi sobre interoperabilidade uma das razões desta parceria.

Uma última impressão que ficou do evento é que o mercado já vê o Software Livre como opção de conseguir negócios e que há mercado tanto para o Software Livre quanto para o proprietário, nessa disputa quem sai ganhando somos nos profissionais e usuários de TI, com cada vez mais opções de trabalho e de ferramentas.

Para encerrar nosso primeiro post sobre o Latinoware uma segunda surpresa, o primeiro podcast do Ensinar, que pode ser baixado no link abaixo. Bem, não ficou muito profissional (Ficou bem amador :P ), mas vamos melhorar! Esperamos que gostem. :)

Podcast-Latinoware

Adelson Junior

Daniel Sakuma

Fabrício Campos

Virus Antigos

novembro 11, 2008

Telefonia Convencional X VoIP

novembro 7, 2008

Introdução:
Em artigos postados anteriormente iniciamos uma série sobre Telefonia, cujos dois primeiros tópicos deram uma visão geral dos dois tipos de Telefonia: Convencional e VoIP.
Agora neste terceiro artigo da série, intitulado “Telefonia Convencional X VoIP”,  iremos “rivalizar” as duas tecnologias num formato de perguntas e respostas, como acontece em um debate, sendo que não há propostas e sim fatos. Portanto, bem-vindo ao debate!

Perguntas e Respostas:

Telefonia Convencional:
1) Os “gigantes” da telefonia convencional, têm um grande poder aquisitivo para poder comprar a estrutura necessária para uma chamada ir daqui ao Japão. Já as empresas menores, por não possuir tamanho poder aquisitivo acabam tendo que “entregar” a chamada para outras operadoras, para conseguir completar a chamada. Dos dois lados podemos ver um custo muito alto, sendo um “imediato” na compra da estrutura, e outro “com o tempo ” tendo que pagar para outras operadoras concluírem as chamadas.
Qual a influencia disso para o consumidor final ?

Com o grande número de empresas fornecendo serviços de telefonia é o consumidor final que está sendo beneficiado, pois a concorrência fica mais forte e as empresas ficam com a “obrigação” de fornecer serviços com qualidade cada vez maior cobrando um menor preço, com a finalidade de aumentar o número de clientes e suprir as necessidades destes.

2) Cada dia que passa, vemos que o VoIP vem tomando uma fatia maior do mercado de Telefonia. Isso ocorre devido ao desenvolvimento da tecnologia. Vendo por este lado, qual a proporção de crescimento para a Telefonia Convencional?

Se tratando de tecnologia, a telefonia convencional não vê o VOIP como ameaça ou inimigo, pelo contrário, a tecnologia VOIP é uma grande aliada. O VoIP permite um aumento no número de usuários e um aumento do uso da telefonia convencional. Já para as empresas, o surgimento do VOIP teve, tem e terá um grande impacto, pois deixou de ser uma “moda” e passou a ser o futuro da telecomunicação, logo se faz necessária a atualização de tais empresas para esse novo mercado e novas maneiras de prestação de serviço.

3) O VoIP vem tomando uma fatia do mercado cada vez maior.
Qual a atitude das operadoras de Telefonia Convencional para reaver essa “perda”?

As operadoras de Telefonia Convencional ao invés de buscar “lutar” contra o VOIP estão se adaptando as novas tecnologias e aos poucos modificando e implantando novos serviços, afinal tais operadoras sabem que para se manterem na liderança é necessário acompanhar os processos tecno-evolutivos do segmento.

4) Com o VoIP temos uma grande mobilidade e flexibilidade para fazer ligações. Uma empresa que situa no Japão pode facilmente ligar para sua filial no Brasil discando apenas um ramal, sendo que esta ligação não irá gerar nenhum custo. Já ligações para celular ou qualquer terminação de PSTN tem um custo bem reduzido.
Sendo assim qual a proposta para baixar os custos de ligações na Telefonia Convencional?

Os custos de ligações estão cada fez mais reduzidos, devido principalmente a essa concorrência, tanto entre operadoras convencionais como as baseadas em VOIP. Um ponto importante a ser lembrado é que o cliente está buscando sempre o melhor custo beneficio. E   na telefonia convencional, graças a qualidade, disponibilidade e facilidade de uso do serviço pelo público comum o custo benefício é excelente.

VoIP:
1) A rede de telefonia convencional é um sistema bastante confiável. Estamos acostumados a sempre ter nossos telefones funcionando e prontos para fazer e receber chamadas, pois funcionam com energia das centrais telefônica. Mesmo durante um apagão de energia, os telefones continuam a funcionar. Estamos acostumados a nossos e-mails não funcionarem por 30 minutos, mas 30 minutos sem um sinal de discagem pode ser uma situação inaceitável para muitas pessoas. Já a internet é um sistema muito mais complexo e funciona com uma margem de erro muito maior. Como pretendem resolver o problema de disponibilidade e confiabilidade ao usuário final?

Os sistemas hoje, são estruturados em forma de cluster, ou seja, há mais de um servidor fazendo a mesma tarefa. Sendo assim, se houver alguma falha em um dos servidores automaticamente outro servidor irá assumir a responsabilidade. Com a estrutura de clusters é possivel também fazer atualizações e manutenção nos servidores sem a necessidade de paralizar o sistema. Já em caso da falta de energia elétrica, existem os “nobreaks”. Qualquer empresa que tenha um CPD (Centro de Procesamento de Dados) evidentemente possui um nobreak, pois certos sistemas não podem parar. Sendo assim, basta ligar os telefones IP no nobreak. O valor a ser investido em um nobreak e o espaço que ocupará o mesmo, faz com que o VoIP não seja tão procurado por usuários domésticos, pois em caso de falta de energia, não haveria como fazer uma ligação de emergência. Porém, o seu “custo benefício” ainda atrai muitas pessoas. Além do mais, segundo a Anatel 145 milhões de pessoas têm celular no Brasil,  uma ligação para o 190 é gratuita ;) .

2) É fato que a internet é uma rede muito mais complexa, logo demanda uma quantidade de equipamentos e empresas muito maior que a rede telefônica convencional. Parte desses equipamentos inclusive são de propriedade e responsabilidade dos próprios clientes, aumentando ainda mais o risco de falta de disponibilidade do serviço. Tudo isso – mais o fato de se tratar de uma tecnologia muito mais nova – faz com que as conexões de internet estejam muito mais sujeitas a problemas que o telefone convencional. Como vocês pretendem melhorar esta infra-estrutura?

A internet realmente conta com uma infra-estrutura bem complexa, devemos isso a sua flexibilidade em poder transmitir diversos tipos de informações como: dados, video e voz. Por conta disso mais a facilidade que ela nos proporciona hoje, diversas empresas e governos do mundo inteiro investem nessa estrutura, fazendo com que esteja em constante atualização e desenvolvimento, sempre para melhor atender as necessidades do mundo. O fato de que parte dos equipamentos são de responsabilidade dos próprios usuários me faz lembrar a seguinte cena. “Tenho um telefone sem fio em casa e acaba a bateria, de quem é a culpa?”. Lembrando também que as empresas de Telefonia Concencional não se responsabilizam por problemas que estejam “do poste para dentro”.

3) Os serviços de VoIP também estão sujeitas a virus e hackers como o resto dos serviços de internet. Como vocês tratam a segurança?

Qualquer tecnologia que envolve a transferência de dados ou informações são propensos a segurança comprometida. Acontece com telefones, telefones celulares e Internet. O VoIP, tem a Internet como o seu meio de transferência. É impossível garantir total segurança na transmissão de informações pela Internet, incluindo as chamadas telefónicas.
Novas tecnologias vêm surgindo com protocolos de segurança mais altamente desenvolvidos, isso dificulta a interceptação na transmissão de informações. Um exemplo disto é a VPN (Virtual Private Network) que cria um “túnel” entre as extremidades da conexão, assim os dados trafegam seguros de uma ponta até a outra.

4) Novamente a comparação será sempre com as ligações telefônicas convencionais, em que todos estamos acostumados. Existem fatores que afetam a qualidade das ligações feitas por VoIP. Eis alguns deles:
COMPRESSÃO: após a conversão dos sinais analógicos para digitais há a compressão. Logo há perda de qualidade;
PROCESSAMENTO: para fazer a compressão em tempo real precisamos de capacidade de processamento considerável, coisa que não acontece na telefonia convencional;
ECO: ao se fazer compressão e descompressão de pacotes de voz, pode haver atraso no processamento e isso pode gerar o eco;
CONGESTIONAMENTO DE REDE: se a largura de banda estiver sobrecarregada aplicações de tempo-real como o Voip tem muitos problemas.
Sendo a qualidade de voz um ponto importante na telefonia, como vocês tratam essa questão?

Como a rede IP não foi projetada inicialmente para o tráfego da voz, coube a nós adapta-la com novas tecnologias, protocolos que permitissem o tráfego da voz sem perder consideravelmente a qualidade da voz.
Para digitalizar o audio de forma a trafegá-lo na rede IP competindo com dados, video e tudo o mais que trafega nesse tipo de estrutura, utilizam-se codecs. Existem inúmeros codecs, cada qual com sua taxa de compressao e utilizacao de banda.
Um exemplo é o G.711, que utiliza o método de compressao PCM que tem um atraso de apenas 0.75 milisegundos, mas em compensação a cada segundo utiliza 64kb de banda para cada chamada.
Já o G.729 ultiliza um método de compressão mais robusto, que utiliza menos banda: 10Kbps e tem o atraso de 10 milisegundos.
Para garantir a qualidade da voz, existe o MOS – Mean Opinion Score, que é um esquema de pontuação que varia de 0 a 5, sendo 5 a garantia de melhor qualidade. O MOS do G711 é 4.1 e do G729 é 3.61.
Para realizar a compressão, é necessário algum processamento, mas nada que os processadores atuais, ou chips em placas de voz, nao facam com perfeição.
Na implementacao de uma solução VoIP, deve ser estudado e aplicado um esquema de QOS (Quality of Service) na rede, para permitir a priorização dos pacotes voz e vídeo a fim de garantir a qualidade da solução.

Conclusão:
Ao analisar as duas tecnologias percebemos que não há uma vencedora, pois a melhor tecnologia não é aquela que mais oferece recursos e melhorias e sim a que mais se adequa a uma solução ou necessidades, seja no ramo empresarial ou pessoal. Avaliando em termos de aceitação, usabilidade e disponibilidade para o público comum notamos que a Telefonia Convencional ganha em disparado do VoIP.
No entanto, ao analisar o mercado atual e as perspectivas futuras, vemos que o VoIP com o passar do tempo está angariando uma fatia importante do mercado da Telefonia Convencional. Vemos também que ainda levará um bom tempo para o VoIP dominar ou disputar mercado em nível de igualdade com as soluções da Telefonia Convencional, principalmente em países menos desenvolvidos em tecnologia, devido as necessidades de uma boa infra-estrutura e outros requisitos. É fato que, com o avanço tecnológico no ramo da telefonia, futuramente irão surgir novas soluções de telefonia competindo com as demais dos dias de hoje, e nessa competição quem sairá ganhando é o consumidor certamente.

Escrito por:
Adelson Junior
Fabrício Campos
Juliana Taguchi
Rodrigo Ribeiro
Wesley Volcov

VoIP, O que é isso?

outubro 8, 2008

Segundo wikipédia…

Voz sobre IP, também chamado VoIP, telefonia IP, telefonia Internet, telefonia em banda larga e voz sobre banda larga é o roteamento de conversação humana usando a Internet ou qualquer outra rede de computadores baseada no Protocolo de Internet, tornando a transmissão de voz mais um dos serviços suportados pela rede de dados.

Loucura não? Repetindo a pergunta.. O que é isso ?

Voz sobre Protocolo de Internet. É um método para transmitir sinais de áudio analógicos, como aqueles que você ouve quando fala ao telefone, e transformá-los em pacotes de dados IP, que podem ser transmitidos pela internet.

Hum… Tá! E pra que isso serve?

O VoIP pode transformar uma conexão de internet em uma maneira de fazer ligações telefônicas gratuitas. Ou seja, usando algum dos vários softwares VoIP gratuitos que estão disponíveis na internet, você pode dispensar os serviços de companhias telefônicas e suas tarifas.

Aaaah, entendi. Mas, como funciona isso?

O interessante do VoIP, é que não há apenas uma maneira de fazer uma ligação. Hoje em dia, temos três maneiras de utilizar este serviço. São elas:

  • ATA: Maneira simples e comum. Trata-se de uma Adaptador Telefônico Analógico, que permite conectar um telefone comum ao seu computador ou a sua conexão de internet. O ATA é um conversor analógico-digital, que pega o sinal analógico de seu telefone e converte em dados digitais para a transmissão via internet.
  • Telefones IP: São telefones específicos, parecem com os telefone comuns, possuem monofone, gancho e teclas. Os telefones IP são conectados diretamente em seu roteador e contêm todo o hardware e software integrado para fazer uma ligação VOIP.
  • Softphones: Esta é a maneira mais fácil de utilizar o VOIP.Tudo que você precisa é de um software (programa de computador), um microfone, alto-falantes, uma placa de som e uma conexão com a internet, preferencialmente uma conexão rápida a cabo ou com modem DSL(obs: acho que não é preciso falar que é necessário o computador também, né?). Existem várias empresas oferecendo esse tipo de software gratuitamente ou de baixo custo.

Certo… E, porquê VOIP é mais barato ou até mesmo de graça ?

Bem, essa é a parte onde ocorre muitos falsos entendimentos, vamos por parte.
Assumindo que o Voip consiste na transmissão da voz sobre a rede de dados IP (Internet), em uma ligação que ultilize somente essa estrutura (ex. Skype p/ Skype) ou seja, não são ligações que tem terminação na PSTN(rede de telefonia convencional), essas GERALMENTE não são cobradas. Pelo simples fato de que
trafegar pacotes pela rede Internet não requer grandes custos. Por que nao? Porque a estrutura já existe. Ela pode chegar a qualquer lugar, desde que conectado a Internet. Nesse tipo de ligação, é como se não houvesse distinção geográfica. Essa é a grande “sacada” do Voip.

Mas, e se eu quizer ligar para um número normal (DID / DDR), vai ser cobrado?

Claro que sim. Só que bem mais barato.
Por que? Porque na maior parte da ligação, utiliza-se a estrutura IP (Internet, porque ela abrange todo o globo e nao requer custos adicionais) e so então perto do destino ela “cai” para outro tipo de estrutura, que é a PSTN, e enfim é direcionada para o destino desejado. Esse interfaceamento de, digamos, mundos (VOIP / PSTN) é feito por meio de um gateway, este converte os protocolos Voip em outros que a PSTN entende e vice-versa, possibilitando ligações originadas do serviço VoIP para PSTN e vice-versa.
Em outras palavras, em uma ligação originada de um serviço VoIP no Japão para um DID de Sao Paulo, Brasil, ela chega ao Brasil por meio do VoIP e só entao é entregue à operadora (utilizando o interfaceamento do Gateway) que detem o DID. No final das contas a tarifação desta chamada é Local, pois percorreu pouco a estrutura da telefonia convencional.

Ok… Vamos aos Pontos Positivos….

Com a utilização da telefonia VoIP, é possível uma grande flexibilidade em relação a usabilidade. Por exemplo: encaminhamento de chamadas(quando ocupado, não atendido ou até mesmo para todas as chamadas recebidas, enviando-as para uma caixa de mensagem, ou para outro telefone qualquer), conferências, transferências e tudo isso com um custo bem mais acessível. Essas funcionalidades, variam de acordo com sistema VoIP utilizado.

Tem Pontos Negativos?! É claro que sim, nem tudo é perfeito…

Podemos considerar os pontos negativos, como desafios, problemas a serem resolvidos. No caso da telefonia VoIP, alguns deles são variações de atraso, perda de pacotes, eco e segurança. A grande causa do atraso e perda de pacotes (resultando na falha momentânea de áudio em uma conversa) é o congestionamento, que pode ser controlado por gerenciadores de congestionamento de rede.
O principal problema é que qualquer falha na rede em si ou em queda de energia, o sistema de telefonia ficará parcialmente, ou até mesmo totalmente indisponível, em outras palavras nem o “190″ irá funcionar.

Mas então, se acabar a energia e eu precisar fazer uma ligação de emergência…?

Esse é um dos fatos que fazem o VoIP ser bem mais utilizado por empresas do que em casas. Empresas geralmente possuem nobreaks ou geradores de energia para que seus sistemas em si, não parem em caso de falta de energia, sendo assim, é possível manter o VoIP funcionando.
Para usar em casa, ficaria um tanto quanto caro, manter uma estrutura só por causa do VoIP, mas mesmo assim, muitas pessoas aderem esse serviço. Porque? Todo mundo hoje tem celular, ou seja, em caso de emergência, ligue do celular. ;)

Concluindo…

Na medida em que a tecnologia vem se desenvolvendo, conexões mais rápidas, novos sistemas VoIP mais flexíveis e até mesmo mais estáveis surgem fazendo com que os desafios sejam superados.No próximo post, iremos debater um pouco sobre os dois tipos de telefonia.

Espero que tenham gostado! : )

Escrito por:

Adelson Junior
Juliana Taguchi
Wesley Volcov

Telefonia Convencional

outubro 8, 2008

Introdução

Iremos iniciar uma série de artigos sobre Telefonia, começando pela Telefonia Convencional, que nada mais é do que a tecnologia utilizada pela maioria das comunicações feitas por telefone.

Nosso objetivo não é contar a história desde Alexander Graham Bell, inventor do telefone, e sim apresentar essa tecnologia que mudou a maneira com que o mundo se comunica.

Como funciona?

Para não reinventar a roda, abaixo segue a explicação do how stuff works, que por sinal é bem clara e objetiva:

Um par de fios de cobre vai de uma caixa na rua até uma caixa (normalmente chamada de ponte de entrada) na sua casa. De lá, o par de fios é conectado a cada ponto telefônico da sua casa. Se sua casa tiver duas linhas telefônicas, dois pares diferentes de fios de cobre vão ate ela.

Ao longo da rua passa um grosso cabo preenchido com 100 ou mais pares de fios de cobre. Dependendo de onde você está, este cabo irá diretamente ao interruptor da companhia telefônica ou a uma caixa do tamanho de uma geladeira, que age como um concentrador digital.

Rede Pública de Telefonia Comutada (PSTN)

Rede Pública de Telefonia Comutada (PSTN)

O concentrador digitaliza sua voz em uma taxa de amostragem de 8 mil amostras por segundo e resolução de 8 bits (8KHz  X 8 bits = 64 kbit/s). Ele então combina sua voz com dezenas de outras vozes e emite-as por um único fio (geralmente um cabo coaxial ou um cabo de fibra ótica) até a companhia telefônica. Sua linha conecta-se a uma placa de linha na central de comutação para que você possa ouvir o tom de discagem quando tira seu telefone do gancho.

Se você estiver fazendo uma chamada para alguém conectado à mesma central, esta simplesmente cria uma conexão entre o seu telefone e o telefone da pessoa para a qual você ligou. Se for uma chamada interurbana, a sua voz será digitalizada e unida a milhões de outras vozes na rede de longa distância. Sua voz viaja normalmente por uma linha de fibra ótica até a central do receptor, mas também pode ser transmitida por satélite ou por torres de microondas.

Voltando aos dias de comutação manuais, é fácil compreender como os grandes sistemas de telefonia funcionam. Nos tempos da central manual, havia um par de fios de cobre que iam de cada casa a uma central no meio da cidade. O operador da central manual sentava-se na frente de um painel com uma tomada para cada par de fios.

Cada tomada tinha uma pequena luz. Uma grande bateria fornecia corrente através de um resistor para cada par de fios. Quando alguém tirava o telefone do gancho, o interruptor completava o circuito e deixava a corrente passar pelos fios, indo da casa à central. Isso acendia a lâmpada sobre o interruptor no painel. O operador conectava seu fone a este interruptor e perguntava para quem a pessoa gostaria de ligar. O operador enviava um sinal de chamada ao receptor e esperava que ele pegasse o telefone. Uma vez que o receptor tirava o telefone do gancho, o operador conectava as duas pessoas, como na rede de comunicação interna.

No sistema telefônico moderno, o operador foi substituído por um interruptor eletrônico. Quando você pega o telefone, o interruptor detecta o fim da comutação e emite um tom de discagem para que você saiba que o interruptor e o seu telefone estão funcionando. O tom de discagem é a combinação do tom de 350 hertz e do tom de 440 hertz. Você disca o número usando um teclado de discagem de tom. Os diferentes sons de discagem são produzidos a partir de pares de tons, como mostrado aqui:

1.209 Hz

1.336 Hz

1.477 Hz

697 Hz

1

2

3

770 Hz

4

5

6

852 Hz

7

8

9

941 Hz

*

0

#

Se o número estiver ocupado, você ouvirá um sinal de ocupado composto de um tom de 480 hertz e de um tom de 620 hertz, com um ciclo de meio segundo ligado e meio segundo desligado.

Vantagens

  • Conversão analógico-digital nas centrais;
  • Voz trafega em um circuito digital dedicado de 64 kbit/s;
  • Banda alocada completamente para a sessão de voz;
  • Sinal digital é convertido novamente em analógico para ser enviado ao assinante;
  • Comutação por circuito, sem filas ou atrasos intermediários;
  • Alta Confiabilidade/Disponibilidade;
  • Qualidade da ligação;
  • Alta percentagem de chamadas completadas;
  • Sistema de alimentação fornecido pela própria central telefônica.

Desvantagens

  • No sistema de telefonia convencional as informações trocadas entre os usuários são facilmente interceptadas através da escuta telefônica pela utilização de um método conhecido popularmente como grampo telefônico. Já no sistema de telefonia IP, interceptar as informações entre usuários exige um conhecimento avançado em redes;
  • Na telefonia convencional há convergência apenas com o sistema de sinais de voz, enquanto a telefonia IP converge com diferentes sistemas de sinais (dados, voz e imagens), fato que apresenta grande economia e flexibilidade;
  • Custo ainda é alto em relação as ligações telefônicas, principalmente nas de longas distâncias, no caso da telefonia convencional;
  • Não há “mobilidade” do serviço, ou seja, se você quiser se mudar para outro estado ou país você não consegue levar o seu número e ainda continuar com os mesmos serviços, fato que não acontece na telefonia IP.

É interessante frisar que só podemos pensar e escrever “vantagens” e “desvantagens” em relação a telefonia convencional devido ao fato de novas tecnologias de telecomunicações terem sido criadas nos últimos tempos (cerca de 10 a 15 anos), sendo uma das mais importantes a telefonia IP.

Fabrício Campos e Rodrigo Ribeiro

Fonte:

How Stuff Works

Projeto de Redes

Teleco

Projeto Googol – Vamos entrar nessa???

outubro 7, 2008

Pode me chamar de baba-ovo do pessoal do Google, mas o projeto é bacana para caramba.

Simplesmente criar um projeto para a contribuição de idéias que sejam capazes de mudar o mundo e atingir o maior número de pessoas possíveis por si só é bom demais.

Não é um mero concurso e a idéia não é ter um vencedor único e ganhador da bolada, mas sim do mundo se beneficiar de uma inovação. Meio corrente do bem para os mais céticos.

O importante para eles é a IDÉIA. Não que a execução não seja importante é preciso ser pensada sim e exposta nessa idéia. Com a escolha os caras irão fazer RFPs para ver qual empresa consegue efetivar essa idéia logo não quer dizer que a grana vai para quem deu a idéia. Muitos vão dizer que não é válido,pois o que vai ganhar com isso??? Pensar, organizar idéias, INOVAR, aprender a fazer isso de forma racional. Além de saber que ajudou a melhorar o mundo e porque não se beneficiar disso.

Isso meus caros se chama OPEN INOVATION. Ter a idéia e guardar para si é ignorar o mundo.

E se mais pessoas toparem podemos discutir na Voice, no Futebol ou mesmo em uma mesa de bar hahaha

Daniel Bronzeri

Buscando Documentação em um Sistema Linux

setembro 11, 2008

Quinta-feira, dia de um delicioso macarrão com frango. Isso me inspirou a escrever. Que tal um pouco sobre documentação? Documentação sobre … ? Linux uai!! = ))
Hoje veremos como pesquisar sobre aplicativos e programas dentro do próprio sistema Linux!

Introdução
O Linux vem crescendo porque a comunidade que contribui para o sistema e sua documentação não tem medo ou receio de compartilhar isso e coloca o que foi desenvolvido no próprio sistema. Ou seja, antes de recorrermos a ajuda de outras pessoas, devemos lembrar que podemos as respostas que precisamos em nosso próprio sistema.
Toda essa documentação que possuímos no sistema, está disponivel aqui ( pergunta de LPI isso hein… ).
Bom, vamos ao que interessa!

Comando Help
O comando help fornece uma ajuda rápida e útil para saber que opções podem ser usadas com os comandos internos do shell.
Para mostrar todos os comandos disponíveis
#help

Para mostrar uma ajuda rápida de comandos internos
#help [comando]

Para comandos externos
#[comando] –help

O MAN
Man é o responsável por trazer a documentação mais completa sobre determinado comando ou arquivo de configuração. Os manuais são divididos em nivéis.

* man 1 – Programas executáveis e comandos do shell.
* man 2 – Chamadas de sistema (funções providas pelo Kernel).
* man 3 – Chamadas bibliotecas (funções como bibliotecas do sistema).
* man 4 – Arquivos de dispositivo (localizados normalmente em /dev).
* man 5 – Arquivos de configuração e convenções.
* man 6 – Jogos.
* man 7 – Variados (incluindo pacotes de macros e convenções).
* man 8 – Comandos de adminstração do sistema (normalmente usado somente pelo root).
* man 9 – Rotinas de Kernel.

Para usar é fácil
#man [comando]

Podemos também especificar o nivel
#man [nivel] [comando]

Comando Info
As “info pages” são como as páginas de manuais, porém são utilizadas com navegação entre as páginas. Elas são acessadas pelo comando info.
O comando info é útil quando já sabemos o nome do comando e só queremos saber qual a respectiva função.
Para listar todos os manuais
#info

Para especificar um manual de um comando
#info [comando]

Para sair do comando info aperte “q” (sem aspas).

Comando Apropos
O apropos é utilizado quando não se sabe qual documentação acessar para um determinado assunto, mostrando as man pages que contém a palavra-chave que foi especificada.
#apropos [palavra-chave]

O apropos utiliza um banco de dados construído com o comando catman. Para contruir o banco de dados…
#catman

Comando Whatis
Tem basicamente a mesma função do apropos, porém com buscas mais específicas. O apropos busca as páginas de manuais e descrições de maneira mais genérica. Já o whatis busca somente o manual com o nome exato da palavra pesquisada.
#whatis [comando]

Comando Whereis
Usado para mostrar a localização do binário do comando, do arquivo de configuração e a localização das páginas de manuais do determinado comando ou arquivo.
#whereis [comando]
ou
#whereis [arquivo]

Comando Which
O comando witch é bem semelhante ao comando whereis, só que mostra apenas a localização do binário do comando.
#witch [comando]

Howto’s
Os howto’s são documentos que focam a necessidade específica, como montar um firewall, instalar uma webcam, configurar placas de som, configurar um servidor web entre outros. Normalmente esses documentos são instalados juntamente com a aplicação. Algumas vezes é necessário instalar um pacote específico para essa documentação.
O diretório dos howto’s é /usr/share/doc.

Por exemplo, se queremos saber como configurar um servidor Samba, podemos consultar um exemplo prático…
#/usr/share/doc/samba

Espero que tenham gostado =)

Abraço

Wesley Volcov

Usando o Google de melhor forma.

setembro 5, 2008

Bom galera, ai vai umas dicas sobre como utilizar o google, para fazer buscas mais específicas, e obter mehlores resultados!

1 – Aprimore suas pesquisas no Google

Você pode aprimorar suas pesquisas usando operadores (+ e -):

palavra +palavra2: procurará páginas que contenham palavra e palavra2;

palavra -palavra2: mostrará páginas que tenhama palavra, mas que não tenha palavra2 (não dê espaço antes do segundo termo);

É possível combinar as operações. Por exemplo, palavra + palavra2 -palavra3.

2 – Pesquise pela frase exata

Se você digitar a frase determinação de um trem, o Google mostrará páginas que tenham as palavras determinação, de, um, trem, mesmo que não esteja nesta ordem. Para procurar a frase exata, digite-a entre aspas: “determinação de um trem”.

3 – Faça busca por sistema operacional

Pouca gente sabe, mas o Google tem páginas para sistemas operacionais. Assim, se você é usuário de Linux ou Mac, por exemplo, poderá buscar assuntos específicos para esses sistemas. Veja lista de páginas:

Google para Palm: http://www.google.com/palm

Google para Linux: http://www.google.com/linux

Google para Mac: http://www.google.com/mac

Google para Windows: http://www.google.com/microsoft

4 – Faça cálculos no Google

Fazer cálculos no Google é simples. Digite, por exemplo, 42 + 20, 18 * 3 (multiplicação), 14 / 8 (divisão) ou 4 – 3 e veja o que acontece. O Google consegue realizar desde operações básicas até as mais complexas. Basta digitar o tipo de cálculo desejado. Veja a lista:

Digite e o Google fará
5 ^ 3 = 5 elevado a 3
sin(45 degrees) = o seno de 45 *
tan(45 degrees) = a tangente de 45 *
cos(45 degress) = o cosseno de 45 *
sqrt (90) = a raiz quadrada de 90
ln (13) = o logaritmo base e de 13
log (1,000) = o logaritmo base 10
50! = o fatorial de 50
4th root of 64 = o cálculo da quarta raiz de 64 **

* O degrees não é obrigatório. Digite-o somente quando desejar o valor em graus. Sem o degrees, o valor é fornecido em radianos.

** Para 1, deve-se usar st em vez de th. O mesmo vale para 2, onde deve-se nd e 3, onde deve-se usar rd. Para 4 e os demais números, deve-se usar th.

Obs.: os valores usados na lista servem de exemplo. Obviamente você pode utilizar os valores que quiser.

Você não precisa usar cada operação por vez. É possível fazer combinações. Por exemplo, digite (14+554)*ln(13)/tan(90)+ 1. O Google dará como resultado -729.197942.

5 – Faça conversões

É possível fazer conversões no Google. Veja a lista de conversões:

Digite e o Google converterá
30 cm in ft = 30 centímetros em pés
50 km in miles = 50 quilômetros em milhas
10 kg in lb = 10 quilos em libras
VI in arabic numerals = VI em número arábico (o que utilizamos hoje em dia)
2004 in roman numerals = 2004 em números romanos

Em todos os casos, é possível que você faça as operações de modo contrário. E há outras conversões. Basta saber os nomes das medidas em inglês e experimentar no Google. No lugar dos valores, você pode usar equações. Por exemplo, 10/5+459 in roman numerals. O Google mostrará CDLXI.

6 – Dicionário

É possível usar o Google como dicionário. Para isso, digite a palavra define, seguida de : (sinal de dois pontos) mais o termo. Por exemplo, suponha que você queira saber o que é Linux. Então, no Google, digite: define: linux. Agora, é só ver o significado.

Espero que tenham gostado : )

Wesley Volcov

Feed do blog

setembro 5, 2008

Os blogs há um bom tempo deixaram de ser diários pessoais, para se tornarem algo parecido com colunas de jornais, criando artigos em comunidades e tornando-se repótirios de informação. Na forma tradicional de fóruns, os usuários obtinham uma lista com os links normalmente ordenados de acordo com a data da última atualização. Quando os blogs começaram a se tornar populares, poucas pessoas se sentiam confortáveis em ter que viajar de página a página para saber quais haviam sido atualizadas.

Mas agora a montanha vem a Maomé. [1]

Os membros deste grupo já devem saber, mas vamos ao “for dummies”. Quando um site disponibiliza o seu feed, você recebe a atualização direto no seu agregador. Assim, eu posso assinar o feed do blog Ensinar [2] e quando ele for atualizado aparecerá na tela do meu agregador junto das atualizações dos outros sites que eu assino (gizmodo, cnn, hightechlive, idgnow, etc).

Como para fazer parte deste grupo é necessário ter uma conta Google, acho que muitos usarão as ferramentas disponíveis online pelo mesmo. Clicando no link para assinar o feed do Ensinar [2], você será questionado sobre que serviço usar, então pode selecionar Google, e escolher entre duas opções. O iGoogle [3] talvez seja a mais popular, podendo customizar a página principal do site de busca para acrescentar aplicativos na forma de caixas de maneira bem intuitiva. Já o Google Reader, mais limpo e sem tantas firulas, é feito exatamente para assinar feeds e se parecer com um portal de notícias.

E se você não quer recorrer a um agregador online, use seu navegador de internet. Olha ali na barra de endereços, está vendo um ícone laranja como este [5] ? Então clica no dito cujo e veja a mágica acontecer. Você escolhe como organizar assim como os favoritos. Difícil né?!

That’s all folks.

Petri Nocentini

Fonte:

[1] http://pt.wikipedia.org/wiki/Feed
[2] http://ensinar.wordpress.com/feed/
[3] http://www.google.com.br/ig
[4] http://www.google.com.br/reader/view/#directory-page
[5] http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/43/Feed-icon.svg

Comandos Básicos do Linux

setembro 2, 2008

Comandos do Linux mais comuns. Para utilizá-los, basta digitá-los e pressionar a tecla Enter de seu teclado. É importante frisar que, dependendo de sua distribuição Linux, um ou outro comando pode estar indisponível. Além disso, alguns comandos só podem ser executados por usuários com privilégios de administrador (root ou com poderes de sudo).

A relação a seguir mostra os comandos seguidos de uma descrição:

cal: exibe um calendário;

cat arquivo: mostra o conteúdo de um arquivo. Por exemplo, para ver o arquivo infowester.txt, basta digitar cat infowester.txt;

cd diretório: abre um diretório. Por exemplo, para abrir a pasta /mnt, basta digitar cd /mnt. Para ir ao diretório raiz a partir de qualquer outro, digite apenas cd;

chmod: comando para alterar as permissões de arquivos e diretórios.

clear: elimina todo o conteúdo visível, deixando a linha de comando no topo, como se o sistema acabasse de ter sido acessado;

cp origem destino: copia um arquivo ou diretório para outro local. Por exemplo, para copiar o arquivo infowester.txt com o nome infowester2.txt para /home, basta digitar cp infowester.txt /home/infowester2.txt;

date: mostra a data e a hora atual;

df: mostra as partições usadas;

diff arquivo1 arquivo2: indica as diferenças entre dois arquivos, por exemplo: diff calc.c calc2.c;

du diretório: mostra o tamanho de um diretório;

emacs: abre o editor de textos emacs;

file arquivo: mostra informações de um arquivo;

find diretório parâmetro termo: o comando find serve para localizar informações. Para isso, deve-se digitar o comando seguido do diretório da pesquisa mais um parâmetro (ver lista abaixo) e o termo da busca. Parâmetros:

name – busca por nome
type – busca por tipo
size – busca pelo tamanho do arquivo
mtime – busca por data de modificação

Exemplo: find /home name tristania

finger usuário: exibe informações sobre o usuário indicado;

free: mostra a quantidade de memória RAM disponível;

halt: desliga o computador;

history: mostra os últimos comandos inseridos;

id usuário: mostra qual o número de identificação do usuário especificado no sistema;

kill: encerra processados em andamento.

ls: lista os arquivos e diretórios da pasta atual;

lpr arquivo: imprime o arquivo especificado;

lpq: mostra o status da fila de impressão;

lprm: remove trabalhos da fila de impressão;

lynx: abre o navegador de internet de mesmo nome;

mv origem destino: tem a mesma função do comando cp, só que ao invés de copiar, move o arquivo ou o diretório para o destino especificado;

mkdir diretório: cria um diretório, por exemplo, mkdir infowester cria uma pasta de nome infowester;

passwd: altera sua senha. Para um administrador mudar a senha de um usuário, basta digitar passwd seguido do nome deste;

ps: mostra os processos em execução.

pwd: mostra o diretório em que você está;

reboot: reinicia o sistema imediatamente (pouco recomendável, preferível shutdown -r now);

rm arquivo: apaga o arquivo especificado;

rmdir diretório: apaga o diretório especificado, desde que vazio;

shutdown: desliga ou reinicia o computador, veja:
shutdown -r now: reinicia o computador
shutdown -h now: desliga o computador

O parâmetro now pode ser mudado. Por exemplo: digite shutdown -r +10 e o sistema irá reiniciar daqui a 10 minutos;

su: passa para o usuário administrador, isto é, root (perceba que o símbolo $ mudará para #);

tar -xzvf arquivo.tar.gz: extrai um arquivo compactado em tar.gz;

telnet: ativa o serviço de Telnet em uma máquina. Para acessar esse computador a partir de outros por Telnet, basta digitar telnet nomedamáquina ou telnet IP. Por exemplo: telnet 192.168.0.10. Após abrir o Telnet, digite help para conhecer suas funções;

top: exibe a lista dos processos, conforme os recursos de memória consumidos;

uname: mostra informações do sistema operacional e do computador. Digite uname -a para obter mais detalhes;

useradd usuário: cria uma nova conta usuário, por exemplo, useradd wester cria o usuário wester;

userdel usuário: apaga a conta do usuário especificado;

uptime: mostra a quantas horas seu computador está ligado;

vi: inicia o editor de textos vi.

whereis nome: procura pelo binário do arquivo indicado, útil para conhecer seu diretório ou se ele existe no sistema;

w: mostra os usuários logados atualmente no computador (útil para servidores);

who: mostra quem está usando o sistema.

Finalizando

Praticamente todos os comandos citados possuem parâmetros que permitem incrementar suas funcionalidades. Por exemplo, se você digitar o comando ls com o parâmetro -R (ls -R), este mostrará todos os arquivos do diretório, inclusive os ocultos.

A melhor forma de conhecer os parâmetros adicionais de cada comando é consultando as informações de ajuda. Para isso, pode-se usar o recurso –help. Veja o exemplo para o comando ls:

ls –help

Também é possível utilizar o comando man (desde que seu conteúdo esteja instalado), que geralmente fornece informações mais detalhadas. Par usar o man para obter detalhes do comando cp, por exemplo, a sintaxe é:

man cp

Se você estiver utilizando o bash, pode-se aplicar o comando help ou info da mesma forma que o comando man:

help cp

info cp

Assim como conhecer os comandos básicos do Linux é importante, também o é saber como acessar seus recursos de ajuda, pois isso te desobriga de decorar as seqüências das funcionalidades extras. Sabendo usar todos os recursos, você certamente terá boa produtividade em suas tarefas no Linux.

Wesley Volcov


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