Há pouco tempo atrás, descobri que podemos criar alias para executar comandos no terminal, ou seja, um atalho. Uma funcionalidade muito útil, e que torna a interação mais produtiva ainda no Linux.
Neste breve tutorial, irei explicar um pouco sobre essa funcionalidade, e utilizarei exemplos, testados no Ubuntu 9.10.
O que é o Alias?
O alias é um comando capaz de criar um atalho customizado para um outro comando, geralmente utilizado para facilitar a interação.
Um exemplo clássico, é o comando ls, que na verdade é um atalho para ls –color.
Como usar?
O comando alias tem a seguinte sintaxe:
alias [-p] [name[=value] …]
Alguns exemplos de uso:
alias home=’cd /home/seu_usuário/’
alias servidor=’ssh root@192.168.0.100′
alias update=’sudo apt-get update’
alias fstab=’vim /etc/fstab’
Como vocês puderam perceber, a criação de alias permite fazer muita coisa, de uma maneira muito mais simples e rápida. Eu mostrei apenas alguns exemplos, como: acessar um diretório, acessar um servidor via ssh, atualizar o SO e editar um arquivo.
O alias é uma funcionalidade útil para qualquer tipo de usuário, desde o usuário comum até um sysadmin. E para aqueles aficionados em atalhos, é interessante criar padrões para o nome do alias, para você não se perder, como por exemplo:
- Acessar diretório: [nome da pasta a ser acessada]dir
- musicasdir;
- homedir.
- Acessar servidores: [nome do servidor ou servidor do que ele é]server
- webserver;
- fuscaserver.
[Início Atualização 17/12/09]
Um padrão bem melhor, é o apresentado pelo Antonio, nos comentários:
Eu prefiro utilizar uma string que classificar o tipo de alias como prefixo do alias, exemplo:
~$: server.fusquinha
~$: dir.homeUso assim pois desta forma fica fácil de ver os alias de mesma categoria no memento que vou utilizar pois a tecla tab faz o autocomplete, assim eu digito “server. + tab + tab” e o bash me lista todos os alias com o prefixo server.
Isto é só uma forma diferente de organizar os alias.
[Fim Atualização 17/12/09]
Para fechar o post, algo muito importante, como deixar permanente os alias criados, pois da forma que estamos criando, direto no terminal, eles durarão até a sessão ser encerrada.
No Ubuntu, eu descobri duas maneiras de fazer isso, uma porca e a outra certa. Então vamos primeiro ver a maneira porca, que irá ajudar a descobrir a maneira certa.
Adicionar os alias no final (ou em qualquer parte, para ser de uma forma mais porca ainda) do arquivo bashrc (aliás, é nele que está o alias ls):
vim ~/.bashrc
E se você der uma olhada no arquivo, ele explica a maneira certa de adicionar os seus alias:
# Alias definitions.
# You may want to put all your additions into a separate file like
# ~/.bash_aliases, instead of adding them here directly.
Então agora que sabemos como é a maneira certa. vamos fazer:
touch ~/.bash_aliases (para criar o arquivo bash_aliases)
vim ~/.bash_aliases (agora é só colocar os seus alias nesse arquivo)
Depois de salvar o arquivo bash_aliases com os seus alias, basta reiniciar a sua sessão (reiniciando a sua máquina ou fazendo logout), que você já poderá utilizar os alias criados.
E caso você tenha esquecido o nome completo de algum alias, você pode usar o tab (para completar), e se você esqueceu totalmente o nome do alias, é só executar o comando alias -p no terminal, para que serão listados todos os alias que o seu usuário pode usar.
Notas:
Tutorial testado no Ubuntu 9.10.


