Inovação

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Pessoal, ontem iniciou-se a quarta semana de Tecnologia da Faculdade de Tecnologia Termomecanica, e como é praxe a primeira palestra foi de cunho genérico e o tema foi “Financiando a Inovação nas Empresas”.

Sinceramente, achei que seria mais uma daquelas palestras chatas que o palestrante iria “chover no molhado”. Afinal, inovação é um assunto que toda hora ouvimos falar. Mas me surpreendi, a palestra ministrada pelo Dr. Eduardo M. Costa, aliás, um excelente palestrante, foi inovadora.

No começo ele apresentou os dados de uma pesquisa feita com seus alunos, cuja uma das perguntas era:

O que você quer fazer após o término da faculdade?

Segundo o Dr. Eduardo a maioria das respostas, ao longo dos dois anos da pesquisa, tinha como alternativa a opção de criação de um negócio próprio.

Até aí nada demais, afinal nós jovens adoramos nos aventurar e somos sedentos por desafios. Porém, algo interessante foi a análise feita por ele sobre a nossa sociedade e o modo que ela enxergar a inovação, que nesse caso estaria representada pela abertura de um negócio próprio, embora nem sempre, ou melhor, poucas vezes a abertura de um negócio é uma inovação. A análise feita foi de que a nossa sociedade, cuja base religiosa primordial não ver bem o ato de ganhar muito dinheiro, ato que seria de ostentação. Além dos nossos pais preferirem que o filho consiga um cargo público ou em alguma grande empresa, logo a inovação e criatividade é podada em casa mesmo, pois a criação de um negócio próprio não é bem vista por eles.

Para um negócio próprio ter sucesso é preciso ele ser inovador. Mas o que seria inovação?

A explicação do palestrante foi interessante, para não dizer incomum, antes de fazer a definição ele contou a estória de um juiz da suprema corte americana, que julgando um caso de pornografia, foi pedido a ele a definição de pornografia, e após algumas semanas pensando ele disse que – quando eu vejo eu sei que é pornografia. E dessa maneira que o Dr. Eduardo definiu inovação:

Quando eu vejo eu sei que é Inovação

Em seguida, houve a explicação de várias empresas que foram inovadoras, como por exemplo, a Apple no lançamento do iPhone, um produto que em si não tem nada de inovador e que muitos dizem que a única coisa diferenciada nele é o logo da Apple (para mim isso já é razão suficiente para comprar), porém a grande sacada da Apple está concentrada em duas atitudes inovadoras:

  1. A integração de várias funcionalidades (GPS, Internet, Vídeo, Música e Interface touchscreen) em um único aparelho;
  2. O design com a assinatura Apple que faz com que o iPhone pareça mais sofisticado do que os demais.

O Dr. Eduardo que exerce o cargo de Diretor de Inovação no FINEP dedicou um bom tempo da palestra explicando as várias maneiras que o empreendedor pode conseguir financiamento e apoio por meio de incubaradoras. E salientou a importância da inovação e de uma equipe balanceada (multi-disciplinar), isto é, profissionais de várias áreas se juntando para montar um negócio, ao invés do que acontece na maioria das vezes, onde estudantes da mesma área, mesma faculdade, mesmo curso e com network parecido, se reúnem e decidem abrir um negócio.

Muitas pessoas com boas idéias acabam deixando-as de lado por não terem capital para o investimento. Porém, no Brasil há um grande apoio para a criação de empresas inovadoras, o próprio FINEP possui programas que financiam a abertura da empresa, durante um até dois anos. Três foram os programas apresentado pelo Dr. Eduardo:

  • Crédito: trata-se de uma linha de crédito voltada para projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação com valor mínimo de R$1 milhão fazendo uso de financiamento com encargos reduzidos realizados por empresas brasileiras com faturamento acima de R$ 10,5 milhões.
  • Subvenção: linha de crédito com “retorno perdido”, ou seja, a empresa recebe o dinheiro sem ter que pagá-lo, o retorno é feito de maneira indireta, exemplos: geração de empregos, pagamento de impostos, etc.
  • Capital de risco: do inglês venture capital é um investimento com alto risco, porém com grande capacidade de retorno, e como a FINEP apoia diversas empresas o risco acaba sendo distribuído entre elas e caso alguma obtenha sucesso, o lucro adquirido, por meio de ações, irá cobrir os investimentos sem sucesso.

Para o sucesso do negócio cinco fatores são decisivos: mercado, empreendedorismo, dinheiro, inovação e gestão. Portanto, esses fatores devem está presentes em uma sociedade, nem que seja bem distribuído entre os sócios.

Por fim, um assunto que me chamou muita a atenção foi a perspectiva de empresa do futuro, que o palestrante teve, que é a de empresa criativa. A criatividade realmente é uma característica de grande diferencial já no mundo atual, principalmente no mercado de TI, um exemplo de empresa que faz com que os seus funcionários pratiquem a criatividade é o Google, aliás já está ficando chato dá sempre o exemplo do Google (rsrs), que dá a liberdade ao funcionário de dedicar 20% do seu tempo de trabalho para projetos particulares.

Profissionais criativos serão os mais requisitados num futuro próximo, principalmente aqueles que conseguirem transformar idéias em lucro, e o Brasil possui uns dos povos, senão o mais, criativo do mundo, portanto vamos colocar o nosso jeitinho brasileiro, não aquele da malandragem e sim o da criatividade e capacidade de superar as dificuldades em prática.

E como já diria o nosso presidente: “Nunca antes na história do nosso país” a inovação teve tanto apoio.

Fonte:

http://www.finep.gov.br

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