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Lugar entre os grandes: Asterisk está maduro para o mercado corporativo?

novembro 18, 2008

Caros colegas do Ensinar,


 

Tomo a licença de escrever este artigo abaixo, intitulado “Lugar entre os grandes: Asterisk está maduro para o mercado corporativo?”, baseado na análise escrita por Flávio E. Gonçalves na revista Linux Magazine “Especial 3 – VoIP com Asterisk”

 

Espero que apreciem!


Executivos costumam se perguntar sobre a maturidade do Asterisk e sobre suas aplicações reais no mundo corporativo. Este artigo mostra qual é a real extensão da aplicabilidade do software PABX IP mais famoso do mundo dentro das empresas.

Com custo muito inferior as plataformas tradicionais de telefonia IP, o Asterisk se torna uma excelente opção se comparado a estas soluções. No entanto muitas empresas ainda têm uma série de dúvidas e objeções na hora de investir numa solução baseada em Asterisk. Este artigo pretende responder as principais dúvidas surgidas a partir de clientes reais que gostariam de investir em tal plataforma.

  • NÚMEROS

Pergunta: “Quando vejo análises de centrais de telefonia IP não vejo números do Asterisk. Se esta plataforma é tão adotada, por que a participação no mercado transparece ser pequena?”

Resposta: O Asterisk, pelo fato de ser uma solução baseada em código aberto, não pode ser vendido e portanto não entra nos números computados no mercado de PABX-IP. Informações dizem que o Asterisk já ultrapassou a marca de 3 milhões de downloads. Além disso o comércio de placas de telefonia voltadas para Asterisk é sólido, tendo apenas no Brasil 3 fabricantes. Se pensarmos no número de fabricantes internacionais esse número é considerável, já que este mercado já tem um conceito e investimento mais difundido do assunto. Se pensarmos que para cada solução baseada em Asterisk há uma placa de telefonia relacionada, então o valor financeiro movimentado em torno disso é razoável.

  • CONTINUIDADE

Pergunta: “Como posso saber se este grupo que desenvolve software livre vai sobreviver ou vai ficar “pelo caminho.” Se eu adotar o Asterisk há a chance de faltar suporte em um futuro próximo? “

Resposta: O desenvolvimento do Asterisk é feito em 50% pela Digium e em outros 50% pela comunidade Asterisk. É importante frisar que a Digium é uma empresa americana e que recebeu recentemente um capital de U$ 13,8 milhões do grupo Matrix Partners, sendo que nos últimos 24 trimestres vem mantendo lucro e se desenvolvendo. As soluções baseadas em Asterisk ainda irão se manter e se aperfeiçoar por muito tempo.

  • MODELO DE NEGÓCIO

Pergunta: “Como uma companhia pode ser lucrativa doando software? Com que recursos ela vai continuar investindo?”

Resposta: A Digium e tantas outras empresas possuem várias linhas de atuação em outros produtos, apesar do enfoque no segmento de telefonia. Mantendo o exemplo da Digium, a maior parte da receita dela vem da venda de placas de conexão com a PSTN, Switchvox (centrais telefônicas que combinam código aberto e proprietário), licenciamento da versão Business do Asterisk, treinamento e venda de serviços diversos. Como é fácil de observar, a versão “gratuita do Asterisk” é responsável por uma fatia muito pequena do faturamento da empresa.

  • SUPORTE

Pergunta: “Como posso confiar nessa plataforma se não há quem lhe preste suporte?”

Resposta: Desde 2005, milhares de pessoas vem sendo treinadas no Brasil e em todo mundo, sendo que na maioria dos estados brasileiros já existem pessoas que trabalham com Asterisk. Recentemente foi lançada uma iniciativa chamada de Rede VoIP Experts de Serviços (www.voipexperts.com.br) que já possui nos dias de hoje credenciamento nas principais capitais do Brasil e até em cidades do interior. A Digium possui uma certificação para profissionais “do ramo”, chamada dCAP, que pode ser apresentada por estes profissionais para atestar a credibilidade e qualidade de seus serviços.

  • QUEM USA

Objeção: “O Asterisk ainda não é adotado no mercado corporativo.”

Resposta: Grandes empresas no Brasil já adotaram o Asterisk (Ex.: Martins Atacado e Polícia Rodoviária Federal). Além do mercado corporativo, o Asterisk tem crescido muito no mercado de operadoras de telefonia e call center. O mesmo fenômeno que ocorreu com o Linux acontece com o Asterisk: os ambientes corporativos, na maioria dos casos, estão a combinar soluções proprietárias com soluções de código aberto, baseadas em Asterisk.

  • EXTENSÃO

Objeção: “Disseram-me que o Asterisk não consegue chegar a mais de 200 ramais.”

Resposta: Uma lenda “propagandeada” por empresas que vendem soluções concorrentes ao Asterisk. Já existem instalações no Brasil com mais de 1000 ramais, usando Asterisk. A questão é como projetar e distribuir a carga na solução adotada. É fato que um único servidor pode facilmente chegar a mais de 200 chamadas simultâneas e ter mais de 1000 ramais.

  • FACILIDADE

Pergunta: “O Asterisk é muito difícil de usar e só pode ser instalado por “nerds”?”

Resposta: A 3Com e a Dell licenciaram recentemente o Asterisk e vendem soluções de fácil instalação. Existem algumas distribuições como o TrixBox e o AsteriskNow, que visam simplificar todo um processo por meio de interface gráfica e CD’s de instalação automática. No Brasil temos várias soluções no mesmo “estilo”, sendo que a maioria segue a interface gráfica do FreePBX, praticamente criando um padrão no nosso mercado.

  • REDUNDÂNCIA 

Pergunta: “É possível ter redundância com o Asterisk?”

Resposta: O Asterisk permite todos os recursos de segurança necessários, como servidores de tolerância a falhas e balanceamento de carga. Ainda temos o fato de os telefones IP estarem passíveis de alimentação por meio de switches de rede usando POE (Power Over Ethernet), o que permite a operação deste mesmo que falte energia e que haja um no-break centralizado, por exemplo.

  • POLÍTICA

 Objeção: “Nossa companhia não usa software livre e conservamos a política de comprar apenas software com garantia de fabricante.”

Resposta: Muitos de nós já usamos software livre alguma vez na vida, mesmo que ainda não tivéssemos percebido. Vários equipamentos de centrais telefônicas que utilizam hardware proprietário, por exemplo, usa Linux como sistema operacional. Citando novamente a Digium, está comercializa uma versão do Asterisk chamada Asterisk Business Edition, que possui garantia de fabricação e é vendida como software convencional, justamente se encaixando a empresas que tem impedimento de uso de software livre.

  • INSUCESSOS

Objeção: “Eu tenho ouvido de casos de insucesso com o Asterisk.”

Resposta: Todos os projetos, sejam eles de que área for, estão sujeitos a falhas e insucessos. Com o Asterisk não seria diferente. Existem muitos profissionais (integradores) que não detém condições de atender o cliente, seja na parte de implantação do Asterisk ou das plataformas proprietárias. A telefonia IP é uma tecnologia mais complexa que as centrais TDM comuns. Fica um tanto quanto óbvio que um “PABX computadorizado”, que tem correio de voz, URA, distribuição automática de chamadas com/sem balanceamento de carga e mais uma infinidade de recursos terá uma complexidade maior no suporte que uma central com quatro troncos analógicos e dezesseis ramais, sem nenhum recurso e que, basicamente, liga e transfere chamadas.

 

 

Depois de respondidas as principais perguntas e objeções é interessante que as dicas abaixo sejam lidas e interpretadas por todos que estão ou estarão envolvidos com um projeto baseado em uma solução Asterisk.

DICA 1: Escolha o Asterisk para o trabalho certo. Se você tem uma central telefônica de pequeno porte e quer apenas ligar e transferir algumas ligações, não desejando futuramente agregar nenhum serviço adicional a ela, então fique com a central apenas. A telefonia IP só é justificada no caso de ganhos de produtividade advindos dela, como mobilidade, correios de voz, URAs e filas de atendimento, por exemplo.

DICA 2: Instalar o Asterisk é fácil, difícil é implantá-lo. Um projeto relacionado a Asterisk deve levar em conta uma análise de ambiente, treinamento do corpo de administradores e usuários, suporte pós-venda e desafios que surgirão após a implantação. Se uma empresa diz que implanta o Asterisk em poucas horas ou em um único dia, desconfie. Nesse período você instala, não implanta. Infelizmente esse é um dos motivos mais freqüentes de expectativas não realizadas.

DICA 3: Considere os custos de suporte. O profissional que trabalha com Asterisk geralmente possui conhecimentos de rede, telefonia e Linux intermediários ou avançados. Não se paga a profissionais como estes o mesmo que se paga a técnicos de centrais analógicas, sendo que o custo para manter as centrais de telefonia IP são normalmente maiores que os de centrais analógicas de pequeno e médio porte e paralelo aos das centrais digitais sofisticadas.

DICA 4: Pense 2, 3, 4 vezes antes de usar softphones como único meio de comunicação entre usuários. Apesar de existirem bons softphones, como EyeBeam (pago e com instalador para Linux e Windows) e Twinkle (gratuito e instalável apenas no Linux), dar suporte a eles pode ser bem trabalhoso. Ao instalar um conjunto de softphones é preciso levar em conta que um grande número de placas de som das máquinas pertencentes aos indivíduos da rede não vai se adequar a solução. Máquinas com pouco poder de processamento e escassa quantidade de memória, idem. Por outro lado, há o porém do controle de volume ser feito em 3 possíveis lugares: PC, softphone e head-set. O usuário final sempre dá um jeito de colocar qualquer um desses em mudo….e isso é mais um motivo para fracasso em algumas implantações.

DICA 5: “Tudo na vida começa com bons alicerces”. Servidores bem dimensionados e de qualidade ajudam. Administradores, de rede ou de outra categoria, bem treinados dentro da equipe e que já passaram por outros grandes projetos, muitas vezes, fazem diferença entre sucesso e insucesso. Treinar o usuário final para utilizar a solução da maneira correta é importante para manter ou aumentar o ganho de produtividade.

DICA 6: Escolha com cuidado o hardware IP a ser usado, seja ele um telefone IP, ATA, switch, gateway ou outros. Existem diversos fabricantes e uma grande maioria deles tem produtos de baixa qualidade com apelo financeiro (“Made in China”). Por exemplo: uma quantidade de telefones IP ruins em uso são capazes de prejudicar muito um projeto, pois podem gerar desconexões freqüentes, problemas na qualidade de voz entre outros.

 

 

Acredito que este artigo tenha sido bastante esclarecedor sobre o Asterisk. Soluções tendo como base este PABX IP de código aberto tem muitos pontos bons, mas é preciso estar esclarecido de como, onde e porque implantá-lo, levando em conta o suporte e as necessidades reais para isso. Espero que tenham apreciado este assunto e voltarei a escrever algo relacionado ao Asterisk futuramente.

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Latinoware 2008

novembro 17, 2008

Entre 30 de outubro e 01 novembro, Foz do Iguaçu foi invadida, por pessoas de diversas regiões do país e até de outros países, e não foi para ver as belíssimas Cataratas do Iguaçu e sim para prestigiar a quinta realização de um dos maiores eventos de Software Livre da América Latina a Conferência Latino-Americana de Software Livre – Latinoware.

Para quem não sabe (não pense que você estava fora do planeta Terra a gente também não sabia) o Latinoware ocorre no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), localizado dentro da Usina de Itaipu. Com o objetivo de discutir e refletir sobre a utilização do Software Livre na América Latina. Contando com a participação de especialistas e representantes de países da América Latina e de órgãos públicos e privados.

Mais de 300 atrações entre palestras, minicursos e reuniões, que abordaram temas de diferentes níveis de conhecimentos e diferentes áreas de TI. Comprovando a presença cada vez mais abrangente e forte do Software Livre no mercado atual.

Não dará para comentar sobre cada palestra ocorrida por duas razões, a primeira por razões obvias, estamos em três e paralelamente ocorria em média 10 palestras e a segunda devido a extensão do post, que na verdade daria dezenas de posts. Mas vamos trazer aqui nossas impressões do evento.

Impressões do Latinoware

Como dizem a primeira impressão é a que fica e a nossa não poderia ser melhor, chegamos (atrasados) e ainda conseguimos pegar a palestra sobre Linux Real-Time e Java Real-Time um mundo sem delays, palestrada por Flávio Buccianti. Mesmo assistindo menos da metade da palestra, ela se revelou muito boa. Apresentou assuntos, como Metronome Garbage Collector, que precisamos estudar mais e que podem ser úteis para o nosso dia-a-dia na Voice.

A seguir foram outras tantas palestras que no geral, eram apresentadas de forma bem didática e sobre assuntos interessantes.

Um dos pontos interessantes do evento é a grande variedade de participantes, que foram mais de 3000, de várias idades e regiões. Que revelam que para o Software Livre não há idades ou fronteiras. Além da variedade de participantes, havia palestrantes ilustres como Jon ‘maddog’ Hall, que dispensa apresentações e Matt Mullenweg, criador do sistema de blogs open source WordPress.

O Maddog era figurinha fácil de se encontrar no evento, quando você via uma multidão e vários flashes, no meio estava o grande Jon Hall, com sua simpatia de sempre.

Pudemos ainda conversar com Frederico Rosa Zapelini, que ministrou a palestra sobre Asterisk com Java, onde trocamos algumas experiências de trabalho e percebemos que não estamos sozinhos nesse barco (rsrs).

Na palestra de abertura que ocorreu no final do primeiro dia, de cunho mais político e formal, notamos o quanto os governos e prefeituras estão empenhados e estimulados na implantação e disseminação do Software Livre pelo país.

Durante o segundo dia e terceiro foram mais e mais palestras, dentre as quais merecem destaque a do Luli Radfahrer com o título “Nós somos os gringos deles. O mundo é pequeno para os profissionais de talento” e a de “Fundamentos da Orientação a objetos com Python” ministrada por Luciano Ramalho. A primeira foi a única palestra que fui (Fabrício) mais pelo palestrante, por já conhecer o blog do Luli, e o resultado foi excelente. O palestrante abordou muito bem uma das maiores diferenças do profissional brasileiro para com os de outros países (ex. Índia, EUA e Europa), que é a criatividade. Particularmente, o assunto me interessou bastante e assim que possível estaria fazendo um post sobre ele. Já a segunda nos fez perceber que Python realmente é uma excelente linguagem de programação com muitos recursos mantendo a “elegância” de sempre, mas logicamente não vamos dizer que ela é melhor ou pior do que outra, pois a melhor linguagem é aquela onde o programador tem maior prazer e domínio.

Na palestra de encerramento, uma surpresa, um gerente da Microsoft entre os palestrantes, o que seria isso? Para os idolatradores do Linux podia parecer uma ofensa, mas que na verdade é uma tendência, para não dizer o futuro. Isso mesmo, a Microsoft já percebeu que o Software Livre veio para ficar e que é algo que ela não consegue combater, justamente pelo Software Livre não ser baseado nas mesmas “crenças” do software proprietário. Tanto que em 2006 ela fez uma parceria com a Novell, aliás a palestra foi sobre interoperabilidade uma das razões desta parceria.

Uma última impressão que ficou do evento é que o mercado já vê o Software Livre como opção de conseguir negócios e que há mercado tanto para o Software Livre quanto para o proprietário, nessa disputa quem sai ganhando somos nos profissionais e usuários de TI, com cada vez mais opções de trabalho e de ferramentas.

Para encerrar nosso primeiro post sobre o Latinoware uma segunda surpresa, o primeiro podcast do Ensinar, que pode ser baixado no link abaixo. Bem, não ficou muito profissional (Ficou bem amador :P), mas vamos melhorar! Esperamos que gostem. 🙂

Podcast-Latinoware

Adelson Junior

Daniel Sakuma

Fabrício Campos

Virus Antigos

novembro 11, 2008

Telefonia Convencional X VoIP

novembro 7, 2008

Introdução:
Em artigos postados anteriormente iniciamos uma série sobre Telefonia, cujos dois primeiros tópicos deram uma visão geral dos dois tipos de Telefonia: Convencional e VoIP.
Agora neste terceiro artigo da série, intitulado “Telefonia Convencional X VoIP”,  iremos “rivalizar” as duas tecnologias num formato de perguntas e respostas, como acontece em um debate, sendo que não há propostas e sim fatos. Portanto, bem-vindo ao debate!

Perguntas e Respostas:

Telefonia Convencional:
1) Os “gigantes” da telefonia convencional, têm um grande poder aquisitivo para poder comprar a estrutura necessária para uma chamada ir daqui ao Japão. Já as empresas menores, por não possuir tamanho poder aquisitivo acabam tendo que “entregar” a chamada para outras operadoras, para conseguir completar a chamada. Dos dois lados podemos ver um custo muito alto, sendo um “imediato” na compra da estrutura, e outro “com o tempo ” tendo que pagar para outras operadoras concluírem as chamadas.
Qual a influencia disso para o consumidor final ?

Com o grande número de empresas fornecendo serviços de telefonia é o consumidor final que está sendo beneficiado, pois a concorrência fica mais forte e as empresas ficam com a “obrigação” de fornecer serviços com qualidade cada vez maior cobrando um menor preço, com a finalidade de aumentar o número de clientes e suprir as necessidades destes.

2) Cada dia que passa, vemos que o VoIP vem tomando uma fatia maior do mercado de Telefonia. Isso ocorre devido ao desenvolvimento da tecnologia. Vendo por este lado, qual a proporção de crescimento para a Telefonia Convencional?

Se tratando de tecnologia, a telefonia convencional não vê o VOIP como ameaça ou inimigo, pelo contrário, a tecnologia VOIP é uma grande aliada. O VoIP permite um aumento no número de usuários e um aumento do uso da telefonia convencional. Já para as empresas, o surgimento do VOIP teve, tem e terá um grande impacto, pois deixou de ser uma “moda” e passou a ser o futuro da telecomunicação, logo se faz necessária a atualização de tais empresas para esse novo mercado e novas maneiras de prestação de serviço.

3) O VoIP vem tomando uma fatia do mercado cada vez maior.
Qual a atitude das operadoras de Telefonia Convencional para reaver essa “perda”?

As operadoras de Telefonia Convencional ao invés de buscar “lutar” contra o VOIP estão se adaptando as novas tecnologias e aos poucos modificando e implantando novos serviços, afinal tais operadoras sabem que para se manterem na liderança é necessário acompanhar os processos tecno-evolutivos do segmento.

4) Com o VoIP temos uma grande mobilidade e flexibilidade para fazer ligações. Uma empresa que situa no Japão pode facilmente ligar para sua filial no Brasil discando apenas um ramal, sendo que esta ligação não irá gerar nenhum custo. Já ligações para celular ou qualquer terminação de PSTN tem um custo bem reduzido.
Sendo assim qual a proposta para baixar os custos de ligações na Telefonia Convencional?

Os custos de ligações estão cada fez mais reduzidos, devido principalmente a essa concorrência, tanto entre operadoras convencionais como as baseadas em VOIP. Um ponto importante a ser lembrado é que o cliente está buscando sempre o melhor custo beneficio. E   na telefonia convencional, graças a qualidade, disponibilidade e facilidade de uso do serviço pelo público comum o custo benefício é excelente.

VoIP:
1) A rede de telefonia convencional é um sistema bastante confiável. Estamos acostumados a sempre ter nossos telefones funcionando e prontos para fazer e receber chamadas, pois funcionam com energia das centrais telefônica. Mesmo durante um apagão de energia, os telefones continuam a funcionar. Estamos acostumados a nossos e-mails não funcionarem por 30 minutos, mas 30 minutos sem um sinal de discagem pode ser uma situação inaceitável para muitas pessoas. Já a internet é um sistema muito mais complexo e funciona com uma margem de erro muito maior. Como pretendem resolver o problema de disponibilidade e confiabilidade ao usuário final?

Os sistemas hoje, são estruturados em forma de cluster, ou seja, há mais de um servidor fazendo a mesma tarefa. Sendo assim, se houver alguma falha em um dos servidores automaticamente outro servidor irá assumir a responsabilidade. Com a estrutura de clusters é possivel também fazer atualizações e manutenção nos servidores sem a necessidade de paralizar o sistema. Já em caso da falta de energia elétrica, existem os “nobreaks”. Qualquer empresa que tenha um CPD (Centro de Procesamento de Dados) evidentemente possui um nobreak, pois certos sistemas não podem parar. Sendo assim, basta ligar os telefones IP no nobreak. O valor a ser investido em um nobreak e o espaço que ocupará o mesmo, faz com que o VoIP não seja tão procurado por usuários domésticos, pois em caso de falta de energia, não haveria como fazer uma ligação de emergência. Porém, o seu “custo benefício” ainda atrai muitas pessoas. Além do mais, segundo a Anatel 145 milhões de pessoas têm celular no Brasil,  uma ligação para o 190 é gratuita ;).

2) É fato que a internet é uma rede muito mais complexa, logo demanda uma quantidade de equipamentos e empresas muito maior que a rede telefônica convencional. Parte desses equipamentos inclusive são de propriedade e responsabilidade dos próprios clientes, aumentando ainda mais o risco de falta de disponibilidade do serviço. Tudo isso – mais o fato de se tratar de uma tecnologia muito mais nova – faz com que as conexões de internet estejam muito mais sujeitas a problemas que o telefone convencional. Como vocês pretendem melhorar esta infra-estrutura?

A internet realmente conta com uma infra-estrutura bem complexa, devemos isso a sua flexibilidade em poder transmitir diversos tipos de informações como: dados, video e voz. Por conta disso mais a facilidade que ela nos proporciona hoje, diversas empresas e governos do mundo inteiro investem nessa estrutura, fazendo com que esteja em constante atualização e desenvolvimento, sempre para melhor atender as necessidades do mundo. O fato de que parte dos equipamentos são de responsabilidade dos próprios usuários me faz lembrar a seguinte cena. “Tenho um telefone sem fio em casa e acaba a bateria, de quem é a culpa?”. Lembrando também que as empresas de Telefonia Concencional não se responsabilizam por problemas que estejam “do poste para dentro”.

3) Os serviços de VoIP também estão sujeitas a virus e hackers como o resto dos serviços de internet. Como vocês tratam a segurança?

Qualquer tecnologia que envolve a transferência de dados ou informações são propensos a segurança comprometida. Acontece com telefones, telefones celulares e Internet. O VoIP, tem a Internet como o seu meio de transferência. É impossível garantir total segurança na transmissão de informações pela Internet, incluindo as chamadas telefónicas.
Novas tecnologias vêm surgindo com protocolos de segurança mais altamente desenvolvidos, isso dificulta a interceptação na transmissão de informações. Um exemplo disto é a VPN (Virtual Private Network) que cria um “túnel” entre as extremidades da conexão, assim os dados trafegam seguros de uma ponta até a outra.

4) Novamente a comparação será sempre com as ligações telefônicas convencionais, em que todos estamos acostumados. Existem fatores que afetam a qualidade das ligações feitas por VoIP. Eis alguns deles:
COMPRESSÃO: após a conversão dos sinais analógicos para digitais há a compressão. Logo há perda de qualidade;
PROCESSAMENTO: para fazer a compressão em tempo real precisamos de capacidade de processamento considerável, coisa que não acontece na telefonia convencional;
ECO: ao se fazer compressão e descompressão de pacotes de voz, pode haver atraso no processamento e isso pode gerar o eco;
CONGESTIONAMENTO DE REDE: se a largura de banda estiver sobrecarregada aplicações de tempo-real como o Voip tem muitos problemas.
Sendo a qualidade de voz um ponto importante na telefonia, como vocês tratam essa questão?

Como a rede IP não foi projetada inicialmente para o tráfego da voz, coube a nós adapta-la com novas tecnologias, protocolos que permitissem o tráfego da voz sem perder consideravelmente a qualidade da voz.
Para digitalizar o audio de forma a trafegá-lo na rede IP competindo com dados, video e tudo o mais que trafega nesse tipo de estrutura, utilizam-se codecs. Existem inúmeros codecs, cada qual com sua taxa de compressao e utilizacao de banda.
Um exemplo é o G.711, que utiliza o método de compressao PCM que tem um atraso de apenas 0.75 milisegundos, mas em compensação a cada segundo utiliza 64kb de banda para cada chamada.
Já o G.729 ultiliza um método de compressão mais robusto, que utiliza menos banda: 10Kbps e tem o atraso de 10 milisegundos.
Para garantir a qualidade da voz, existe o MOS – Mean Opinion Score, que é um esquema de pontuação que varia de 0 a 5, sendo 5 a garantia de melhor qualidade. O MOS do G711 é 4.1 e do G729 é 3.61.
Para realizar a compressão, é necessário algum processamento, mas nada que os processadores atuais, ou chips em placas de voz, nao facam com perfeição.
Na implementacao de uma solução VoIP, deve ser estudado e aplicado um esquema de QOS (Quality of Service) na rede, para permitir a priorização dos pacotes voz e vídeo a fim de garantir a qualidade da solução.

Conclusão:
Ao analisar as duas tecnologias percebemos que não há uma vencedora, pois a melhor tecnologia não é aquela que mais oferece recursos e melhorias e sim a que mais se adequa a uma solução ou necessidades, seja no ramo empresarial ou pessoal. Avaliando em termos de aceitação, usabilidade e disponibilidade para o público comum notamos que a Telefonia Convencional ganha em disparado do VoIP.
No entanto, ao analisar o mercado atual e as perspectivas futuras, vemos que o VoIP com o passar do tempo está angariando uma fatia importante do mercado da Telefonia Convencional. Vemos também que ainda levará um bom tempo para o VoIP dominar ou disputar mercado em nível de igualdade com as soluções da Telefonia Convencional, principalmente em países menos desenvolvidos em tecnologia, devido as necessidades de uma boa infra-estrutura e outros requisitos. É fato que, com o avanço tecnológico no ramo da telefonia, futuramente irão surgir novas soluções de telefonia competindo com as demais dos dias de hoje, e nessa competição quem sairá ganhando é o consumidor certamente.

Escrito por:
Adelson Junior
Fabrício Campos
Juliana Taguchi
Rodrigo Ribeiro
Wesley Volcov

Arquiteto de software

novembro 6, 2008

O Fernando Fontes foi para outros ares e não fez o post dele.

Agora ele mandou um link para um post bem legal (Mas ele ainda deve um post, hehe):

http://barkadodino.blogspot.com/2008/10/arquiteto-voc-constri-casas-prdios.html

Neste post ele lista algumas características importantes não só para um arquiteto, mas para um bom profissional da área de informática.

Falando ainda de arquiteto de software, tem um outro post bem legal: http://blog.fragmental.com.br/2006/02/19/o-que-e-um-arquiteto/

Até mais,

André