Latinoware 2008

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Entre 30 de outubro e 01 novembro, Foz do Iguaçu foi invadida, por pessoas de diversas regiões do país e até de outros países, e não foi para ver as belíssimas Cataratas do Iguaçu e sim para prestigiar a quinta realização de um dos maiores eventos de Software Livre da América Latina a Conferência Latino-Americana de Software Livre – Latinoware.

Para quem não sabe (não pense que você estava fora do planeta Terra a gente também não sabia) o Latinoware ocorre no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), localizado dentro da Usina de Itaipu. Com o objetivo de discutir e refletir sobre a utilização do Software Livre na América Latina. Contando com a participação de especialistas e representantes de países da América Latina e de órgãos públicos e privados.

Mais de 300 atrações entre palestras, minicursos e reuniões, que abordaram temas de diferentes níveis de conhecimentos e diferentes áreas de TI. Comprovando a presença cada vez mais abrangente e forte do Software Livre no mercado atual.

Não dará para comentar sobre cada palestra ocorrida por duas razões, a primeira por razões obvias, estamos em três e paralelamente ocorria em média 10 palestras e a segunda devido a extensão do post, que na verdade daria dezenas de posts. Mas vamos trazer aqui nossas impressões do evento.

Impressões do Latinoware

Como dizem a primeira impressão é a que fica e a nossa não poderia ser melhor, chegamos (atrasados) e ainda conseguimos pegar a palestra sobre Linux Real-Time e Java Real-Time um mundo sem delays, palestrada por Flávio Buccianti. Mesmo assistindo menos da metade da palestra, ela se revelou muito boa. Apresentou assuntos, como Metronome Garbage Collector, que precisamos estudar mais e que podem ser úteis para o nosso dia-a-dia na Voice.

A seguir foram outras tantas palestras que no geral, eram apresentadas de forma bem didática e sobre assuntos interessantes.

Um dos pontos interessantes do evento é a grande variedade de participantes, que foram mais de 3000, de várias idades e regiões. Que revelam que para o Software Livre não há idades ou fronteiras. Além da variedade de participantes, havia palestrantes ilustres como Jon ‘maddog’ Hall, que dispensa apresentações e Matt Mullenweg, criador do sistema de blogs open source WordPress.

O Maddog era figurinha fácil de se encontrar no evento, quando você via uma multidão e vários flashes, no meio estava o grande Jon Hall, com sua simpatia de sempre.

Pudemos ainda conversar com Frederico Rosa Zapelini, que ministrou a palestra sobre Asterisk com Java, onde trocamos algumas experiências de trabalho e percebemos que não estamos sozinhos nesse barco (rsrs).

Na palestra de abertura que ocorreu no final do primeiro dia, de cunho mais político e formal, notamos o quanto os governos e prefeituras estão empenhados e estimulados na implantação e disseminação do Software Livre pelo país.

Durante o segundo dia e terceiro foram mais e mais palestras, dentre as quais merecem destaque a do Luli Radfahrer com o título “Nós somos os gringos deles. O mundo é pequeno para os profissionais de talento” e a de “Fundamentos da Orientação a objetos com Python” ministrada por Luciano Ramalho. A primeira foi a única palestra que fui (Fabrício) mais pelo palestrante, por já conhecer o blog do Luli, e o resultado foi excelente. O palestrante abordou muito bem uma das maiores diferenças do profissional brasileiro para com os de outros países (ex. Índia, EUA e Europa), que é a criatividade. Particularmente, o assunto me interessou bastante e assim que possível estaria fazendo um post sobre ele. Já a segunda nos fez perceber que Python realmente é uma excelente linguagem de programação com muitos recursos mantendo a “elegância” de sempre, mas logicamente não vamos dizer que ela é melhor ou pior do que outra, pois a melhor linguagem é aquela onde o programador tem maior prazer e domínio.

Na palestra de encerramento, uma surpresa, um gerente da Microsoft entre os palestrantes, o que seria isso? Para os idolatradores do Linux podia parecer uma ofensa, mas que na verdade é uma tendência, para não dizer o futuro. Isso mesmo, a Microsoft já percebeu que o Software Livre veio para ficar e que é algo que ela não consegue combater, justamente pelo Software Livre não ser baseado nas mesmas “crenças” do software proprietário. Tanto que em 2006 ela fez uma parceria com a Novell, aliás a palestra foi sobre interoperabilidade uma das razões desta parceria.

Uma última impressão que ficou do evento é que o mercado já vê o Software Livre como opção de conseguir negócios e que há mercado tanto para o Software Livre quanto para o proprietário, nessa disputa quem sai ganhando somos nos profissionais e usuários de TI, com cada vez mais opções de trabalho e de ferramentas.

Para encerrar nosso primeiro post sobre o Latinoware uma segunda surpresa, o primeiro podcast do Ensinar, que pode ser baixado no link abaixo. Bem, não ficou muito profissional (Ficou bem amador :P), mas vamos melhorar! Esperamos que gostem.🙂

Podcast-Latinoware

Adelson Junior

Daniel Sakuma

Fabrício Campos

Uma resposta to “Latinoware 2008”

  1. “Nós somos os gringos deles - O mundo é pequeno para os profissionais de talento” « Blog do Ensinar Says:

    […] de talento” By Fabrício Ferrari de Campos Já faz um tempinho, que eu prometi (aqui) que ia fazer um post sobre essa palestra, ministrada pelo Luli Radfahrer, que assiste no […]

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