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D-Olho na Qualidade 5Ss

abril 29, 2009

Andei buscando informações de como melhorar o ambiente na empresa (sim, eu Capelo pesquisando algo que não é ligado a tecnologia) e por acaso encontrei um curso oferecido pelo Sebrae chamado D-Olho na qualidade 5Ss. Fiquei curioso, nunca tinha ouvido falar, assim me cadastrei e conclui o curso.

Introdução

Durante o curso refleti sobre locais que passei durante a vida e locais atuais, profissionais e pessoas, percebi que todos podem melhorar.

Bom, vamos ao o que interessa “qualidade 5Ss” é um bom programa com etapas a serem seguidas com o objetivo de alcançar uma melhor convivência na empresa e até pessoal proporcionando resultados muito eficientes, tanto na vida dos colaboradores quando no ambiente organizacional.

Significados

Em japonês, o método foi chamado de 5Ss, pois as cinco palavras que representam cada fase começam com a letra S. Vejam :

  • Seiri – Senso de arrumação > DESCARTE

  • Seiton – Senso de ordenação > ORGANIZAÇÃO

  • Seiso – Senso de limpeza > LIMPEZA

  • Seiketsu – Senso de Asseio > HIGIENE

  • Shitsuke – Senso de autodisciplina > ORDEM MANTIDA

Certo, isso parece aquele negócio de autoajuda, mas se seguido e implantado o programa passo a passo/ senso a senso veremos uma grande melhora na produtividade. Para implantar o programa, segundo o curso, devem-se criar campanhas na empresa para cada fase, iniciando pela Seiri (Descarte).

“Há quem diga que praticar o programa é praticar “bons hábitos” ou “bom senso”. Apesar da simplicidade dos conceitos e da facilidade de aplicação na prática, sua implantação efetiva não constitui uma tarefa simples, porque a essência dos conceitos é a promoção de mudança de atitudes e hábitos das pessoas pela convivência e experiência ao longo de suas vidas.”

Vamos refletir

Já pensou sobre as mudanças a serem realizadas em seu ambiente?

Refletiu sobre a situação atual?

Nesse sentido, as questões, a seguir, poderão ajudar:

  • Como está meu ambiente?

  • Ambiente? Qual ambiente?

  • Existe desperdício no mundo?

  • Existe desperdício em nosso país?

  • Existe desperdício em nossa organização?

  • Existe desperdício em nossa casa?

  • Existe desperdício em nós mesmo?

  • O ambiente de trabalho./O ambiente de lazer./O ambiente familiar./O ambiente interno (EU)

  • Existe desperdício?

Penso em dar continuidade a este assunto, talvez com textos sobre cada passo da implantação da metodologia em uma empresa. (depende do feedback do povo hehe).

Abaixo um texto bem legal sobre a origem do programa.

A REMOTA ORIGEM DA FILOSOFIA 5S

A origem remonta aos templos budistas e xintoístas no oriente antigo, nos quais, segundo se conta, um discípulo de mestre-monge passava por etapas-chave antes de se tornar definitivamente monge. Na primeira etapa, ao chegar, o discípulo era convidado a descartar todos os sentimentos, pensamentos e bens materiais que não teriam utilidade na nova vida que se iniciava. Dessa forma, por exemplo, seus pertences pessoais inúteis (roupas, acessórios etc.) e seus pensamentos impuros eram deixados ao entrar no templo. O desperdício – ter consigo ou para si algo que não lhe tem utilidade – era considerado uma ofensa, já que a natureza, ao oferecer o recurso, o faz para uma finalidade justa. Para viver a nova vida, disciplina e novos hábitos eram importantes. Para uma boa convivência em um ambiente de recursos escassos, a organização era fundamental. Por isso na segunda etapa o discípulo era convidado a conhecer e praticar a disciplina dos horários e a identificação dos locais e utensílios para que todos pudessem compartilhar e incorporar hábitos que facilitassem a vida conjunta, praticando o respeito ao outro. Vencidas essas etapas, o discípulo passava pela terceira etapa sendo um processo de limpeza e purificação, que incluía jejum, sua limpeza física e a prática de manter limpos (evitar sujar) todos os espaços. Nesse momento, seus cabelos eram raspados, para simbolizar a “passagem”. Na quarta etapa, os pensamentos e hábitos do discípulo entravam em uma etapa de “higienização“. Por meio de prática e reflexão, ele era estimulado a manter pensamentos e atitudes pró-ativos e positivos, que garantissem a saúde mental e corporal sua e do grupo. Na quinta e última etapa, o discípulo então se tornava monge e era convidado a manter e melhorar sua prática dos aspectos anteriores. Para tanto, uns apoiavam os outros em relações mestre-discípulo, a fim de garantir a disciplina e a persistência para melhorar a maneira de sentir, agir e ser.

Abraço pessoal, espero que tenham gostado.

Falando sobre JBoss

abril 28, 2009

Este post tem como objetivo trazer conceitos básicos sobre o Jboss. Espero que gostem ! =D

O Que é o JBoss ?

JBoss (pronuncia Djei Boss) é um servidor de aplicação J2EE de código fonte aberto, ou seja, ele já possui métodos implementados para facilitar a criação do seu sistema.

Mas, o que é um servidor de aplicação?

Servidores de aplicação permitem o desenvolvimento de aplicações distribuídas multi-camadas. Ele age como a interface entre os clientes e as bases de dados e os sistemas de informação corporativos (ERPs, sistemas legado, etc.), ou seja, disponibiliza um ambiente para a instalação e execução de certas aplicações.

E o JavaEE?

Em 1999 a Sun começou a distribuir 3 edições de sua especificação para Java:

    J2SE (Java 2 Standard Edition): APIs básicas, e para o desenvolvimento de aplicações em desktops.

    J2ME (Java 2 Micro Edition): APIs para o desenvolvimento de aplicações embedded, em plataformas como PDAs e telefones celulares.

    O objetivo do JavaEE é especificar uma plataforma com um modelo de componentes e a infra-estrutura básica (segurança, transações, acesso a bases de dados, etc.) para o desenvolvimento de aplicações corporativas. O padrão JavaEE da Sun é composto por:

    O JavaEE Compatibility Test Suíte: Um conjunto de testes de compatibilidade para garantir que um produto JavaEE é compatível com o padrão da plataforma JavaEE.

    JavaEE (Java 2 Enterprise Edition): APIs para o desenvolvimento de aplicações corporativas.

    A implementação de referência JavaEE: Uma implementação de referênciapara demonstrar as capacidades do JavaEE e para prover uma definição operacional da plataforma JavaEE.

    O modelo de programação de aplicações JavaEE: Um modelo de programação padronizado para o desenvolvimento de aplicações multi-camadas.

    O JBoss é uma implementação – clean-room – das especificações JavaEE da Sun, isto é, ele não utiliza nenhuma biblioteca vinda da Sun ou de outros fornecedores.

Como surgiu o Jboss ?

O desenvolvimento do JBoss começou em março de 1999. Nascido como um simples container EJB (Enterprise JavaBeans) e, ao longo dos anos, evoluiu para ser um servidor de aplicações Java completo, que hoje está bastante maduro. Ele é desenvolvido por uma comunidade open source e está se tornando um sério concorrente aos servidores de aplicação comercial. ( Como, o servidor WebSphere Application Server da IBM e o WebLogic Server da BEA Systems ).

Os desenvolvedores responsáveis estão agora empregados por uma empresa de serviços chamada JBoss_Inc.. fundada por Marc Fleury, o criador da primeira versão do JBoss. O projeto é custeado por uma rede mundial de colaboradores. Em Abril de 2006 foi anunciada sua aquisição pela Red Hat.

Quais versões existentes?

Existem muitas versões com update´s de bug´s , até chegarmos nas versões em que chamamos de GA ( General Availability ), como podemos ver abaixo:

JBoss AS 4.0 é um servidor de aplicações Java EE 1/4, com embutidos Apache Tomcat 5.5. Qualquer Máquina Virtual Java entre as versões 1.4 e 1.5 são suportados. JBoss pode ser executado em inúmeros sistemas operacionais, incluindo muitas plataformas POSIX (como o Linux, FreeBSD e Mac OS X), Microsoft Windows e outros, enquanto um adequado JVM está presente.

JBoss AS 4.2 é também um servidor de aplicações Java EE 1/4, mas Enterprise JavaBeans 3.0 é utilizado por omissão. Ele requer o Java Development Kit versão 5. Tomcat 6 é empacotado com ele.

JBoss AS 5.0, a versão atual, é um servidor de aplicações Java EE 1/5. Tinha-se em desenvolvimento para mais de 3  anos e é construído no topo de um novo JBoss microcontainer.

Espero ter atendido as expectativas de vocês caros leitores.

Parabéns Fabrício, Angela e Adelson pelas certificações!

abril 24, 2009

Fabrício (qualidade Basix) e Angela (qualidade Brastel)

Esta semana saiu o resultado da prova de certificação em teste de software da BSTQB. E eles passaram na prova. Parabéns a vocês!

Quem não prestou ou não passou, em julho tem outra prova caso deseje fazer.

A lista dos aprovados está no site da BSTQB (Brazilian Software Testing Qualifications Board). Lá também é possível encontrar as datas das próximas provas. Veja lá:

Adelson (suporte Basix)

Este mês ele passou na primeira prova da certificação Linux (LPI-101) . E agora que venha a próxima, a LPI-102.

A primeira certificação Linux é obtida quando o candidato passa nestas duas provas.

Saiba mais:


Aumentando a produtividade com o SSH Config File

abril 23, 2009

Quem trabalha administrando um parque grande de servidores Linux, deve achar meio chato ficar digitando o comando ssh username@host para conectar em cada máquina (eu pelo menos acho, pois temos mais de 30 servidores, e temos que connectar diariamente em cada um deles várias vezes), o arquivo de configuração do cliente SSH conta com uma funcionalidade que pode nos ajudar muito a tornar esta tarefa mais simples e rápida.

Utilizando o arquivo de configuração podemos cadastrar todos os servidores nele, neste cadastro atribuimos um Nome para cada host, e configuramos qual o endereço, porta, e usuário que deve ser utilizado para conectar no Host, desta forma para conectar via ssh em um Host cadastrado é apenas necessário utilizar o comando ssh Host ou invés de ssh username@host, o cliente ssh identifica o nome do Host pega as informações no arquivo de configuração e faz a conexão no endereço, porta, e com o usuário configurado para aquele host, sendo necessário você apenas digitar a senha para finalizar a conexão.

O arquivo de configuração do SSH armazena vários tipos de configurações relacionadas a o SSH Client, neste post irei focar apenas na configuração de Hosts, portanto não entrarei em detalhes dos outros parametros de configuração do mesmo.

Existem 2 arquivos de configuração do SSH, um global que é válido para todos os usuários de uma máquina, e um privado de cada usuário, os parametros e a forma de configurar os dois arquivos são iguais, a única diferença é que um é válido para todos os usuário e o outro apenas para um usuário, abaixo descrevo onde cada arquivo pode ser encontrado:

Publico:

/etc/ssh/config

Privado:
/home/.ssh/config

Abaixo segue um exemplo de como configurar o arquivo:
Host lab-server-001
HostName 192.168.0.21
User root
Port 22

Nesta configuração de exemplo estamos definindo o nome do Host como “lab-server-001”, o memso está no enedereço ip “192.168.0.21”, a porta ssh é “22”, e o usuário que utilizamos para conectar nele é o “root”.

Com esta configuração para connectar neste servidor basta digitar:
asouza@ant-note:~$ ssh lab-server-001
root@192.168.88.17's password:
Last login: Fri Apr 24 00:07:25 2009 from 192.168.191.104
[root@ipx017 ~]#

Aumentando ainda mais a produtividade:

  • Uma das grandes vantagem de fazer a configuração de todos os Hosts que você trabalha é que no Ubuntu o bash faz autocomplete dos Hosts cadastrados, desta forma eu posso apenas digitar “ssh l” pressionar “tab” e o bash vai autocompletar o nome do host (exatamente igual ele faz para os comandos), veja o video abaixo:
  • A outra é para quem utiliza o Gnome-do, ele conta com um plugin do SSH que interpreta o arquivove de configuração desta forma fica muito simples você connectar visualmente no servidor desejado, veja o video abaixo:

Eu criei um arquivo de configuração com todos os servidores que nós da Voice normalmente conectamos (desta forma é só fazer o download do mesmo no enedreço “~/.ssh/config” e desfrutar as novas facilidades adicionadas, este é só para o pessoal da Voice).

Curso de SQL Básico

abril 22, 2009

Pessoal,

Mais de uma vez, algumas pessoas perguntam sobre conceitos básicos de banco de dados. Então achamos que um curso com os cohecimentos básicos seja bem apropriado.

Para quem é este curso ?

Para quem não conhece muito de banco de dados e quer conhecer mais sobre o assunto. O curso será dado em cima de MySQL, mas não irá abordar como instalar.

O objetivo é mostrar o que é um banco de dados, uma tabela, um índice e como fazer SELECTs, INSERTs, DELETEs, UPDATEs e SELECTs com JOIN.

Quando vai ser ? E quem dá o curso?

Dia 04 de maio, às 09:30, na sala de treinamento da Voice. O curso vai ser dado pelo André Pantalião.

Quem quiser participar, por favor mande um e-mail para andre@voicetechnology.com.br.

Até mais,

André

Palestras Propostas no FISL10

abril 22, 2009

Para a 10a. edição do Fórum Internacional de Software Livre (FISL10), que ocorrerá no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre, de 24 a 27 de Julho de 2009, a Voice Technology submeteu 3 propostas de palestras:

  • Testes de performance em plataformas SIP utilizando SIPP
    Visão geral sobre o processo de testes explicando seu objetivo, etapas, aspectos importantes deste tipo de testes, propondo um modelo deste processo para a execução de testes de performance em plataforma de telefonia IP. Mostra ferramentas OpenSource para testes, como o o Sipp e abordar as dificuldades normalmente encontradas neste processo
  • SIP Proxy em Cluster Utilizando IPVS e Keepalived
    Esta palestra irá abordar tópicos práticos e conceituais para a construção de uma solução de SIP proxy de alta disponibilidade utilizando Keepalived, IPVS e OpenSER (formalmente OpenSIPS e Kamailio).
  • Abertura de Código Fonte: Plug-in SIP para JMeter
    Encontrar a ferramenta correta para os testes é sempre uma passo importante no desenvolvimento do sistema. Por isso, estamos compartilhando com a comunidade nosso plug-in SIP para o Jmeter, para que possa ser mais uma opção na tarefa de eliminar bugs do sistema.

As propostas aceitas serão divulgadas até o dia 25 de Maio. Vamos torcer para que alguma, e porque não algumas ou até todas ;), de nossas palestras sejam aceitas.

De qualquer forma estaremos muito bem representados no evento com nossa pequena caravana!

Prêmios para os posts no Ensinar estão de volta

abril 21, 2009

Pessoal,

No fim de maio teremos novamente prêmios no Ensinar:

  • Canecas do Ensinar para o melhor post pequeno ( de 20 a 30 linhas) e para o post grande (mais que 30 linhas).
  • Camiseta da Voice sorteada entre todos os que postarem.

A escolha no melhor post será feita por alguns jurados  (ainda serão definidos). Irão participar do sorteiro e da votação todos os posts publicados desde 01 de abril até o dia 31 de maio. O resultado da votação e o serteio será publicado até odia 15 de maio.

Pedimos que todos os posts participantes coloquem TAGs e Categorias.

Todos os leitores estão convidados!

Até mais,

André

Minhas impressões – Ruby + Rails no Mundo Real 2009 – 04/04/09

abril 19, 2009

Caros colegas,

Meu último relato de evento escrito para o Ensinar já continha o prenúncio para esse post  (…Já estou em vias de escrever um novo relato, relacionado ao evento “Ruby + Rails no mundo real 2009″, que presenciei no último sábado (04-04-09) em companhia de alguns colegas de empresa... (06-04-09″)).

Enfim, “cá” estou para falar dele! ( e me desculpem mais uma vez pela demora dos relatos. Como diria Milton Neves, que o Fabrício Campos diz que é o melhor comentarista do Brasil, “O tempo urge pra mim!”)

Não esperem nesse post análises mais técnicas, pois não domino a linguagem e este foi meu primeiro evento relacionado a Ruby.

Panorama geral


O “Ruby + Rails no Mundo Real 2009“, como já foi dito, aconteceu em 04 de Abril de 2009 e o pessoal da Voice Technology estava presente, prestigiando e adquirindo conhecimento. Éramos eu, André Pantalião, Joemir Luchetta, Natália Freitas e Eduardo Zaghi. Foi muito bem organizado pela Tempo Real Eventos, com preço bem acessível no começo das inscrições (R$ 50,00), facilidade de acesso ao local, apostila, brindes e coffee-break. Fora a presença de palestrantes com alto nível de conhecimento em Ruby, como o Fábio Kung e o pessoal do Guru-SP. O evento respondeu as minhas espectativas, pois  a maioria das palestras tinham conteúdo não muito técnico, facilitando o entendimento do assunto.

Palestras

Criando um Instant Messenger usando Rails – Vinícius Baggio Fuentes

Vinicíus, como já diz explicitamente o título, mostrou como se implementar um comunicador instantâneo usando Rails e o protocolo XMPP/Jabber. Sua introdução mostrou o motivo de “experimentar” Rails, pela sua rapidez de retorno de resultados, criatividade, liberdade de programação e o envolvimento e força da comunidade Rails. Após isso ele mostrou como realmente implementar o projeto (a “mão na massa”), com tópicos envolvendo troca de XML‘s pela rede, JID (Jabber ID), Autenticações, Web Services, Messages, possíveis integrações com outros serviços de mensagens (GTalk (que também usa XMPP), MSN, Yahoo! entre outros (protocolos proprietários)) e finalizando com Distributed Ruby (DRb). Gostei do conteúdo da palestra mas percebi que em alguns momentos o palestrante se mostrava inseguro para passar alguns conceitos, mas nada que pudesse prejudicar o resultado positivo da palestra.

Ruby, Rails e empreendedorismo – Hugo Lima Borges

Hugo apresentou a palestra, que na minha concepção, foi a mais interessante do evento, apesar de não ser apresentado um “case de sucesso” para embasar o assunto. Conseguiu unir o útil ao agradável, mostrando como são os meios de fazer empreendedorismo ná área de tecnologia e programação (da forma mais correta) e como unir isso a praticidade do Rails. Apresentou o panorama dos empreendedores no Brasil, com algumas informações interessantes:

  • O Brasil é o 8º país, dentre 43, que mais empreende;
  • O brasileiro geralmente é “aventureiro”, muito pela necessidade;
  • Os que não se aventuram por necessidade tem medo de falhar;
  • Nós somos movidos a fazer empreendedorismo muito mais pelo motivo de ser “eficiente” do que ser “inovador” e “gerador de tecnologia”;

Um livro indicado para o assunto foi “Start-Up” (Jessica Livingston), que não é difícil de adquirir.

Quais os passos para empreender? Eis abaixo:

  • Procure fazer com que os outros assimilem as idéias. Tente começar por grupos pequenos, pois eles são ideais para “espalhar”;
  • Faça “antropofagia”! Comece “comendo” idéias de projetos de sucesso;
  • Mude ou inove com o decorrer do tempo, tendo o “timing” correto para implementação das idéias. Deixe as “Killer App‘s (aplicações suicidas)” para depois…;
  • Não pense somente em software ou projetos open source, deixando os “softwares pagos” de lado, e vice-versa. Se usar open source então procure contribuir; se usar software pago procure pagar!
  • Uma das alternativas para “se dar bem” : Rails! ;

Alguns outros poréns devem ser levados em conta, como meios de conseguir dinheiro (“3 F’s: Family, Friends & Fools”, BNDES, FINEP, FAPESP e o próprio bolso), conciliação de tempo e montagem de equipe (talentosos, marqueteiros, especialistas e etc.). Boa palestra  Hugo!

Integrando Ruby e Java para facilitar a vida – Marcelo Castellani

Na verdade, essa palestra foi um “comparativo” de ferramentas ligadas a Ruby (toolkits), que podem auxiliar em um projeto Java. Foi muito mais uma mostra de quais são os desempenhos que cada uma tem, em diferentes sistemas operacionais, e qual a abordagem de desenvolvimento delas. As ferramentas apresentadas na palestra foram:

  • FXRuby ( plataforma Windows e aplicado em ERP, IDE e aplicações OpenGL, por exemplo);
  • Ruby GTK+ (ambientes GTK, como Ubuntu, OpenSolaris e BSD, e aplicado em criação de interfaces gráficas);
  • RubyCocoa & MacRuby (plataforma Mac e aplicado a desenvolvimento de aplicações para o Mac OS X);
  • Shoes ( qualquer tipo de plataforma (!), poderoso e praticamente aplicável para desenvolvimento de qualquer um dos tipos de aplicações já citadas acima).

Marcelo mostrou exemplos de códigos apenas no slide. Fiquei com o sentimento de “falta alguma coisa a mais”, como algum exemplo “real”, rodando para visualização do público. Fora isso não posso discutir o conteúdo de forma mais aprofundada.

Outsorcing, ou como trabalhar para as empresas gringas – Rodrigo Franco

“O Caffo”, como é conhecido na comunidade Rails, mostrou as vantagens e desvantagens de se trabalhar para os clientes gringos, nos mais diversos projetos e tipos de remuneração (agradáveis ou não, depende do seu ponto de vista).

  • Vantagens: melhor remuneração; receber dinheiro em dólar; trabalho do programador brasileiro é bastante valorizado pelo gringos; custos menores com transporte, alimentação e vestuário; horário flexível no home office ( pode ser bom ou ruim, dependendo do fuso horáro e tipo de cliente a tratar) e melhor controle da sua produtividade;
  • Desvantagens: o espaço de casa pode influenciar na produtividade, seja na aquisição de conteúdo de estudo ou no trabalho; dificuldade em mostrar trabalho;

Caffo explicou quais são as melhores maneiras de receber salário no Brasil pagando menos imposto (Pessoa física – 27.5%; Empresa – 7.5% e PayPal – 0%), e como “chamar” a atenção dos gringos para o seu trabalho, fazendo com que venham a existir mais recomendações de projetos para você ( faça um portfólio, participe de projetos open source, tenha um blog ativo e uma página com pessoas recomendando o seu trabalho). Trabalhar para consultorias virtuais ( Ex.: O’Desk e RentACoder ) são um bom modo de angariar fundos e reconhecimento na comunidade. A palestra foi muito interessante e deu um novo panorama para o pessoal que busca alternativas de trabalho no exterior, por mais que seja “home office”.

GlassFish on Rails: Escalabilidade e Confiabilidade – Maurício Leal

Foi muito mais uma palestra comercial do que explicativa ou técnica. Já tinha assistido uma outra palestra dele no “Profissão Java” (Tema: Como trabalhar com Java no exterior) que falava de um assunto parecido ao do Caffo nesse evento ; a anterior foi melhor e mais interessante. Fora a imparcialidade (“jabá” da SUN) ele explicou os conceitos do Glassfish (servidor de aplicação) e como ele vem evoluindo ao decorrer das versões EE (Enterprise Edition) do Java. O objetivo era mostrar como o Glassfish, dando suporte a Rails, pode trabalhar em conjunto com o Java permitindo escalabilidade e eficiência (Glassfish + Rails dá suporte a clusterização, gerenciamento de carga e alta disponibilidade). Para os interessados eu coloco os links mais interessantes da palestra do Maurício:

Acredito que o foco da palestra poderia ser mais direto, conciso e com mais conteúdo.

Só imaturos não testam – Carlos Brando

Carlos Brando fez uma apresentação sobre o porque, o quando e como testar em Ruby on Rails. O nome da palestra foi exemplificado com um trecho do filme “Stallone Cobra“, onde ele confronta um bandido dizendo duas frases marcantes: “Você é um imaturo, você é um cocô, eu vou matar você!” e “Você é a doença, eu sou a cura”. Com essa pitada de humor ele quis “linkar” a falta de maturidade do bandido frente a situação com a realidade daqueles que desenvolvem sem ao menos testar, seja no início, meio ou fim do processo. Após o introdutório ele colocou as 7 fases para se chegar ao nível de excelência no desenvolvimento. Veja onde você se encaixa e quais os passos a serem seguidos para se tornar um “desenvolvedor avançado”:

  1. Eu posso desenvolver qualquer coisa? (fase de participação em processos fáceis);
  2. Tem alguma coisa que eu não sou capaz de desenvolver? (fase de participação em processos difíceis);
  3. Eu posso corrigir isso? (fase onde a prioridade é a manutenção de código);
  4. É possível fazer algo sem que eu precise corrigir isso depois? (fase de questionamento);
  5. Talvez eu deva escrever alguns testes… (fase de procura de “verdadeiras” soluções);
  6. Eu vou testar isso, mas só depois de terminar de codificar (fase onde a “teoria da janela quebrada” está presente);
  7. Eu escrevo testes PRIMEIRO, e só depois eu codifico (Bingo! Meus parabéns, agora você é um desenvolvedor avançado!).

E quais as vantagens de ser um “desenvolvedor avançado” ? Se você escreve testes antes de codificar o seu código é melhor; você reduz o “código especulativo”, pois os requisitos e o que deve conter na aplicação já está descrito (nada mais, nada menos); você cria documentação (o terror dos desenvolvedores, seja em questão de software ou teste) e aumenta a qualidade do seu código. Esses preceitos ditados são a base do TDD e BDD. Como o Ruby detém ferramentas muito boas para testes e tem uma relação muito grande com o “desenvolvedor avançado”, é altamente indicado para desenvolver com rapidez e qualidade , além de ser usado para testar outras linguagens (Ruby testando Java, por exemplo). Ferramentas : RSpec e Remarkable, por exemplo. Finalizando sobre a palestra, gostaria de deixar os parabéns ao Carlos Brando pela ótima apresentação e dizer aos desenvolvedores: “Testem seus imaturos!” (rs).

O que é e como funciona o RubyLearning (mini-palestra) – Willian Molinari

Willian Molinari mostrou de uma forma simples e direta como funciona e o que é o RubyLearning, ferramenta de aprendizado que oferece cursos online para interessados em Ruby. Podem participar desde iniciantes na linguagem até conhecedores de nível intermediário ou avançado. Falou sobre seus fundadores, quem ministra o curso, o seu funcionamento, materiais de estudo, fórum e etc. Apesar de todo material ser em inglês, as pessoas que se consideram “ruim de inglês” conseguem “se virar”, pois o conteúdo é bem intuitivo. Para os interessados em informações mais completas, favor acessar a página do próprio Molinari, que é um dos mentores do projeto,  e ver a sua apresentação comentada slide a slide.

Ruby, muito mais do que reflexivo! – Fábio Kung

Para aqueles que estavam esperando “conteúdo de verdade” sobre Rails, o momento tinha chegado (“Antes tarde do que nunca”!). Na minha opinião se fosse no começo do evento seria mais interessante, “prendendo” bem mais a atenção do público. Ficando para o final foi um pouco “cansativo”, depois de um dia todo de palestras. Mas Fábio deu ao público o que ele esperava : código! Mostrou muitos exemplos e ferramentas para análise e desenvolvimento, quase todos práticos. Foi uma palestra verdadeiramente técnica, mostrando o quanto Ruby é dinâmico, metaprogramável (código que gera código em execução, sem alterar o mesmo) e reflexivo. Como não tenho conhecimento suficiente para analisar desenvolvimento em Ruby e abordar de forma mais técnica o assunto, vou apenas enumerar as ferramentas apresentadas por Fábio nessa apresentação, e que são indispensáveis no auxílio ao desenvolvedor:

  • SexpProcessor: análise e geração de relatório de código estático;
  • Flog: análise de complexidade do código;
  • Roodi: análise estática de código a partir de parâmetros pré-definidos;
  • Heckle: roda testes no código, modifica o código e tenta falhar os testes escritos para o código, verificando se a cobertura dos testes está sendo feita;
  • ParseTree;
  • Rfactor;
  • Ruby2Ruby;
  • Ruby2Java;
  • Ruby2Js.

Conclusão

Achei meu primeiro contato com Ruby proveitoso, devido as várias palestras conterem muitos pontos não-técnicos, facilitando a assimilação de conceitos. Os pontos negativos foram alguns palestrantes fazendo propaganda própria (“jabá” da empresa ou projeto no qual trabalham e desenvolvem) ou comentando de maneira imparcial a respeito de Ruby frente a outras linguagens (Java, por exemplo). Só porque algumas pessoas “ostentam” conhecimento de Ruby (em qualquer nível), tem um Mac e usam camisas de cunho “inteligente”, isso não dá a elas o direito de dizer que Ruby é superior, mais “bonito e “perfeito” que outros tipos de programação; ou que programar em Java, PHP, .Net ou outras linguagens é “feio”, não tem “estilo”. Quando você faz “crítica” a uma linguagem, na verdade você deve fazer em nível de análise de um ou mais pontos, e não fazendo piadas (pejorando). Acredito que deveria haver um respeito igualitário para qualquer tipo de linguagem. Todas tem suas qualidades e peculiaridades, cabe a cada um de nós escolhê-las.

Bom, espero ter respondido a expectativa de vocês. Abaixo coloco alguns links a respeito do evento:

Aguardem o próximo relato.

Até!

Impressões do 1º Encontro Mensal da ALATS São Paulo

abril 17, 2009

Ontem em São Paulo, das 18:30 às 22:00, ocorreu o 1º Encontro Mensal da ALATS São Paulo, sendo também o 1º encontro de Teste de Software a ser realizado pela ALATS. E é claro que nós não poderíamos perder um evento desses. 🙂

Abaixo relato quais foram as minhas impressões sobre essa excelente iniciativa da ALATS.

Expectativa

Antes de falar do encontro em si, cito o que eu esperava dele. Bem, eu já estava empolgado pela iniciativa e oportunidade. E o legal desse tipo de evento é que ele acaba sendo menos formal, tem um menor público e é mais  focado, afinal é um encontro.

Primeira impressão

Ao chegar no local do encontro, juntamente com a Daniele Guimarães, Francisco Simões e Rodrigo Ribeiro, ficamos com uma sensação de que parecia que não ia ser AQUELE encontro. Pois havia só mais um outro grupo de umas 4 pessoas no local. E eu pensei que o encontro seria no auditório do IMAM (aliás, o mesmo local em que eu fiz a prova da CBTS). Mas não, o encontro ia ser numa salinha ao lado, com espaço para umas 20 pessoas.

Primeira parte do encontro

José Correia, diretor regional da ALATS São Paulo, iniciou falando um pouco sobre o objetivo desses encontros, que é proporcionar uma forma de contato entre as “ilhas” de testadores de software, pois atualmente há muitos testadores “isolados”. O encontro mensal pode ser uma maneira de aproximar esses profissionais para troca de informações e experiências. E ainda citou que os participantes dos encontros também podem participar do encontro como palestrante(!).

Logo em seguida, todos os participantes se apresentaram, e foi um dos momentos mais legais do evento.

“Para tudo!”…”O senhor Fabrício é um fanfarrão!”…”Dizer que um dos momentos mais legais do evento foi a apresentação das pessoas, é brincadeira…nem quero saber como foi o restante do encontro!”

Que isso, vou explicar melhor porque achei esse momento legal: ao todo tinham umas 14 pessoas e o José Correia pediu para cada um  apresentar-se de forma breve, porém alguns se empolgaram e comentaram um pouco sobre a experiência deles na área (o que foi muito válido). Daí parecia uma “terapia em grupo” (leia-se TA – Testadores Anônimos), onde um falava sobre determinada situação e  o outro falava que já passou por isso, etc.

Acredito que esses momentos são bem legais, pois sinto que muitas vezes estamos muito bitolados com os estudos e o trabalho, e muitos de nós não tem essa oportunidade de falar sobre o trabalho com pessoas da mesma área (eu mesmo tenho poucos amigos que trabalham com Teste de Software, tirando os amigos do trabalho).

E também estamos em uma era onde lemos muito e discutimos pouco, aliás, esse é um motivo pelo qual esquecemos muitas das coisas que lemos e estudamos.

Agora sobre a primeira parte da palestra, cujo tema era: O ano de lançamento do livro “The Art of Software Testing”, por Glenford Myers. O José Correia abordou com bastante propriedade o assunto, comentando sobre os capítulos dessa obra que é considerada a bíblia do Teste de Software, sempre fazendo comparações com a época de Myers, década de 70, e os anos atuais.

Segunda parte do encontro

Após um belo Coffee Break, José Correia continuou a sua apresentação, comentando sobre os capítulos do livro de Myers.E ainda falou sobre o futuro do Teste de Software, tendo como base as 10 tendências de TI (citou as de 2008, que ainda são válidas).

O mais legal da apresentação do José Correia foi a maneira (bem otimista) que ele ilustrava o Teste de Software e a sua importância, ressaltando os comentários presentes no livro de Myers, como o futuro da nossa área. Particularmente, também tenho bastante otimismo 🙂

A conclusão que chegamos ao final da apresentação é que muitos dos conceitos que Myers falava em 1979, ainda são válidos para os dias atuais. Tanto que os livros e certificações de Teste de Software sempre têm como referência o livro “The Art of Software Testing”. E Teste de Software é uma área que está crescendo e irá crescer ainda muito, pois cada vez será mais necessário testar software.

Quem quiser fazer o download da apresentação, ela está sendo disponibilizada no site da Iterasys, link abaixo:

http://www.iterasys.com.br/downloads/ALATS-SP-Encontro-Mensal-001.pdf

Considerações finais

Com certeza o primeiro encontro da ALATS foi um sucesso! Pudemos compartilhar experiências, conhecer novas pessoas da área e ainda ter uma excelente palestra com o José Correia.

Agora é torcer para que esses encontros aconteçam mensalmente. E para que isso ocorra precisamos comparecer. Pessoal, participem e divulguem o encontro. Quem sabe a próxima já não pode ser no auditório do IMAM e com ele lotado!

Parabéns a ALATS pela iniciativa e a todos os participantes do primeiro encontro, espero que esse seja o primeiro de muitos!!!

Notícias quentes

Além da excelente apresentação e encontro, os participantes ficaram sabendo sobre:

  • O BRATESTE 2010 já tem data definida para acontecer! 23, 24 e 25 de março de 2010. Agora serão três dias de evento O/. E ele será realizado em São Paulo. (aliás, essa informação já está na página principal do site da ALATS);
  • Será feito em 2010 um evento em comemoração aos 31 anos do Teste de Software, no dia 20 de fevereiro;
  • O próximo encontro já tem data marcada. Será no dia 13 de maio de 2009, das 18:30 às 22:30 e será sobre Estimativas. O palestrante ainda é segredo, mas parece que é alguém da ALATS.

Bem pessoal é isso!

P.S.: O José Correia é o senhor das analogias (quase todas excelentes!!!…as não excelentes foram boas….eu particularmente gosto muito de analogias) .


Andando na trilha

abril 16, 2009

Este post não é para falar de desenvolvimento de software e nem de tecnologia.  E sim de trilhas, mato, barro e caminhada.

Vídeo engraçado de equipe com pessoas da Voice no Enduro (vote neste vídeo aqui – nossa equipe é a Dalai Lama):

Algumas pessoas da Voice praticam Enduro a pé. E o que é isso ?

Retirado do Site da Copa North:

É um rally de regularidade, onde com o auxílio de uma planilha de navegação e uma bússola, equipes de 3 a 6 pessoas percorrem trilhas em meio a obstáculos naturais.

Não é corrida! O mais importante em uma prova de enduro a pé não é caminhar rapidamente ou correr, mas sim seguir a Planilha de Navegação corretamente.

Nos PC’s (Postos de Controle), que estarão ao longo do percurso, é que são feitos os controles e monitoração de cada equipe. Quem erra menos e mantém velocidade constante tem mais chances de sair vitorioso. Passar atrasado ou adiantado nos PC’s representa acúmulo de penalizações. Ou seja, vence a competição a equipe que concluir todo o percurso com a pontuação mais próxima de zero.

Geralmente o enduro a pé e praticado no meio do mato, andando um percurso de 10 Km em umas 3 horas. Não precisa ter um super condicionamento físico, nem ser um atleta. É só estar disposto a andar, desviar de buracos, rios, pedras e afins.

Saiba mais sobre o esporte em : http://www.northbrasil.com.br e http://www.enduroape.com.br.

Quem já foi?

Ricardo Zambelli, Daniel Sakuma, Allan Kardec e sua esposa, Jefferson Zanardi, Claudio Shidomi e sua esposa, André Pantalião e sua namorada, Paulo Panhoto, Rodrigo Ribeiro, Daniele Guimarães, Eduardo Ares, Denis Cardinal, Rafael Pereira (ex-Voice), Sergio Orsolini,  pessoal da Phonoway, desculpe se esquecemos de alguém.

Está  afim de ir ?

Dia 26 tem outro em Valinhos, é só falar com o André Pantalião ou Ricardo Zambelli.