Mingle Day São Paulo – Rodrigo Yoshima

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Yoshima começou falando sobre o Besteirol Ágile e sobre pessoas que muito falam sobre as práticas ágeis e esquecem dos princípios. O problema desta falta de princípios chega ao ponto de 2 palestrantes do Scrum Gathering dizerem que não acreditam em auto-organização das equipes, justamente um dos pilares do Scrum.

Antes de pensar em Kanbam e reuniões diárias, é preciso pensar em auto-organização. Takeuchi e Nohara escreveram como as empresas estavam desenvolvendo produtos de eficiência e confiabilidade em 1986, no artigo The new new product development game. Este artigo foi uma das bases do Scrum. Podemos ver que o conceito não é novo, mesmo o Scrum já existe há um bom tempo.

Yoshima perguntou no que a platéia pensa quando falamos em auto-organização:

  • Bagunça
  • Comunicação
  • Auto-Gerenciamento
  • Pró-atividade
  • Comprometimento

Depois ele listou alguns dos princípios necessários para ter uma equipe auto-organizada:

DESCONFORTO

  • Auto-organização nasce do desconforto (muitos não concordam com isso), para atingir um objetivo insano (mais para frente na palestra Rodrigo disse que o objetivo insano havia sido um pouco exagerado)
  • Se a equipe sabe muito bem o dia de amanhã, não estã no desconforto. Sem uma ponta de desconforto, não há auto-organização. O karma é conciliar liberdade e desafio.

AUTONOMIA

  • Não dá para ter uma equipe auto-organizável somente com pessoas inexperientes. Tem que haver ao menos uma liderança técnica. Tem que ter um core experiente para o negócio fluir, e os membros da equipe ganharem maturidade.

INFORMAÇÃO ZERO

  • É muito importante as pessoas estarem no estado do não sei nada e não vou utilizar o passado no futuro. Porque senão você sempre irá tentar resolver o problema da mesma forma.

Sempre estamos tentando diminuir a variabilidade do processo. Desta forma, CMMI e RUP engessado seriam bons. Por isso, o palestrante se diz contra a departamentamentos de arquitetura e inspeção de qualidade.

TRANSCENDÊNCIA
Palavra bonita hein? mas na verdade, é querer saber o limite das coisas. É uma equipe que quer fazer coisas completamente inovadoras. Tente fazer da forma como você nunca tinha feito antes.
Ao desenvolver de forma ágil, você sempre está comprando um risco. Alguém assumiu um prazo com o cliente, assumiu uma incerteza… E nestes momentos, par resolver este risco, surge a inovação.

INTERFERTILIZAÇÂO

Não é só comunicação entre as equipes. é a comunicação entre pessoas de vários skills e experiências.
Muitas vezes as equipes nunca sentam para planejar o projeto juntos, justamente onde ocorre a troca de experiências. Mais importante do que cartas, números e prazos, o jogo de planejamento é um excelente momento para troca de experiências.

APRENDIZADO
Uma pessoa alimentando a outra com conhecimento, para que toda a empresa aprenda junta. A empresa tem que ter um direcionamento para o aprendizado.

AUTO-ORGANIZAÇÃO
Não somente em projetos inusitados para ter auto-organização. Projeto legal é projeto que desafia. Tente fazer projetos em outras áreas, diferentes do seu habitual.
Auto-organização é o cerne de uma metodologia ágil.

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Uma resposta to “Mingle Day São Paulo – Rodrigo Yoshima”

  1. Mingle Day São Paulo – Thoughtworks e Aspercom « Blog do Ensinar Says:

    […] do Ensinar Compartilhando Conhecimento « Ganhadores do mês de junho Mingle Day São Paulo – Rodrigo Yoshima […]

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