Archive for dezembro \18\UTC 2009

Dica do dia: Logando via ssh sem autenticação

dezembro 18, 2009

A dica de hoje vai ser bem rápida, até porque ela é bem simples.

Acessar servidores via ssh é algo que faz parte da nossa rotina, e ficar toda hora colocando a senha, enche o saco. Mas como fazer para não pedir a senha?

Basta fazer o seguinte:

1.Gere o par de chaves pública/privada, na sua máquina.

ssh-keygen -t rsa

Generating public/private rsa key pair.
Enter file in which to save the key: (pressione Enter)
Enter passphrase (empty for no passphrase): (pressione Enter)
Enter same passphrase again: (pressione Enter)

2.Mande a chave pública para o servidor que você irá acessar. Neste momento estamos copiando a chave para o arquivo authorized_keys (do servidor) sem sobrescrever o conteúdo anterior e ainda preservando as permissões corretas.

ssh-copy-id usuario@servidor

password: (informe a senha)

Pronto! Falei que seria rápido. 🙂

Agora é só digite o comando ssh usuario@servidor que você estará conectado no servidor, automaticamente, sem ter que informar a senha.

E para terminar, você pode criar um alias e assim, será possível logar no servidor com apenas um comando (ex. server.opala). 😀

P.S.: Há outra forma de logar no servidor com um comando (sem usar o alias), que foi explicada pelo Antonio nesse post.

O melhor do Ensinar (11/12 à 18/12)

dezembro 18, 2009

Pessoal,

A partir de hoje o Ensinar publica todas as sextas-feiras, uma compilação dos melhores assuntos da semana, divulgados na nossa lista de discussão.

Eis os assuntos divulgados nessa semana, desde o dia 11 até o dia 18 de dezembro:

E por fim, a melhor palhaçada da semana, repassada pelo Marcos Hack (a fonte foi encontrada no Google rs):

Acompanhe a nossa lista de discussão e fique por dentro das novidades!

Vídeos Acessíveis

dezembro 14, 2009

Pessoal,

Nós legendamos dois vídeos para que pessoas surdas também possam acessá-los e compreendê-los.

O primeiro foi legendado pelo André Pantalião, e traz o episódio clássico do Pica Pau nas cataratas:

E o segundo foi legendado por mim, é um vídeo onde crianças chinesas surdas contam os seus sonhos, e trás uma bela mensagem no final:

Acredito que os ouvintes estão se perguntando, mas por que a fala de cada personagem/pessoa tem uma cor diferente?

Justamente para identificar o personagem/pessoa. 🙂

Alias – “enganando” o Ubuntu

dezembro 13, 2009

Há pouco tempo atrás, descobri que podemos criar alias para executar comandos no terminal, ou seja, um atalho. Uma funcionalidade muito útil, e que torna a interação mais produtiva ainda no Linux.

Neste breve tutorial, irei explicar um pouco sobre essa funcionalidade, e utilizarei exemplos, testados no Ubuntu 9.10.

O que é o Alias?

alias é um comando capaz de criar um atalho customizado para um outro comando, geralmente utilizado para facilitar a interação.

Um exemplo clássico, é o comando ls, que na verdade é um atalho para ls –color.

Como usar?

O comando alias tem a seguinte sintaxe:

alias [-p] [name[=value] …]

Alguns exemplos de uso:

alias home=’cd /home/seu_usuário/’

alias servidor=’ssh root@192.168.0.100′

alias update=’sudo apt-get update’

alias fstab=’vim /etc/fstab’

Como vocês puderam perceber, a criação de alias permite fazer muita coisa, de uma maneira muito mais simples e rápida. Eu mostrei apenas alguns exemplos, como: acessar um diretório, acessar um servidor via ssh, atualizar o SO e editar um arquivo.

alias é uma funcionalidade útil para qualquer tipo de usuário, desde o usuário comum até um sysadmin. E para aqueles aficionados em atalhos, é interessante criar padrões para o nome do alias, para você não se perder, como por exemplo:

  • Acessar diretório: [nome da pasta a ser acessada]dir
    • musicasdir;
    • homedir.
  • Acessar servidores: [nome do servidor ou servidor do que ele é]server
    • webserver;
    • fuscaserver.

[Início Atualização 17/12/09]

Um padrão bem melhor, é o apresentado pelo Antonio, nos comentários:

Eu prefiro utilizar uma string que classificar o tipo de alias como prefixo do alias, exemplo:
~$: server.fusquinha
~$: dir.home

Uso assim pois desta forma fica fácil de ver os alias de mesma categoria no memento que vou utilizar pois a tecla tab faz o autocomplete, assim eu digito “server. + tab + tab” e o bash me lista todos os alias com o prefixo server.

Isto é só uma forma diferente de organizar os alias.

[Fim Atualização 17/12/09]

Para fechar o post, algo muito importante, como deixar permanente os alias criados, pois da forma que estamos criando, direto no terminal, eles durarão até a sessão ser encerrada.

No Ubuntu, eu descobri duas maneiras de fazer isso, uma porca e a outra certa. Então vamos primeiro ver a maneira porca, que  irá ajudar a descobrir a maneira certa.

Adicionar os alias no final (ou em qualquer parte, para ser de uma forma mais porca ainda) do arquivo bashrc (aliás, é nele que está o alias ls):

vim ~/.bashrc

E se você der uma olhada no arquivo, ele explica a maneira certa de adicionar os seus alias:

# Alias definitions.

# You may want to put all your additions into a separate file like

# ~/.bash_aliases, instead of adding them here directly.

Então agora que sabemos como é a maneira certa. vamos fazer:

touch ~/.bash_aliases (para criar o arquivo bash_aliases)

vim ~/.bash_aliases (agora é só colocar os seus alias nesse arquivo)

Depois de salvar o arquivo bash_aliases com os seus alias, basta reiniciar a sua sessão (reiniciando a sua máquina ou fazendo logout), que você já poderá utilizar os alias criados. 😀

E caso você tenha esquecido o nome completo de algum alias, você pode usar o tab (para completar), e se você esqueceu totalmente o nome do alias, é só executar o comando alias -p no terminal, para que serão listados todos os alias que o seu usuário pode usar. 😉

Notas:

Tutorial testado no Ubuntu 9.10.

Eu e o pinguim

dezembro 12, 2009

Neste post irei falar um pouco sobre a minha experiência e impressões sobre o sistema operacional Linux. Não serei nem um pouco técnico, até porque esse post é mais uma reflexão do que uma análise.

As pessoas que me conhecem, sabem que eu não sou um fanático pelo SO que tem como mascote o pinguim Tux. Também não sou um grande entusiasta do Linux, mas então qual seria a minha relação com o Linux? Acredito que no momento, sou um simples consumidor, e como todo bom consumidor sou bem crítico. 🙂

Antes, acho que é interessante, contar a minha história com o Linux, será  bem resumida:

  • O meu primeiro contato foi na faculdade, se não me engano, no terceiro semestre (no começo de 2007). Eu era totalmente leigo em Linux, e achava estranho utilizá-lo por linha de comando;
  • Ah.. na verdade o meu primeiro contato, foi quando eu usava os computadores públicos na Semasa, no centro de Santo André, mas acho que nem conta, como primeiro contato (rs), pois eu nem sabia o que era Linux (rs), só sabia que aquele SO era diferente (rs);
  • Depois aqui na Voice Technology tive um curto contato com o Linux, quando nós tivemos que fazer um teste de um script, e o ambiente de produção no qual o script era rodado era em Linux, mas precisamente a distribuição Fedora, então tive que instalar, e relembrar o que tinha aprendido na faculdade e também foi uma boa oportunidade para aprender coisas novas, como o gerenciador de tarefas agendadas crontab.
  • E por fim, veio o projeto Basix, e aí não teve jeito, foi a primeira vez que usei o Linux instalado na minha máquina mesmo, nada de máquina virtual. E a partir daí, que eu virei realmente um “consumidor” Linux. 😉

Muita coisa mudou desde 2007 até hoje, acho que posso dizer que hoje, os usuários e os profissionais de TI estão muito mais abertos a novas tecnologias, principalmente as soluções open-source.

Durante o tempo que trabalhei no projeto Basix, pude perceber o poder do Linux, e hoje, realmente acredito que ele é o futuro, e quando digo futuro, é o futuro no mundo desktop, pois em servidores o Linux já é realidade e DOMINA.

Momento caranguejo

Ao comprar o notebook, instalei o Windows XP e o Ubuntu 9.04, aí usava o Ubuntu no trabalho, e o Windows em casa, mas por causa do jogos que não rodam no Ubuntu.

O momento caranguejo, foi ao instalar o Windows 7 e tirar o Ubuntu. Confesso que gostei bastante do Windows 7, ele traz boas melhoras na usabilidade, mas ainda tinha que de vez em quando, apertar ctrl+alt+del para matar algum processo que estava travado. A instalação do Windows 7 ocorreu já quando tinha ido para outro projeto, e nesse ainda estamos definindo qual será o SO, a ser utilizado, então ainda estamos fazendo testes em Windows e Linux, mas acredito que no final iremos utilizar o Linux mesmo. 🙂

E uma das coisas que mais me incomodava no Windows 7 era ter que usar o putty, tanto que eu preferia subir uma máquina virtual com o Ubuntu, só para acessar os nossos servidores via ssh. Além disso, como os usuários de Windows sabem muito bem, esse é um mundo limitado e perigoso, usar anti-vírus também é algo muito ultrapassado (rs). No Windows, o usuário é protegido para não fazer nenhuma ação que possa ocasionar em danos no SO, o Windows é voltado para usuários comuns, e usuários que utilizam as tecnologias da Microsoft, e não era essa a minha realidade, eu não uso do Visual Studio, ou o SQL Server, todos os programas que eu uso, tem uma versão para Linux, exceto o Microsoft Office e o Fireworks, mas para esses eu posso usar uma máquina virtual. 🙂

Eu até comentei no twitter, que: ao usar o Windows eu sinto, q dei um passo para trás uahua … mas p/ trabalhar tem q ser o pinguim

Então, tomei uma decisão, instalar o Ubuntu 9.10 e “tacar fogo” no Windows 7, e fui que eu fiz. 🙂

O que mudou

Hoje me sinto muito mais a vontade usando o Ubuntu do que o Windows, e isso tanto no trabalho quanto em casa.

Abaixo, cito algumas vantagens e desvantagens do uso do Linux, para mim:

  • Vantagens
    • Você não se preocupa com vírus;
    • Com o tempo o seu SO não perde performance;
    • Os aplicativos também travam, mas dificilmente irá travar todo o seu SO;
    • Conhecimento, a cada dia você aprende algo novo usando Linux,;
    • Conexão remota com servidores de forma leve e estável via ssh;
    • Há distribuições que oferecem uma excelente usabilidade;
    • Há aplicações muito boas, exemplos: geditvimRhythmbox, crontab, etc;
    • Você tem total controle sob o seu SO;
    • Não “perco” tempo jogando;
    • Você não precisa gastar um centavo para usá-lo e muito menos ter que utilizar seriais.
  • Desvantagens
    • Nem todas as aplicações foram devidamente testadas, na distribuição que você usa;
    • Há distribuições demais, lógico que há o lado bom e ruim disso, mas eu acho que isso prejudica a adoção do Linux;
    • As versões ficam obsoletas em um curto espaço de tempo, comparado ao Windows;
    • Atualizar a sua versão pelo próprio apt-get, geralmente, faz com que algo pare de funcionar ou tenha um comportamento estranho;
    • Drivers ainda é um problema, e depende muito da sua “sorte” e do fabricante do seu PC/note/net, para mim não foi um grande problema, pois só faltou o driver do leitor óptico (o que não faz muita diferença).

Reflexões finais

Você não precisa usar o SO X porque fulano recomenda, ou porque a maioria das pessoas usam, você tem que usar o SO que melhor atenda as suas necessidades, e esse é um dos fatores que faz que o Windows ainda domine os desktops e o Linux domine os servidores. O Windows muitas vezes já vem de fábrica (eu mesmo comprei um Windows Vista sem querer, venda casada do caramba), e há muitos usuários que apenas usam o computador para tarefas básicas, e por isso eles não vão se dar ao trabalho de instalar um outro SO, e muito menos de aprender comandos.

E para usar Linux, você tem que ter em mente, que você irá sofrer, errar, mas você irá aprender e adquirir muito mais conhecimento do que se você usasse o Windows.

E em breve eu acredito que esse post ficará ultrapassado, pois cada vez mais o nosso “desktop” está na nuvem, eu mesmo mal uso o Open Office, até porque prefiro muito mais o Office, e uso o Google Docs.

Por fim, o que eu quero deixar claro é que você não deve ser um torcedor roxo de uma distribuição ou empresa, pois isso causa uma cegueira incrível. O Windows 7 é um SO muito bom, há muitas distribuições excelentes Linux, recomendo o Ubuntu. Portanto, experimente, até porque, no mínimo você irá ganhar uma opinião em relação aquele SO, e não ficará indo na onda das pessoas, e poderá se surpreender, assim como eu me surpreendi com o Linux. 😀

Impressões: Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação para Pessoas com Deficiência

dezembro 11, 2009

Nos dias 8 a 10 de dezembro, aconteceu o primeiro Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação para Pessoas com Deficiência, sediado em São Paulo no WTC.

Nós da Voice Technology participamos dos três dias do evento, com o intuito de conhecer mais esse mundo, pois estamos desenvolvendo uma solução voltada  para surdos, e estamos buscando conhecer melhor essa realidade.

Abaixo, segue as minhas impressões sobre o evento, espero que gostem. 🙂

Infra-Estrutura e Organização

A infra-estrutura do evento foi muito boa, o WTC é um local que costuma ser sede de vários eventos, até alguns de TI. As palestras ocorreram em dois locais, um auditório com uma alta capacidade de público (não tenho os números) e uma sala com menor capacidade de público. Ainda havia um espaço para os expositórios bem organizado.

A organização deixou um pouco a desejar, devido aos atrasos das palestras e falhas na apresentação das palestras (problemas com slides, microfone, tradução, etc). Mas nada que tenha prejudicado muito o evento em si.

Abertura Oficial do Encontro com a Profª. Drª. Linamara Battistella

Abertura Oficial do Encontro com a Profª. Drª. Linamara Battistella

Palestras

Basicamente dois tipos de palestras foram feitas:

  • Apresentando soluções tecnológicas voltadas para pessoas com deficiência: bem interessantes, mostrando como a tecnologia pode contribuir para a vida das pessoas com deficiência;
  • Falando sobre assuntos políticos em relação as pessoas  com deficiência: não são palestras de minha preferência, foram bem políticas, cheias de boas inteções, mas muito blá-blá, ainda não há muitos resultados expressivos no Brasil, até porque só recentemente, que as ações políticas comeceram a ter uma nova visão em relação as pessoas com deficiência.

Um ponto que achei interessante, é que há muitas pessoas bem encajadas nessa causa. Pessoas realmente comprometidas e focando na melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência. Destaque para a Secretária da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa Com Deficiência, Profª. Drª. Linamara Battistella, Cid Torquato, Coordenador de Articulação Institucional e Políticas Públicas da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e a vereadora da cidade de São Paulo, Mara Gabrilli.

Palestra - O Mercado de Tecnologias Assistivas no Brasil, com o Cid Torquato como moderador.

Dentre os assuntos discutidos nas palestras, destaco:

  • A importância do apoio do governo, em ações voltadas para pessoas com deficiência;
  • O desenvolvimento da tecnologia deve estar alinhado as necessidades da sociedade;
  • Às vezes não é necessário a utilização de alta tecnologia para poder fornecer uma solução eficaz, exemplo a bengala longa;
  • A informática teve grande impacto na vida dos deficientes visuais;
  • As órteses e próteses quando feitas de acordo com as necessidades da pessoa, trazem resultados impressionantes, porém, infelizmente o preço delas são muito caras é a uma grande dificuldade na importação, pois a ANVISA precisa aprovar antes, o que leva um bom tempo geralmente;
  • As cadeiras de rodas tem ajustes que devem ser feitos de acordo com as necessidades da pessoa, porém os orgão públicos, insistem em fornecer cadeiras genêricas, que são muitas vezes, não são ideais para o cadeirante;
  • A tecnologia é a chave para tornar a inclusão das pessoas com deficiência na sociedade;
  • A tecnologia por si só não é a solução final, ela é apenas um meio, há ainda várias outras premissas, como a educação das pessoas e formação de educadores;
  • Poucas empresas pararam para analisar esse mercado, e há cerca de 27 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, ou seja, são 27 milhões de potenciais consumidores, que estão sendo ignorados pelas empresas;
  • A mobilidade urbana é um aspecto muito importante para ser ter uma cidade para todos;
  • Para você ser uma pessoa com deficiência, você tem que ser rico. Os tratamentos, aparelhos, produtos, etc para as pessoas com deficiência são muito caros, há redução de IPI para carros, por exemplo, e para cadeiras de roda?
  • A terceira idade precisa ser bem atendida e respeitada. E soluções para melhorar a qualidade de vida dessas pessoas é muito importante, pois no futuro serão a maioria da sociedade;
  • O mercado para pessoas com deficiência, ainda não é um mercado maduro;
  • O esporte pode motivar as pessoas com deficiência para a vida;
  • As pessoas com deficiência podem ser produtivas e menos dependentes do estado;
  • O governo ainda tem uma postura errada em relação as pessoas com deficiência, de só assistencialismo;
  • A acessibilidade é de extrema importância em web sites;
  • Nos EUA 2/3 das pessoas desempregadas com deficiência gostariam de trabalhar, mas não encontram emprego;
  • A falta de acesso a educação é um grande problema;
  • O uso de padrões abertos e softwares open-source é muito importante em soluções voltadas para pessoas com deficiência, pois assim não há uma forte dependência com a empresa desenvolvedora;
  • Mais difícil do que criar a tecnologia e manter-la;
  • Residências inclusivas são importantes, pois representam a possibilidade de uma vida individual;
  • É preciso menos discurso e leis e mais ações.

Palestra-Tecnologias Assistivas, Ajudas Técnicas e Seu Papel na Sociedade - Melhoria na Qualidade de Vida

Conclusão

A participação no evento trouxe para nós o que estavamos esperando, uma visão do mundo das pessoas com deficiência. Em várias palestras, haviam pessoas com deficiência apresentado suas idéias, projetos, experiências, etc, o que foi excelente, pois nada melhor do que quem vive essa realidade passar esse conhecimento para nós. Uma realidade que ainda é pouco conhecida pela maioria das pessoas, e por isso acaba sendo tão negligenciada.

Não é porque a pessoa tem uma deficiência que ela se torna incapaz de exercer o seu papel na sociedade, ela ainda pode ser produtiva e até servir de exemplo para a sociedade, afinal o mais importante muitas vezes, é a vontade e determinação, e isso percebemos que eles tem de sobra.

E nós temos um papel fundamental para que a inclusão da pessoa com deficiência na sociedade ocorra, pois precisamos ter respeito , educação e conhecer essas pessoas. Não adianta ter todo uma infra-estrutura que possibilite, por exemplo, a mobilidade urbana, se nós não estamos preparados a aceitar essa pessoa na sociedade.

Eu não tinha noção do quanto a tecnologia pode agregar para a vida de uma pessoa com alguma deficiência, é impressionante o quanto a tecnologia pode mudar o mundo da pessoa. Uma das frases, que ouvi, e que me chamou a atenção foi:

A tecnologia tornar as coisas mais agradáveis para as pessoas, já para as pessoas com deficiência, a tecnologia torna as coisas possíveis.

Portanto, nós temos que ao desenvolver um sistema, nos preocupar se ele é acessível por todos. Pois, o sim para todos, não deve ficar apenas no discurso, e sim na ação.

Fotos:

Por André Pantalião