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VVoIP (Voice and Video Over IP)

fevereiro 12, 2010

Introdução

Vou tomar a liberdade de me arriscar falando sobre algo que estou aprendendo, portanto caso tenha escrito alguma besteira, por favor deixe um comentário sobre o fato.  Venho trabalhando e um projeto de IVVR e estou estudando a comunicação VOIP com vídeo e videoconferência utilizando Asterisk 1.6 com diversos codecs.
A comunicação por vídeo-chamada está começando a tomar um novo rumo, com a melhoria da infra estrutura e novas tecnologias de compressão de dados, mantendo uma melhor qualidade de som e imagem possível.

Qualidade de imagem

No projeto em que estamos trabalhando esse é um fator muito importante, a compressão não pode prejudicar muito a qualidade da imagem nem o sincronismo dos quadros. Isto pode parecer um obstáculo para a transmissão de mídias pelas redes, mas é possível minimizar os problemas aplicando os estudos de Qualidade de Serviço.

Para que o video seja transmitido é necessário a sua compactação para economia de espaço da banda e o codec realiza a codificação e a decodificação. O aprimoramento dos padrões de compactação nos quais um codec se baseia proporciona maior qualidade de vídeo usando a mesma largura de banda de antes.

Padrões H (codecs)

CoDec é o acrônimo de Codificador/Decodificador, dispositivo de hardware ou software que codifica/decodifica sinais.

A União Internacional de Telecomunicações (ITU) é responsável por coordenar padronizações relacionadas a telecomunicações, os padrões iniciando com a letra H são padrões para codificação de video, sendo  do H.260 até H279 denominados coding of moving video.

H.261 – Video codec for audiovisual services at p x 64 kbit/s

Codec publicado como primeiro esforço para padronização de video digital e focado inicialmente em compressão de video digital priorizando aplicações de telefonia, suportando os tamanhos de video frame : CIF e QCIF

H.263 – Video coding for low bit rate communication

Padrão baseado no H.261, com uma performance de compressão aperfeiçoada permite que o video tenha diversas taxas apenas restrições impostas pela rede. Assim como o H.261 gera dados do tipo CIF e seus derivados sub-QCIF, QCIF, 4CIF e 16CIF

H.264 – Advanced video coding for generic audiovisual services

Este padrão oferece uma tecnologia de compactação avançada com uma experiência de vídeo superior a uma baixa taxa de bits.  Não há uma característica que se destaque isoladamente – todas as novas características trazem pequenas melhorias que, conjuntamente, provêm um grande impacto na taxa-distorção do H.264 relativamente a seus antecessores.

H.265

Já existe previsão, provavelmente para depois de 2010, para a criação de um novo padrão, o H.265, visando reduzir a taxa de bits pela metade (mantendo a mesma qualidade do H.264).

Cronologia do desenvolvimento dos diversos padrões de compressão de vídeo, apresentados isoladamente pelos órgãos ITU-T e MPEG, ou em um esforço conjunto de ambos [5].

Alguns protocolos

RTP – Real Time Protocol

É um protocolo utilizado para o transporte de mídias contínuas de tempo real em uma conexão ponto a ponto, como áudio, vídeo ou dados de uma simulação.

Este protocolo não reserva recursos nem garante qualidade de serviço (QoS), porém é freqüentemente utilizado em paralelo com o RTCP (RTP Control Protocol) permitindo que tenha uma certa monitoração da comunicação.

Diferentes tipos de mídia serão enviados em diferentes sessões de RTP mesmo que façam parte da mesma comunicação. Por exemplo, em uma videoconferência são transmitidos dois tipos de mídia (áudio e vídeo), os pacotes de áudio serão transmitidos por uma sessão RTP enquanto os pacotes contendo as imagens serão transmitidas por uma sessão RTP completamente diferente e independente.

RTCP  – Real Time Control Protocol

O protocolo de controle RTP é baseado na transmissão periódica de pacotes de controle para todos os participantes da sessão, usando o mesmo mecanismo de distribuição dos pacotes de dados.

Provê um retorno da qualidade do serviço (QoS) da distribuição de dados, alem de carregar o identificador do nível de transporte chamado CNAME para associar múltiplos fluxos de dados de um determinado participante num conjunto de sessões RTP, para sincronizar audio e video, por exemplo.

RTSP – Real Time Streaming Protocol

Um protocolo de aplicação desenvolvido pela IETF para o controle na transferência de dados com propriedades de tempo real, estabelecer e controlar um único ou vários streams sincronizados de mídias contínuas.

Um servidor streaming é o Darwin Streaming Server (DSS) que é o primeiro open source RTP/RTSP servidor de streaming.

Qualidade de Serviço (QoS)

QoS são mecanismos utilizados na rede para garantir que aplicações criticas como Voip tenham um bom desempenho com banda garantida.

Com uma banda de 128 kbps é possível transmitir vídeo e som de modo que o vídeo tenha 15 quadros por segundo e o áudio tenha qualidade próxima ao da conversa telefônica, mas 15 quadros por segundo está abaixo dos requerimentos humanos e o áudio com qualidade de conversa telefônica não seria aconselhável caso houvesse algo além de fala em seu conteúdo.

Estudos revelam que um vídeo com movimentos naturais e para preencher uma tela inteira, após compactação, ainda necessitaria 384 kbps para ser transmitido.

Uma pequena perda pode ser tolerável se a informação necessária chegar ao destino. No entanto se as perdas prejudicarem a compreensão dos dados estas se tornam inaceitáveis. É preciso estipular-se um limite máximo para estas perdas dependendo da aplicação e assegurar que este não seja ultrapassado.

A implementação de QoS se torna indispensável numa rede voip com video, ainda mais quando o vídeo se torna tão importante quanto a voz na comunicação.

Referencias :

[5] J. Golston and A. Rao, Video Compression: System Trade-Offs with H.264, VC-1 and Other Advanced CODECs, white paper, Texas Instruments, Aug. 2006.

http://www.divx.com/pt-br/technologies/h264

http://www.gta.ufrj.br/grad/01_2/vidconf/rtcp.html

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D-olho na qualidade 5Ss (parte 2)

outubro 20, 2009

Como o outro post D-Olho na Qualidade 5Ss  foi bem acessado, achei que seria legal dar continuidade as dicas de implantação do programa.

Primeiramente é importante avaliar a situação atual da empresa, então abaixo foi elaboradas algumas questões a serem respondidas, assim vamos compreender o grau de caos da empresa, logo apos iniciando a implantação do programa que é fundamental, vou ajudar a iniciar o desenvolvimento das etapas envolvidas em criar interesse no programa e não deixar dúvidas do que em que o programa irá ajudar a empresa e seus colaboradores.

Verificação

Tabelas retiradas do curso do Sebrae D-Olho na qualidade 5Ss

Preencha a “Lista de verificação”, observando os critérios definidos na legenda abaixo:
DICA: É de fundamental importância que você responda esta lista com muito critério e lembre-se do que realmente acontece na empresa e não como você gostaria que estivesse.

Lista de Critérios

Nota

Conceito

Descrição

1 Ruim Nenhum item atende ao padrão estabelecido
2 Regular Poucos itens atendem ao padrão estabelecido
3 Bom Muitos itens atendem ao padrão estabelecido
4 Excelente Todos os itens atendem ao padrão estabelecido

  

Lista de verificação do Programa

ETAPA : Descarte*

Avaliação

Itens :

1

2

3

4

Foram definidos padrões e procedimentos para a manutenção do descarte*.        
Existem materiais, objetos e equipamentos desnecessários nos locais de trabalho.          
Os equipamentos, ferramentas e materiais estão em bom funcionamento.        
A quantidade de suprimentos* no setor é mesmo necessária.        
Existem papéis, dados, informações desnecessários nos locais de trabalho.        

 

Lista de verificação do Programa

ETAPA : Organização

Avaliação

Itens :

1

2

3

4

Foram definidos padrões e procedimentos para a manutenção da organização.        
Os itens e objetos do local de trabalho estão organizados, sistematizados.        
Os itens e objetos do local de trabalho estão devidamente identificados/ sinalizados*/ acondicionados*.        
A organização física do local de trabalho (layout*) reflete ordem e sistematização e contribui para o aumento da produtividade.        
Os itens e objetos do local de trabalho após o uso estão sendo retomados para os seus devidos lugares.        

 

Lista de verificação do Programa

ETAPA : Limpeza

Avaliação

Itens :

1

2

3

4

Foram definidos padrões e procedimentos para a manutenção da limpeza.        
O local de trabalho está adequadamente limpo.        
Os equipamentos, ferramentas e materiais estão limpos e bem conservados.        
Os colaboradores estão usando uniformes em condições adequadas.        
Os colaboradores participam da limpeza do local de trabalho.        

 

Lista de verificação do Programa

ETAPA : Higiene

Avaliação

Itens :

1

2

3

4

Foram definidos os padrões e procedimentos para a manutenção do descarte*, organização e limpeza no dia-a-dia.        
O ambiente de trabalho é agradável, harmônico, não poluído.        
Os colaboradores se apresentam dispostos, com aparência adequada.        
Existem procedimentos de segurança e são conhecidos por todos.        

 

Lista de verificação do Programa

ETAPA : Ordem Mantida

Avaliação

Itens :

1

2

3

4

Os padrões para a manutenção do descarte*, organização, limpeza e higiene, no dia-a-dia, estão sendo cumpridos.        
Os horários e normas estabelecidas são respeitados.        
As não-conformidades estão sendo relatadas e trabalhadas.        

Exemplo: no descarte tivemos o que equivale a 1+3+3+4 = 11 divididos por 42,75, ou seja, o seu conceito está de regular para bom; pode melhorar – E muito !!!

Mão na massa

O primeiro passo é criar um cronograma de implantação com os passos a serem realizados.

Cronograma de implantação

Prazos : definir prazos para cada etapa do programa
Local : definir um local agradável para discutir sobre o programa
Reuniões : Antes de cada etapa é importante fazer uma reunião explicando o que é, e como irá ser implantada para todos funcionários da empresa.
Cartazes : Criar cartazes, avisos e propagandas sobre a implantação do sistema isso ajuda a dar credibilidade e motivar os colaboradores a participarem.
Mural : Criar um jornal mostrando todas as mudanças em progresso e notícias das implantações
Registre a Situação da Empresa em Fotos ou Filme.

Como sabemos bem “fazemos projetos o tempo todo” não coloque tempo muito longo nem curto entre as etapas, levando em consideração as etapas, claro.

Lançamento do programa

Será interessante criar um lançamento “festa” para o inicio e divulgação do programa, isso da uma força para que todos queiram participar. Então crie um lançamento memorável!!

O lider da implantação deve ser bom o suficiente para passar confiança ao projeto, não deixando passar em branco questionamentos entre os participantes de que o projeto apenas seja fogo na plalha e outros questionamentos que vão acontecer.

Preparar o ambiente

Estes são alguns exemplos retirados do curso do sebrae sobre a elaboração do evento:

  • Forme uma equipe de apoio para auxiliar na implantação do programa;
  • Crie todos os cartazes referentes aos conceitos e benefícios do programa. Isso é uma maneira de envolver todas as pessoas da organização;
  • Realize o diagnóstico da organização, utilizando a lista de verificação nos setores da sua Empresa;
  • Planeje o lançamento do programa em toda a organização;
  • Cinco dias úteis antes da data marcada para a reunião de Lançamento, afixe, nos locais mais visíveis da empresa, cartazes para provocar a expectativa de todos em relação ao programa. Três dias úteis antes da reunião, será a vez de afixar o cartaz – convite já preenchido com a data, a hora, assinaturas e local da reunião;
  • Durante o lançamento, após discutir temas do interesse do grupo participante, fale, então, do grande problema que é o desperdício no Brasil. Pesquise na internet dados sobre isso complementados com informações regionais;

Seguindo estas dicas já é possivel começar a ter em mente do que irá ser feito e como irá iniciar a implantação, aguardem os próximos posts até que sejam finalizados e que possa ser implantado o programa com sucesso.

Acredito que os próximos posts gerem uma espectativa maior e você vai começar a pensar em realmente implantar o programa até em sua casa.

Espero que tenham gostado,

Roberto Capelo

D-Olho na Qualidade 5Ss

abril 29, 2009

Andei buscando informações de como melhorar o ambiente na empresa (sim, eu Capelo pesquisando algo que não é ligado a tecnologia) e por acaso encontrei um curso oferecido pelo Sebrae chamado D-Olho na qualidade 5Ss. Fiquei curioso, nunca tinha ouvido falar, assim me cadastrei e conclui o curso.

Introdução

Durante o curso refleti sobre locais que passei durante a vida e locais atuais, profissionais e pessoas, percebi que todos podem melhorar.

Bom, vamos ao o que interessa “qualidade 5Ss” é um bom programa com etapas a serem seguidas com o objetivo de alcançar uma melhor convivência na empresa e até pessoal proporcionando resultados muito eficientes, tanto na vida dos colaboradores quando no ambiente organizacional.

Significados

Em japonês, o método foi chamado de 5Ss, pois as cinco palavras que representam cada fase começam com a letra S. Vejam :

  • Seiri – Senso de arrumação > DESCARTE

  • Seiton – Senso de ordenação > ORGANIZAÇÃO

  • Seiso – Senso de limpeza > LIMPEZA

  • Seiketsu – Senso de Asseio > HIGIENE

  • Shitsuke – Senso de autodisciplina > ORDEM MANTIDA

Certo, isso parece aquele negócio de autoajuda, mas se seguido e implantado o programa passo a passo/ senso a senso veremos uma grande melhora na produtividade. Para implantar o programa, segundo o curso, devem-se criar campanhas na empresa para cada fase, iniciando pela Seiri (Descarte).

“Há quem diga que praticar o programa é praticar “bons hábitos” ou “bom senso”. Apesar da simplicidade dos conceitos e da facilidade de aplicação na prática, sua implantação efetiva não constitui uma tarefa simples, porque a essência dos conceitos é a promoção de mudança de atitudes e hábitos das pessoas pela convivência e experiência ao longo de suas vidas.”

Vamos refletir

Já pensou sobre as mudanças a serem realizadas em seu ambiente?

Refletiu sobre a situação atual?

Nesse sentido, as questões, a seguir, poderão ajudar:

  • Como está meu ambiente?

  • Ambiente? Qual ambiente?

  • Existe desperdício no mundo?

  • Existe desperdício em nosso país?

  • Existe desperdício em nossa organização?

  • Existe desperdício em nossa casa?

  • Existe desperdício em nós mesmo?

  • O ambiente de trabalho./O ambiente de lazer./O ambiente familiar./O ambiente interno (EU)

  • Existe desperdício?

Penso em dar continuidade a este assunto, talvez com textos sobre cada passo da implantação da metodologia em uma empresa. (depende do feedback do povo hehe).

Abaixo um texto bem legal sobre a origem do programa.

A REMOTA ORIGEM DA FILOSOFIA 5S

A origem remonta aos templos budistas e xintoístas no oriente antigo, nos quais, segundo se conta, um discípulo de mestre-monge passava por etapas-chave antes de se tornar definitivamente monge. Na primeira etapa, ao chegar, o discípulo era convidado a descartar todos os sentimentos, pensamentos e bens materiais que não teriam utilidade na nova vida que se iniciava. Dessa forma, por exemplo, seus pertences pessoais inúteis (roupas, acessórios etc.) e seus pensamentos impuros eram deixados ao entrar no templo. O desperdício – ter consigo ou para si algo que não lhe tem utilidade – era considerado uma ofensa, já que a natureza, ao oferecer o recurso, o faz para uma finalidade justa. Para viver a nova vida, disciplina e novos hábitos eram importantes. Para uma boa convivência em um ambiente de recursos escassos, a organização era fundamental. Por isso na segunda etapa o discípulo era convidado a conhecer e praticar a disciplina dos horários e a identificação dos locais e utensílios para que todos pudessem compartilhar e incorporar hábitos que facilitassem a vida conjunta, praticando o respeito ao outro. Vencidas essas etapas, o discípulo passava pela terceira etapa sendo um processo de limpeza e purificação, que incluía jejum, sua limpeza física e a prática de manter limpos (evitar sujar) todos os espaços. Nesse momento, seus cabelos eram raspados, para simbolizar a “passagem”. Na quarta etapa, os pensamentos e hábitos do discípulo entravam em uma etapa de “higienização“. Por meio de prática e reflexão, ele era estimulado a manter pensamentos e atitudes pró-ativos e positivos, que garantissem a saúde mental e corporal sua e do grupo. Na quinta e última etapa, o discípulo então se tornava monge e era convidado a manter e melhorar sua prática dos aspectos anteriores. Para tanto, uns apoiavam os outros em relações mestre-discípulo, a fim de garantir a disciplina e a persistência para melhorar a maneira de sentir, agir e ser.

Abraço pessoal, espero que tenham gostado.