Archive for the ‘Telefonia’ Category

Sip. O que é isso ?

dezembro 5, 2008

O Protocolo de Iniciação de Sessão (Session Initiation Protocol – SIP) é um protocolo de aplicação, que utiliza o modelo “requisição-resposta”, similar ao HTTP, para iniciar sessões de comunicação interactiva entre utilizadores.

SIP é um protocolo de sinal para estabelecer chamadas e conferências através de redes via Protocolo IP. O estabelecimento, mudança ou término da sessão é independente do tipo de mídia ou aplicação que será usada na chamada; uma chamada pode utilizar diferentes tipos de dados, incluindo áudio e vídeo.

Um pouco de história…

SIP foi moldado, inspirado noutros protocolos de Internet baseados em texto como o SMTP (email) e o HTTP (páginas da web) e foi desenvolvido para estabelecer, mudar e terminar chamadas num ou mais utilizadores numa rede IP de uma maneira totalmente independente do conteúdo de dados da chamada. Como o HTTP, o SIP leva os controles da aplicação para o terminal, eliminando a necessidade de uma central de comutação.

SIP teve origem em meados da década de 1990 para que fosse possível adicionar ou remover participantes dinamicamente numa sessão multicast.

O que o SIP faz?
O SIP fornece configuração/estabelecimento,amarração, derrubada/finalização para comunicações multimídia integrando diversos conteúdos a sessões de administração.

Como ?

O SIP fornece cinco funções, usa uma abordagem por camada que dá flexibilidade e tem uma abertura que permite a ele ser utilizado por novas aplicações.

Localização de Usuário

O SIP determina a localização do usuário por um processo de registro. Quando um software de telefone é ativado em um computador, ele envia um registro ao servidor SIP anunciando a disponibilidade da rede de comunicações.
Os telefones de voz por IP (VoIP), os celulares ou até mesmo um sistema completo de teleconferências também podem ser registrados. Dependendo do ponto de registro escolhido, pode haver vários locais diferentes registrados simultaneamente.

Disponibilidade do Usuário

A disponibilidade do usuário é um método simples de determinar se o usuário quer
ou não responder a uma requisição de comunicação.
Um usuário pode ter vários locais registrados, mas só pode aceitar o recebimento das
comunicações em um dispositivo. Se um não responder, a chamada é transferida
para outro dispositivo ou outra aplicação.

Capacidades do Usuário

Com todos esses métodos e padrões diferentes de comunicação multimídia, é preciso algo que verifique a compatibilidade entre as comunicações e as capacidades do usuário.
Essa função também determina quais métodos de codificação/decodificação um usuário pode suportar.

Configuração da Sessão

O SIP estabelece parâmetros para ambas as pontas da comunicação – mais especificamente, no momento que uma pessoa chama e outra responde. O SIP estabelece os meios de configurar e/ou estabelecer as comunicações.

Gerenciamento da Sessão

Essa função é responsável pela maior parte da admiração dos usuários. Desde que o dispositivo seja capaz, um usuário pode transferir de um dispositivo para outro – como de um telefone por IP para um computador – sem gerar qualquer impacto perceptível.
As capacidades gerais do usuário irão mudar ele poderá ser capaz de iniciar novas aplicações entre outras o que talvez afete temporariamente a qualidade da voz, já que o SIP reavalia e modifica os fluxos de comunicação para voltar à qualidade de voz.
Com o gerenciamento da sessão SIP, o usuário também pode mudar a sessão, tornando-a uma conferência, passando de uma chamada de telefone para uma conferência de vídeo ou abrindo uma aplicação desenvolvida internamente. E, finalmente, o SIP encerra as comunicações.

Finalizando…

Embora o SIP tenha cinco funções, atualmente é mais fácil pensar o SIP como configurador, gerenciador e finalizador das comunicações por IP. As funções de localização e capacidades do usuário podem facilmente ser absorvidas pela função de configuração da sessão.

Fontes :

White Paper – Session Initiation Protocol (SIP): Um Protocolo de Cinco Funções

http://pt.wikipedia.org/wiki/SIP

Lugar entre os grandes: Asterisk está maduro para o mercado corporativo?

novembro 18, 2008

Caros colegas do Ensinar,


 

Tomo a licença de escrever este artigo abaixo, intitulado “Lugar entre os grandes: Asterisk está maduro para o mercado corporativo?”, baseado na análise escrita por Flávio E. Gonçalves na revista Linux Magazine “Especial 3 – VoIP com Asterisk”

 

Espero que apreciem!


Executivos costumam se perguntar sobre a maturidade do Asterisk e sobre suas aplicações reais no mundo corporativo. Este artigo mostra qual é a real extensão da aplicabilidade do software PABX IP mais famoso do mundo dentro das empresas.

Com custo muito inferior as plataformas tradicionais de telefonia IP, o Asterisk se torna uma excelente opção se comparado a estas soluções. No entanto muitas empresas ainda têm uma série de dúvidas e objeções na hora de investir numa solução baseada em Asterisk. Este artigo pretende responder as principais dúvidas surgidas a partir de clientes reais que gostariam de investir em tal plataforma.

  • NÚMEROS

Pergunta: “Quando vejo análises de centrais de telefonia IP não vejo números do Asterisk. Se esta plataforma é tão adotada, por que a participação no mercado transparece ser pequena?”

Resposta: O Asterisk, pelo fato de ser uma solução baseada em código aberto, não pode ser vendido e portanto não entra nos números computados no mercado de PABX-IP. Informações dizem que o Asterisk já ultrapassou a marca de 3 milhões de downloads. Além disso o comércio de placas de telefonia voltadas para Asterisk é sólido, tendo apenas no Brasil 3 fabricantes. Se pensarmos no número de fabricantes internacionais esse número é considerável, já que este mercado já tem um conceito e investimento mais difundido do assunto. Se pensarmos que para cada solução baseada em Asterisk há uma placa de telefonia relacionada, então o valor financeiro movimentado em torno disso é razoável.

  • CONTINUIDADE

Pergunta: “Como posso saber se este grupo que desenvolve software livre vai sobreviver ou vai ficar “pelo caminho.” Se eu adotar o Asterisk há a chance de faltar suporte em um futuro próximo? “

Resposta: O desenvolvimento do Asterisk é feito em 50% pela Digium e em outros 50% pela comunidade Asterisk. É importante frisar que a Digium é uma empresa americana e que recebeu recentemente um capital de U$ 13,8 milhões do grupo Matrix Partners, sendo que nos últimos 24 trimestres vem mantendo lucro e se desenvolvendo. As soluções baseadas em Asterisk ainda irão se manter e se aperfeiçoar por muito tempo.

  • MODELO DE NEGÓCIO

Pergunta: “Como uma companhia pode ser lucrativa doando software? Com que recursos ela vai continuar investindo?”

Resposta: A Digium e tantas outras empresas possuem várias linhas de atuação em outros produtos, apesar do enfoque no segmento de telefonia. Mantendo o exemplo da Digium, a maior parte da receita dela vem da venda de placas de conexão com a PSTN, Switchvox (centrais telefônicas que combinam código aberto e proprietário), licenciamento da versão Business do Asterisk, treinamento e venda de serviços diversos. Como é fácil de observar, a versão “gratuita do Asterisk” é responsável por uma fatia muito pequena do faturamento da empresa.

  • SUPORTE

Pergunta: “Como posso confiar nessa plataforma se não há quem lhe preste suporte?”

Resposta: Desde 2005, milhares de pessoas vem sendo treinadas no Brasil e em todo mundo, sendo que na maioria dos estados brasileiros já existem pessoas que trabalham com Asterisk. Recentemente foi lançada uma iniciativa chamada de Rede VoIP Experts de Serviços (www.voipexperts.com.br) que já possui nos dias de hoje credenciamento nas principais capitais do Brasil e até em cidades do interior. A Digium possui uma certificação para profissionais “do ramo”, chamada dCAP, que pode ser apresentada por estes profissionais para atestar a credibilidade e qualidade de seus serviços.

  • QUEM USA

Objeção: “O Asterisk ainda não é adotado no mercado corporativo.”

Resposta: Grandes empresas no Brasil já adotaram o Asterisk (Ex.: Martins Atacado e Polícia Rodoviária Federal). Além do mercado corporativo, o Asterisk tem crescido muito no mercado de operadoras de telefonia e call center. O mesmo fenômeno que ocorreu com o Linux acontece com o Asterisk: os ambientes corporativos, na maioria dos casos, estão a combinar soluções proprietárias com soluções de código aberto, baseadas em Asterisk.

  • EXTENSÃO

Objeção: “Disseram-me que o Asterisk não consegue chegar a mais de 200 ramais.”

Resposta: Uma lenda “propagandeada” por empresas que vendem soluções concorrentes ao Asterisk. Já existem instalações no Brasil com mais de 1000 ramais, usando Asterisk. A questão é como projetar e distribuir a carga na solução adotada. É fato que um único servidor pode facilmente chegar a mais de 200 chamadas simultâneas e ter mais de 1000 ramais.

  • FACILIDADE

Pergunta: “O Asterisk é muito difícil de usar e só pode ser instalado por “nerds”?”

Resposta: A 3Com e a Dell licenciaram recentemente o Asterisk e vendem soluções de fácil instalação. Existem algumas distribuições como o TrixBox e o AsteriskNow, que visam simplificar todo um processo por meio de interface gráfica e CD’s de instalação automática. No Brasil temos várias soluções no mesmo “estilo”, sendo que a maioria segue a interface gráfica do FreePBX, praticamente criando um padrão no nosso mercado.

  • REDUNDÂNCIA 

Pergunta: “É possível ter redundância com o Asterisk?”

Resposta: O Asterisk permite todos os recursos de segurança necessários, como servidores de tolerância a falhas e balanceamento de carga. Ainda temos o fato de os telefones IP estarem passíveis de alimentação por meio de switches de rede usando POE (Power Over Ethernet), o que permite a operação deste mesmo que falte energia e que haja um no-break centralizado, por exemplo.

  • POLÍTICA

 Objeção: “Nossa companhia não usa software livre e conservamos a política de comprar apenas software com garantia de fabricante.”

Resposta: Muitos de nós já usamos software livre alguma vez na vida, mesmo que ainda não tivéssemos percebido. Vários equipamentos de centrais telefônicas que utilizam hardware proprietário, por exemplo, usa Linux como sistema operacional. Citando novamente a Digium, está comercializa uma versão do Asterisk chamada Asterisk Business Edition, que possui garantia de fabricação e é vendida como software convencional, justamente se encaixando a empresas que tem impedimento de uso de software livre.

  • INSUCESSOS

Objeção: “Eu tenho ouvido de casos de insucesso com o Asterisk.”

Resposta: Todos os projetos, sejam eles de que área for, estão sujeitos a falhas e insucessos. Com o Asterisk não seria diferente. Existem muitos profissionais (integradores) que não detém condições de atender o cliente, seja na parte de implantação do Asterisk ou das plataformas proprietárias. A telefonia IP é uma tecnologia mais complexa que as centrais TDM comuns. Fica um tanto quanto óbvio que um “PABX computadorizado”, que tem correio de voz, URA, distribuição automática de chamadas com/sem balanceamento de carga e mais uma infinidade de recursos terá uma complexidade maior no suporte que uma central com quatro troncos analógicos e dezesseis ramais, sem nenhum recurso e que, basicamente, liga e transfere chamadas.

 

 

Depois de respondidas as principais perguntas e objeções é interessante que as dicas abaixo sejam lidas e interpretadas por todos que estão ou estarão envolvidos com um projeto baseado em uma solução Asterisk.

DICA 1: Escolha o Asterisk para o trabalho certo. Se você tem uma central telefônica de pequeno porte e quer apenas ligar e transferir algumas ligações, não desejando futuramente agregar nenhum serviço adicional a ela, então fique com a central apenas. A telefonia IP só é justificada no caso de ganhos de produtividade advindos dela, como mobilidade, correios de voz, URAs e filas de atendimento, por exemplo.

DICA 2: Instalar o Asterisk é fácil, difícil é implantá-lo. Um projeto relacionado a Asterisk deve levar em conta uma análise de ambiente, treinamento do corpo de administradores e usuários, suporte pós-venda e desafios que surgirão após a implantação. Se uma empresa diz que implanta o Asterisk em poucas horas ou em um único dia, desconfie. Nesse período você instala, não implanta. Infelizmente esse é um dos motivos mais freqüentes de expectativas não realizadas.

DICA 3: Considere os custos de suporte. O profissional que trabalha com Asterisk geralmente possui conhecimentos de rede, telefonia e Linux intermediários ou avançados. Não se paga a profissionais como estes o mesmo que se paga a técnicos de centrais analógicas, sendo que o custo para manter as centrais de telefonia IP são normalmente maiores que os de centrais analógicas de pequeno e médio porte e paralelo aos das centrais digitais sofisticadas.

DICA 4: Pense 2, 3, 4 vezes antes de usar softphones como único meio de comunicação entre usuários. Apesar de existirem bons softphones, como EyeBeam (pago e com instalador para Linux e Windows) e Twinkle (gratuito e instalável apenas no Linux), dar suporte a eles pode ser bem trabalhoso. Ao instalar um conjunto de softphones é preciso levar em conta que um grande número de placas de som das máquinas pertencentes aos indivíduos da rede não vai se adequar a solução. Máquinas com pouco poder de processamento e escassa quantidade de memória, idem. Por outro lado, há o porém do controle de volume ser feito em 3 possíveis lugares: PC, softphone e head-set. O usuário final sempre dá um jeito de colocar qualquer um desses em mudo….e isso é mais um motivo para fracasso em algumas implantações.

DICA 5: “Tudo na vida começa com bons alicerces”. Servidores bem dimensionados e de qualidade ajudam. Administradores, de rede ou de outra categoria, bem treinados dentro da equipe e que já passaram por outros grandes projetos, muitas vezes, fazem diferença entre sucesso e insucesso. Treinar o usuário final para utilizar a solução da maneira correta é importante para manter ou aumentar o ganho de produtividade.

DICA 6: Escolha com cuidado o hardware IP a ser usado, seja ele um telefone IP, ATA, switch, gateway ou outros. Existem diversos fabricantes e uma grande maioria deles tem produtos de baixa qualidade com apelo financeiro (“Made in China”). Por exemplo: uma quantidade de telefones IP ruins em uso são capazes de prejudicar muito um projeto, pois podem gerar desconexões freqüentes, problemas na qualidade de voz entre outros.

 

 

Acredito que este artigo tenha sido bastante esclarecedor sobre o Asterisk. Soluções tendo como base este PABX IP de código aberto tem muitos pontos bons, mas é preciso estar esclarecido de como, onde e porque implantá-lo, levando em conta o suporte e as necessidades reais para isso. Espero que tenham apreciado este assunto e voltarei a escrever algo relacionado ao Asterisk futuramente.

Telefonia Convencional X VoIP

novembro 7, 2008

Introdução:
Em artigos postados anteriormente iniciamos uma série sobre Telefonia, cujos dois primeiros tópicos deram uma visão geral dos dois tipos de Telefonia: Convencional e VoIP.
Agora neste terceiro artigo da série, intitulado “Telefonia Convencional X VoIP”,  iremos “rivalizar” as duas tecnologias num formato de perguntas e respostas, como acontece em um debate, sendo que não há propostas e sim fatos. Portanto, bem-vindo ao debate!

Perguntas e Respostas:

Telefonia Convencional:
1) Os “gigantes” da telefonia convencional, têm um grande poder aquisitivo para poder comprar a estrutura necessária para uma chamada ir daqui ao Japão. Já as empresas menores, por não possuir tamanho poder aquisitivo acabam tendo que “entregar” a chamada para outras operadoras, para conseguir completar a chamada. Dos dois lados podemos ver um custo muito alto, sendo um “imediato” na compra da estrutura, e outro “com o tempo ” tendo que pagar para outras operadoras concluírem as chamadas.
Qual a influencia disso para o consumidor final ?

Com o grande número de empresas fornecendo serviços de telefonia é o consumidor final que está sendo beneficiado, pois a concorrência fica mais forte e as empresas ficam com a “obrigação” de fornecer serviços com qualidade cada vez maior cobrando um menor preço, com a finalidade de aumentar o número de clientes e suprir as necessidades destes.

2) Cada dia que passa, vemos que o VoIP vem tomando uma fatia maior do mercado de Telefonia. Isso ocorre devido ao desenvolvimento da tecnologia. Vendo por este lado, qual a proporção de crescimento para a Telefonia Convencional?

Se tratando de tecnologia, a telefonia convencional não vê o VOIP como ameaça ou inimigo, pelo contrário, a tecnologia VOIP é uma grande aliada. O VoIP permite um aumento no número de usuários e um aumento do uso da telefonia convencional. Já para as empresas, o surgimento do VOIP teve, tem e terá um grande impacto, pois deixou de ser uma “moda” e passou a ser o futuro da telecomunicação, logo se faz necessária a atualização de tais empresas para esse novo mercado e novas maneiras de prestação de serviço.

3) O VoIP vem tomando uma fatia do mercado cada vez maior.
Qual a atitude das operadoras de Telefonia Convencional para reaver essa “perda”?

As operadoras de Telefonia Convencional ao invés de buscar “lutar” contra o VOIP estão se adaptando as novas tecnologias e aos poucos modificando e implantando novos serviços, afinal tais operadoras sabem que para se manterem na liderança é necessário acompanhar os processos tecno-evolutivos do segmento.

4) Com o VoIP temos uma grande mobilidade e flexibilidade para fazer ligações. Uma empresa que situa no Japão pode facilmente ligar para sua filial no Brasil discando apenas um ramal, sendo que esta ligação não irá gerar nenhum custo. Já ligações para celular ou qualquer terminação de PSTN tem um custo bem reduzido.
Sendo assim qual a proposta para baixar os custos de ligações na Telefonia Convencional?

Os custos de ligações estão cada fez mais reduzidos, devido principalmente a essa concorrência, tanto entre operadoras convencionais como as baseadas em VOIP. Um ponto importante a ser lembrado é que o cliente está buscando sempre o melhor custo beneficio. E   na telefonia convencional, graças a qualidade, disponibilidade e facilidade de uso do serviço pelo público comum o custo benefício é excelente.

VoIP:
1) A rede de telefonia convencional é um sistema bastante confiável. Estamos acostumados a sempre ter nossos telefones funcionando e prontos para fazer e receber chamadas, pois funcionam com energia das centrais telefônica. Mesmo durante um apagão de energia, os telefones continuam a funcionar. Estamos acostumados a nossos e-mails não funcionarem por 30 minutos, mas 30 minutos sem um sinal de discagem pode ser uma situação inaceitável para muitas pessoas. Já a internet é um sistema muito mais complexo e funciona com uma margem de erro muito maior. Como pretendem resolver o problema de disponibilidade e confiabilidade ao usuário final?

Os sistemas hoje, são estruturados em forma de cluster, ou seja, há mais de um servidor fazendo a mesma tarefa. Sendo assim, se houver alguma falha em um dos servidores automaticamente outro servidor irá assumir a responsabilidade. Com a estrutura de clusters é possivel também fazer atualizações e manutenção nos servidores sem a necessidade de paralizar o sistema. Já em caso da falta de energia elétrica, existem os “nobreaks”. Qualquer empresa que tenha um CPD (Centro de Procesamento de Dados) evidentemente possui um nobreak, pois certos sistemas não podem parar. Sendo assim, basta ligar os telefones IP no nobreak. O valor a ser investido em um nobreak e o espaço que ocupará o mesmo, faz com que o VoIP não seja tão procurado por usuários domésticos, pois em caso de falta de energia, não haveria como fazer uma ligação de emergência. Porém, o seu “custo benefício” ainda atrai muitas pessoas. Além do mais, segundo a Anatel 145 milhões de pessoas têm celular no Brasil,  uma ligação para o 190 é gratuita ;).

2) É fato que a internet é uma rede muito mais complexa, logo demanda uma quantidade de equipamentos e empresas muito maior que a rede telefônica convencional. Parte desses equipamentos inclusive são de propriedade e responsabilidade dos próprios clientes, aumentando ainda mais o risco de falta de disponibilidade do serviço. Tudo isso – mais o fato de se tratar de uma tecnologia muito mais nova – faz com que as conexões de internet estejam muito mais sujeitas a problemas que o telefone convencional. Como vocês pretendem melhorar esta infra-estrutura?

A internet realmente conta com uma infra-estrutura bem complexa, devemos isso a sua flexibilidade em poder transmitir diversos tipos de informações como: dados, video e voz. Por conta disso mais a facilidade que ela nos proporciona hoje, diversas empresas e governos do mundo inteiro investem nessa estrutura, fazendo com que esteja em constante atualização e desenvolvimento, sempre para melhor atender as necessidades do mundo. O fato de que parte dos equipamentos são de responsabilidade dos próprios usuários me faz lembrar a seguinte cena. “Tenho um telefone sem fio em casa e acaba a bateria, de quem é a culpa?”. Lembrando também que as empresas de Telefonia Concencional não se responsabilizam por problemas que estejam “do poste para dentro”.

3) Os serviços de VoIP também estão sujeitas a virus e hackers como o resto dos serviços de internet. Como vocês tratam a segurança?

Qualquer tecnologia que envolve a transferência de dados ou informações são propensos a segurança comprometida. Acontece com telefones, telefones celulares e Internet. O VoIP, tem a Internet como o seu meio de transferência. É impossível garantir total segurança na transmissão de informações pela Internet, incluindo as chamadas telefónicas.
Novas tecnologias vêm surgindo com protocolos de segurança mais altamente desenvolvidos, isso dificulta a interceptação na transmissão de informações. Um exemplo disto é a VPN (Virtual Private Network) que cria um “túnel” entre as extremidades da conexão, assim os dados trafegam seguros de uma ponta até a outra.

4) Novamente a comparação será sempre com as ligações telefônicas convencionais, em que todos estamos acostumados. Existem fatores que afetam a qualidade das ligações feitas por VoIP. Eis alguns deles:
COMPRESSÃO: após a conversão dos sinais analógicos para digitais há a compressão. Logo há perda de qualidade;
PROCESSAMENTO: para fazer a compressão em tempo real precisamos de capacidade de processamento considerável, coisa que não acontece na telefonia convencional;
ECO: ao se fazer compressão e descompressão de pacotes de voz, pode haver atraso no processamento e isso pode gerar o eco;
CONGESTIONAMENTO DE REDE: se a largura de banda estiver sobrecarregada aplicações de tempo-real como o Voip tem muitos problemas.
Sendo a qualidade de voz um ponto importante na telefonia, como vocês tratam essa questão?

Como a rede IP não foi projetada inicialmente para o tráfego da voz, coube a nós adapta-la com novas tecnologias, protocolos que permitissem o tráfego da voz sem perder consideravelmente a qualidade da voz.
Para digitalizar o audio de forma a trafegá-lo na rede IP competindo com dados, video e tudo o mais que trafega nesse tipo de estrutura, utilizam-se codecs. Existem inúmeros codecs, cada qual com sua taxa de compressao e utilizacao de banda.
Um exemplo é o G.711, que utiliza o método de compressao PCM que tem um atraso de apenas 0.75 milisegundos, mas em compensação a cada segundo utiliza 64kb de banda para cada chamada.
Já o G.729 ultiliza um método de compressão mais robusto, que utiliza menos banda: 10Kbps e tem o atraso de 10 milisegundos.
Para garantir a qualidade da voz, existe o MOS – Mean Opinion Score, que é um esquema de pontuação que varia de 0 a 5, sendo 5 a garantia de melhor qualidade. O MOS do G711 é 4.1 e do G729 é 3.61.
Para realizar a compressão, é necessário algum processamento, mas nada que os processadores atuais, ou chips em placas de voz, nao facam com perfeição.
Na implementacao de uma solução VoIP, deve ser estudado e aplicado um esquema de QOS (Quality of Service) na rede, para permitir a priorização dos pacotes voz e vídeo a fim de garantir a qualidade da solução.

Conclusão:
Ao analisar as duas tecnologias percebemos que não há uma vencedora, pois a melhor tecnologia não é aquela que mais oferece recursos e melhorias e sim a que mais se adequa a uma solução ou necessidades, seja no ramo empresarial ou pessoal. Avaliando em termos de aceitação, usabilidade e disponibilidade para o público comum notamos que a Telefonia Convencional ganha em disparado do VoIP.
No entanto, ao analisar o mercado atual e as perspectivas futuras, vemos que o VoIP com o passar do tempo está angariando uma fatia importante do mercado da Telefonia Convencional. Vemos também que ainda levará um bom tempo para o VoIP dominar ou disputar mercado em nível de igualdade com as soluções da Telefonia Convencional, principalmente em países menos desenvolvidos em tecnologia, devido as necessidades de uma boa infra-estrutura e outros requisitos. É fato que, com o avanço tecnológico no ramo da telefonia, futuramente irão surgir novas soluções de telefonia competindo com as demais dos dias de hoje, e nessa competição quem sairá ganhando é o consumidor certamente.

Escrito por:
Adelson Junior
Fabrício Campos
Juliana Taguchi
Rodrigo Ribeiro
Wesley Volcov

VoIP, O que é isso?

outubro 8, 2008

Segundo wikipédia…

Voz sobre IP, também chamado VoIP, telefonia IP, telefonia Internet, telefonia em banda larga e voz sobre banda larga é o roteamento de conversação humana usando a Internet ou qualquer outra rede de computadores baseada no Protocolo de Internet, tornando a transmissão de voz mais um dos serviços suportados pela rede de dados.

Loucura não? Repetindo a pergunta.. O que é isso ?

Voz sobre Protocolo de Internet. É um método para transmitir sinais de áudio analógicos, como aqueles que você ouve quando fala ao telefone, e transformá-los em pacotes de dados IP, que podem ser transmitidos pela internet.

Hum… Tá! E pra que isso serve?

O VoIP pode transformar uma conexão de internet em uma maneira de fazer ligações telefônicas gratuitas. Ou seja, usando algum dos vários softwares VoIP gratuitos que estão disponíveis na internet, você pode dispensar os serviços de companhias telefônicas e suas tarifas.

Aaaah, entendi. Mas, como funciona isso?

O interessante do VoIP, é que não há apenas uma maneira de fazer uma ligação. Hoje em dia, temos três maneiras de utilizar este serviço. São elas:

  • ATA: Maneira simples e comum. Trata-se de uma Adaptador Telefônico Analógico, que permite conectar um telefone comum ao seu computador ou a sua conexão de internet. O ATA é um conversor analógico-digital, que pega o sinal analógico de seu telefone e converte em dados digitais para a transmissão via internet.
  • Telefones IP: São telefones específicos, parecem com os telefone comuns, possuem monofone, gancho e teclas. Os telefones IP são conectados diretamente em seu roteador e contêm todo o hardware e software integrado para fazer uma ligação VOIP.
  • Softphones: Esta é a maneira mais fácil de utilizar o VOIP.Tudo que você precisa é de um software (programa de computador), um microfone, alto-falantes, uma placa de som e uma conexão com a internet, preferencialmente uma conexão rápida a cabo ou com modem DSL(obs: acho que não é preciso falar que é necessário o computador também, né?). Existem várias empresas oferecendo esse tipo de software gratuitamente ou de baixo custo.

Certo… E, porquê VOIP é mais barato ou até mesmo de graça ?

Bem, essa é a parte onde ocorre muitos falsos entendimentos, vamos por parte.
Assumindo que o Voip consiste na transmissão da voz sobre a rede de dados IP (Internet), em uma ligação que ultilize somente essa estrutura (ex. Skype p/ Skype) ou seja, não são ligações que tem terminação na PSTN(rede de telefonia convencional), essas GERALMENTE não são cobradas. Pelo simples fato de que
trafegar pacotes pela rede Internet não requer grandes custos. Por que nao? Porque a estrutura já existe. Ela pode chegar a qualquer lugar, desde que conectado a Internet. Nesse tipo de ligação, é como se não houvesse distinção geográfica. Essa é a grande “sacada” do Voip.

Mas, e se eu quizer ligar para um número normal (DID / DDR), vai ser cobrado?

Claro que sim. Só que bem mais barato.
Por que? Porque na maior parte da ligação, utiliza-se a estrutura IP (Internet, porque ela abrange todo o globo e nao requer custos adicionais) e so então perto do destino ela “cai” para outro tipo de estrutura, que é a PSTN, e enfim é direcionada para o destino desejado. Esse interfaceamento de, digamos, mundos (VOIP / PSTN) é feito por meio de um gateway, este converte os protocolos Voip em outros que a PSTN entende e vice-versa, possibilitando ligações originadas do serviço VoIP para PSTN e vice-versa.
Em outras palavras, em uma ligação originada de um serviço VoIP no Japão para um DID de Sao Paulo, Brasil, ela chega ao Brasil por meio do VoIP e só entao é entregue à operadora (utilizando o interfaceamento do Gateway) que detem o DID. No final das contas a tarifação desta chamada é Local, pois percorreu pouco a estrutura da telefonia convencional.

Ok… Vamos aos Pontos Positivos….

Com a utilização da telefonia VoIP, é possível uma grande flexibilidade em relação a usabilidade. Por exemplo: encaminhamento de chamadas(quando ocupado, não atendido ou até mesmo para todas as chamadas recebidas, enviando-as para uma caixa de mensagem, ou para outro telefone qualquer), conferências, transferências e tudo isso com um custo bem mais acessível. Essas funcionalidades, variam de acordo com sistema VoIP utilizado.

Tem Pontos Negativos?! É claro que sim, nem tudo é perfeito…

Podemos considerar os pontos negativos, como desafios, problemas a serem resolvidos. No caso da telefonia VoIP, alguns deles são variações de atraso, perda de pacotes, eco e segurança. A grande causa do atraso e perda de pacotes (resultando na falha momentânea de áudio em uma conversa) é o congestionamento, que pode ser controlado por gerenciadores de congestionamento de rede.
O principal problema é que qualquer falha na rede em si ou em queda de energia, o sistema de telefonia ficará parcialmente, ou até mesmo totalmente indisponível, em outras palavras nem o “190” irá funcionar.

Mas então, se acabar a energia e eu precisar fazer uma ligação de emergência…?

Esse é um dos fatos que fazem o VoIP ser bem mais utilizado por empresas do que em casas. Empresas geralmente possuem nobreaks ou geradores de energia para que seus sistemas em si, não parem em caso de falta de energia, sendo assim, é possível manter o VoIP funcionando.
Para usar em casa, ficaria um tanto quanto caro, manter uma estrutura só por causa do VoIP, mas mesmo assim, muitas pessoas aderem esse serviço. Porque? Todo mundo hoje tem celular, ou seja, em caso de emergência, ligue do celular. 😉

Concluindo…

Na medida em que a tecnologia vem se desenvolvendo, conexões mais rápidas, novos sistemas VoIP mais flexíveis e até mesmo mais estáveis surgem fazendo com que os desafios sejam superados.No próximo post, iremos debater um pouco sobre os dois tipos de telefonia.

Espero que tenham gostado! : )

Escrito por:

Adelson Junior
Juliana Taguchi
Wesley Volcov

Telefonia Convencional

outubro 8, 2008

Introdução

Iremos iniciar uma série de artigos sobre Telefonia, começando pela Telefonia Convencional, que nada mais é do que a tecnologia utilizada pela maioria das comunicações feitas por telefone.

Nosso objetivo não é contar a história desde Alexander Graham Bell, inventor do telefone, e sim apresentar essa tecnologia que mudou a maneira com que o mundo se comunica.

Como funciona?

Para não reinventar a roda, abaixo segue a explicação do how stuff works, que por sinal é bem clara e objetiva:

Um par de fios de cobre vai de uma caixa na rua até uma caixa (normalmente chamada de ponte de entrada) na sua casa. De lá, o par de fios é conectado a cada ponto telefônico da sua casa. Se sua casa tiver duas linhas telefônicas, dois pares diferentes de fios de cobre vão ate ela.

Ao longo da rua passa um grosso cabo preenchido com 100 ou mais pares de fios de cobre. Dependendo de onde você está, este cabo irá diretamente ao interruptor da companhia telefônica ou a uma caixa do tamanho de uma geladeira, que age como um concentrador digital.

Rede Pública de Telefonia Comutada (PSTN)

Rede Pública de Telefonia Comutada (PSTN)

O concentrador digitaliza sua voz em uma taxa de amostragem de 8 mil amostras por segundo e resolução de 8 bits (8KHz  X 8 bits = 64 kbit/s). Ele então combina sua voz com dezenas de outras vozes e emite-as por um único fio (geralmente um cabo coaxial ou um cabo de fibra ótica) até a companhia telefônica. Sua linha conecta-se a uma placa de linha na central de comutação para que você possa ouvir o tom de discagem quando tira seu telefone do gancho.

Se você estiver fazendo uma chamada para alguém conectado à mesma central, esta simplesmente cria uma conexão entre o seu telefone e o telefone da pessoa para a qual você ligou. Se for uma chamada interurbana, a sua voz será digitalizada e unida a milhões de outras vozes na rede de longa distância. Sua voz viaja normalmente por uma linha de fibra ótica até a central do receptor, mas também pode ser transmitida por satélite ou por torres de microondas.

Voltando aos dias de comutação manuais, é fácil compreender como os grandes sistemas de telefonia funcionam. Nos tempos da central manual, havia um par de fios de cobre que iam de cada casa a uma central no meio da cidade. O operador da central manual sentava-se na frente de um painel com uma tomada para cada par de fios.

Cada tomada tinha uma pequena luz. Uma grande bateria fornecia corrente através de um resistor para cada par de fios. Quando alguém tirava o telefone do gancho, o interruptor completava o circuito e deixava a corrente passar pelos fios, indo da casa à central. Isso acendia a lâmpada sobre o interruptor no painel. O operador conectava seu fone a este interruptor e perguntava para quem a pessoa gostaria de ligar. O operador enviava um sinal de chamada ao receptor e esperava que ele pegasse o telefone. Uma vez que o receptor tirava o telefone do gancho, o operador conectava as duas pessoas, como na rede de comunicação interna.

No sistema telefônico moderno, o operador foi substituído por um interruptor eletrônico. Quando você pega o telefone, o interruptor detecta o fim da comutação e emite um tom de discagem para que você saiba que o interruptor e o seu telefone estão funcionando. O tom de discagem é a combinação do tom de 350 hertz e do tom de 440 hertz. Você disca o número usando um teclado de discagem de tom. Os diferentes sons de discagem são produzidos a partir de pares de tons, como mostrado aqui:

1.209 Hz

1.336 Hz

1.477 Hz

697 Hz

1

2

3

770 Hz

4

5

6

852 Hz

7

8

9

941 Hz

*

0

#

Se o número estiver ocupado, você ouvirá um sinal de ocupado composto de um tom de 480 hertz e de um tom de 620 hertz, com um ciclo de meio segundo ligado e meio segundo desligado.

Vantagens

  • Conversão analógico-digital nas centrais;
  • Voz trafega em um circuito digital dedicado de 64 kbit/s;
  • Banda alocada completamente para a sessão de voz;
  • Sinal digital é convertido novamente em analógico para ser enviado ao assinante;
  • Comutação por circuito, sem filas ou atrasos intermediários;
  • Alta Confiabilidade/Disponibilidade;
  • Qualidade da ligação;
  • Alta percentagem de chamadas completadas;
  • Sistema de alimentação fornecido pela própria central telefônica.

Desvantagens

  • No sistema de telefonia convencional as informações trocadas entre os usuários são facilmente interceptadas através da escuta telefônica pela utilização de um método conhecido popularmente como grampo telefônico. Já no sistema de telefonia IP, interceptar as informações entre usuários exige um conhecimento avançado em redes;
  • Na telefonia convencional há convergência apenas com o sistema de sinais de voz, enquanto a telefonia IP converge com diferentes sistemas de sinais (dados, voz e imagens), fato que apresenta grande economia e flexibilidade;
  • Custo ainda é alto em relação as ligações telefônicas, principalmente nas de longas distâncias, no caso da telefonia convencional;
  • Não há “mobilidade” do serviço, ou seja, se você quiser se mudar para outro estado ou país você não consegue levar o seu número e ainda continuar com os mesmos serviços, fato que não acontece na telefonia IP.

É interessante frisar que só podemos pensar e escrever “vantagens” e “desvantagens” em relação a telefonia convencional devido ao fato de novas tecnologias de telecomunicações terem sido criadas nos últimos tempos (cerca de 10 a 15 anos), sendo uma das mais importantes a telefonia IP.

Fabrício Campos e Rodrigo Ribeiro

Fonte:

How Stuff Works

Projeto de Redes

Teleco