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Cobertura do evento “Ruby+Rails no mundo real 2010”

junho 1, 2010

Pessoal,

No sábado passado (29-05-10) Eu e o Fabrício Campos estivemos na segunda edição do evento “Ruby+Rails no mundo real 2010”, organizado pela Tempo Real Eventos em parceria com o GURU-SP (Grupo de usuários Ruby de São Paulo).

Para os interessados em saber quais foram as novidades mostradas nesse evento, eu escrevi uma cobertura do que aconteceu e um resumo de cada palestra no meu blog.

Quer conferir? Então acesse o link abaixo:

Minhas impressões – Ruby+Rails no mundo real 2010 – 29/05/10

No ano passado eu também escrevi a cobertura da primeira edição do evento (rs) e foi publicada aqui no Blog do Ensinar. Acesse o post pelo link abaixo:

Minhas impressões – Ruby + Rails no Mundo Real 2009 – 04/04/09

Acompanhe também as atualizações do pessoal que está postando no twitter acerca do evento!

Até mais e boa leitura a todos!

Impressões: Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação para Pessoas com Deficiência

dezembro 11, 2009

Nos dias 8 a 10 de dezembro, aconteceu o primeiro Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação para Pessoas com Deficiência, sediado em São Paulo no WTC.

Nós da Voice Technology participamos dos três dias do evento, com o intuito de conhecer mais esse mundo, pois estamos desenvolvendo uma solução voltada  para surdos, e estamos buscando conhecer melhor essa realidade.

Abaixo, segue as minhas impressões sobre o evento, espero que gostem. 🙂

Infra-Estrutura e Organização

A infra-estrutura do evento foi muito boa, o WTC é um local que costuma ser sede de vários eventos, até alguns de TI. As palestras ocorreram em dois locais, um auditório com uma alta capacidade de público (não tenho os números) e uma sala com menor capacidade de público. Ainda havia um espaço para os expositórios bem organizado.

A organização deixou um pouco a desejar, devido aos atrasos das palestras e falhas na apresentação das palestras (problemas com slides, microfone, tradução, etc). Mas nada que tenha prejudicado muito o evento em si.

Abertura Oficial do Encontro com a Profª. Drª. Linamara Battistella

Abertura Oficial do Encontro com a Profª. Drª. Linamara Battistella

Palestras

Basicamente dois tipos de palestras foram feitas:

  • Apresentando soluções tecnológicas voltadas para pessoas com deficiência: bem interessantes, mostrando como a tecnologia pode contribuir para a vida das pessoas com deficiência;
  • Falando sobre assuntos políticos em relação as pessoas  com deficiência: não são palestras de minha preferência, foram bem políticas, cheias de boas inteções, mas muito blá-blá, ainda não há muitos resultados expressivos no Brasil, até porque só recentemente, que as ações políticas comeceram a ter uma nova visão em relação as pessoas com deficiência.

Um ponto que achei interessante, é que há muitas pessoas bem encajadas nessa causa. Pessoas realmente comprometidas e focando na melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência. Destaque para a Secretária da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa Com Deficiência, Profª. Drª. Linamara Battistella, Cid Torquato, Coordenador de Articulação Institucional e Políticas Públicas da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e a vereadora da cidade de São Paulo, Mara Gabrilli.

Palestra - O Mercado de Tecnologias Assistivas no Brasil, com o Cid Torquato como moderador.

Dentre os assuntos discutidos nas palestras, destaco:

  • A importância do apoio do governo, em ações voltadas para pessoas com deficiência;
  • O desenvolvimento da tecnologia deve estar alinhado as necessidades da sociedade;
  • Às vezes não é necessário a utilização de alta tecnologia para poder fornecer uma solução eficaz, exemplo a bengala longa;
  • A informática teve grande impacto na vida dos deficientes visuais;
  • As órteses e próteses quando feitas de acordo com as necessidades da pessoa, trazem resultados impressionantes, porém, infelizmente o preço delas são muito caras é a uma grande dificuldade na importação, pois a ANVISA precisa aprovar antes, o que leva um bom tempo geralmente;
  • As cadeiras de rodas tem ajustes que devem ser feitos de acordo com as necessidades da pessoa, porém os orgão públicos, insistem em fornecer cadeiras genêricas, que são muitas vezes, não são ideais para o cadeirante;
  • A tecnologia é a chave para tornar a inclusão das pessoas com deficiência na sociedade;
  • A tecnologia por si só não é a solução final, ela é apenas um meio, há ainda várias outras premissas, como a educação das pessoas e formação de educadores;
  • Poucas empresas pararam para analisar esse mercado, e há cerca de 27 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, ou seja, são 27 milhões de potenciais consumidores, que estão sendo ignorados pelas empresas;
  • A mobilidade urbana é um aspecto muito importante para ser ter uma cidade para todos;
  • Para você ser uma pessoa com deficiência, você tem que ser rico. Os tratamentos, aparelhos, produtos, etc para as pessoas com deficiência são muito caros, há redução de IPI para carros, por exemplo, e para cadeiras de roda?
  • A terceira idade precisa ser bem atendida e respeitada. E soluções para melhorar a qualidade de vida dessas pessoas é muito importante, pois no futuro serão a maioria da sociedade;
  • O mercado para pessoas com deficiência, ainda não é um mercado maduro;
  • O esporte pode motivar as pessoas com deficiência para a vida;
  • As pessoas com deficiência podem ser produtivas e menos dependentes do estado;
  • O governo ainda tem uma postura errada em relação as pessoas com deficiência, de só assistencialismo;
  • A acessibilidade é de extrema importância em web sites;
  • Nos EUA 2/3 das pessoas desempregadas com deficiência gostariam de trabalhar, mas não encontram emprego;
  • A falta de acesso a educação é um grande problema;
  • O uso de padrões abertos e softwares open-source é muito importante em soluções voltadas para pessoas com deficiência, pois assim não há uma forte dependência com a empresa desenvolvedora;
  • Mais difícil do que criar a tecnologia e manter-la;
  • Residências inclusivas são importantes, pois representam a possibilidade de uma vida individual;
  • É preciso menos discurso e leis e mais ações.

Palestra-Tecnologias Assistivas, Ajudas Técnicas e Seu Papel na Sociedade - Melhoria na Qualidade de Vida

Conclusão

A participação no evento trouxe para nós o que estavamos esperando, uma visão do mundo das pessoas com deficiência. Em várias palestras, haviam pessoas com deficiência apresentado suas idéias, projetos, experiências, etc, o que foi excelente, pois nada melhor do que quem vive essa realidade passar esse conhecimento para nós. Uma realidade que ainda é pouco conhecida pela maioria das pessoas, e por isso acaba sendo tão negligenciada.

Não é porque a pessoa tem uma deficiência que ela se torna incapaz de exercer o seu papel na sociedade, ela ainda pode ser produtiva e até servir de exemplo para a sociedade, afinal o mais importante muitas vezes, é a vontade e determinação, e isso percebemos que eles tem de sobra.

E nós temos um papel fundamental para que a inclusão da pessoa com deficiência na sociedade ocorra, pois precisamos ter respeito , educação e conhecer essas pessoas. Não adianta ter todo uma infra-estrutura que possibilite, por exemplo, a mobilidade urbana, se nós não estamos preparados a aceitar essa pessoa na sociedade.

Eu não tinha noção do quanto a tecnologia pode agregar para a vida de uma pessoa com alguma deficiência, é impressionante o quanto a tecnologia pode mudar o mundo da pessoa. Uma das frases, que ouvi, e que me chamou a atenção foi:

A tecnologia tornar as coisas mais agradáveis para as pessoas, já para as pessoas com deficiência, a tecnologia torna as coisas possíveis.

Portanto, nós temos que ao desenvolver um sistema, nos preocupar se ele é acessível por todos. Pois, o sim para todos, não deve ficar apenas no discurso, e sim na ação.

Fotos:

Por André Pantalião

FISL 10 – Visão geral do terceiro dia – 25/06/2009 – por Antonio

junho 30, 2009

Bom o terceiro dia começou bem conturbado, pois a organização do FISL havia restringido algumas áreas do evento e cancelado algumas palestras para poder organizar a recepção do presidente Lula que confirmou a sua presença no evento, por conta destas mudanças 3 palestras (Jingle Cookbook, Empreendedor com Software Livre, e Performance Tuning the OpenJDK Garbage Collectors) que eu havia marcado para assistir foram transferidas para o dia 27/06/2009, mas espero que seja possível assistir as 3 amanhã.

Palestra Novidades do Open JDK 6 e 7: O futuro da tecnologia por Bruno Souza da Sun Microsystems

A palestra visava explicar o porque a Sun resolveu tornar o JDK Opensource, e qual o atual status do projeto OpenJDK, o Bruno Souza é um palestrante bem eloquente que fala muito bem, abaixo seguem os principais pontos da palestra:
Segundo Bruno a Sun demorou para tornar o OpenJDK um projeto Opensource com medo de perder a compatibilidade da máquina virtual em determinados S.O., o OpenJDK é licenciado sob GPL v2 mas com uma exceção chamada de “Classpath Exception” e é exatamente esta exceção que permite desenvolver aplicações proprietárias em Java e embarcar o JDK dentro da aplicação sem infringir a licença GPL, um dos principais fatores para a abertura do código fonte foi angariar mais colaboradores, pois a comunidade Open source chegou a criar 20 máquinas Virtuais Java só por que o Java não era Open Source, então a Sun queria que estas comunidades que são formadas por programadores excepcionais passassem a contribuir com o OpenJDK pois ao invés de fazer a mesma VM Open Source a idéia é canalizar os recursos para fazer a VM já existente melhor.

O processo de abertura do código fonte não foi fácil pois várias partes do fonte não eram de propriedade intelectual da Sun, então a Sun teve que comprar o fonte de muitas empresas para poder abrir o mesmo, e mesmo assim teve 4% do fonte da VM que era de uma empresa que não cedeu, e nem vendeu, então a Sun teve que reescrever 4% da VM para poder abrir a mesma.

O OpenJDK6 nasceu do Sun JDK7 b20 (como pode ser visto a figura abaixo):

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Bruno deixou muito claro que o processo de definição das futuras implementações do Java não mudou, continua sendo o JCP que determina, a única coisa que mudou é que agora não são mais só engenheiros da Sun que implementam, existem comitters da comunidade. As empresas que mais colaboram com o Java atualmente são: Sun, Red Hat, Google, e AMD, atualmente a comunidade OpenJDK conta com 165 comitters, sendo que 38 deles são da comunidade, o número pode parecer baixo mas contando que tem apenas 1 ano que o JDK foi aberto e que o mesmo conta com 6.500.000 linhas de código 23% de comitters já ser da comunidade é um número bem significativo.

As fotos de quase todos os slides da apresentação do Bruno podem ser vistas no seguinte link.

Palestra Integração continua com Hudson – Configuração, Extensão e Diversão! por Eron da própria comunidade Hudson

Esta palestra eu entrei um pouco atrasado, mas a mesma foi bem interessante pois deu uma visão geral sobre o Hudson, oque e como ele pode fazer, o Eron deu alguns números da comunidade Hudson, a mesma conta atualmente com mais de 50 plugins, e uma pesquisa feitas com desenvolvedores Java levantou-se 3 soluções de integração continua: (Atlassian Bamboo, Cruise Control, e Hudson) a pesquisa era para saber qual destes softwares os desenvolvedores estavam utilizando, e o Hudson foi avaliado com praticamente o dobro de usuários que o Cruise Control que foi o segundo colocado.
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Outro ponto que foi bem abordado na palestra foi sobre Build Distribuído, o Hudson é capaz de trabalhar em um modelo de um Master e vários Slaves, neste modelo o Master é responsável por delegar as tarefas para os múltiplos slaves, eles acreditam que o Hudson Master seja capaz de gerenciar até 100 slaves, eles já tem cases com 45 slaves, para a instalação de slaves em massa o Hudson conta com o plugin PXE que permite você instalar os slaves através de boot remoto, sendo que o Hudson master com o PXE Plugin que provem esta facilidade na rede.
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Bruno Souza que estava fazendo tradução simultânea desta palestra fez questão de ressaltar a importância da integração continua, apresentando um case onde uma amiga dele utiliza um plugin do Hudson para criar uma competição saudável dentro da equipe de desenvolvimento, a idéia é que a cada comit feito que não quebrou nada o programador ganha 1 ponto, e a cada commit feito que quebrou algo o programador perde 1 ponto, ao final do mês é computado os pontos, e quem tiver menos ponto paga um almoço para quem tem mais pontos, e o interessante desta míni competição é que é um plugin do Hudson que faz todas esta contabilização de pontos.

Palestra Criando e sustentando uma empresa livre por Paulino Michelazzo proprietário da Fabricalivre

Esta palestra com certeza foi uma das melhores que já ví até então, pois o Paulino é um palestrante muito didático, brincalhão, e tem uma experiencia muito grande neste mundo de software livre.

Ele começou apresentando as diferenças entre uma empresa tradicional e uma empresa livre, onde fez questão de mostrar que uma empresa livre também tem organograma, paga impostos, tem departamentos, e acima de tudo quem que ganhar dinheiro para sobreviver, mas as diferenças entre uma empresa livre e uma empresa tradicional logo começaram a aparecer, primeiro ponto de diferença segundo ele é o modelo 1 manda todos obedecem que existe nas empresas tradicionais não funciona nas empresas livres, pois por definição uma empresa livre necessita ser colaborativa, então o modelo 1 manda todos obedecem não fuciona, outra diferença que Paulino ressaltou foi no processo de seleção, normalmente uma empresa tradicional procura profissionais formados, com várias certificações, etc. já uma empresa livre normalmente procura pessoas que tenham vontade de crescer e agreguem diversidade a o ecossistema, pois certificação de diploma não são atestados de competência, e uma empresa livre quer competencia, pois se baseia muito na meritocracia assim como as comunidades, outra diferença grande é relacionada as formalidades normalmente uma empresa tradicional existem muitas formalidades horários, trajes, etc. já uma empresa livre normalmente a única coisa formal é o compromisso com o objetivo definido, o resto fica a critério de cada um.

Outra parte da palestra foi focada em mostrar como uma empresa livre pode ganhar dinheiro, segundo Paulino o momento nunca foi tão propicio para empresas livres, pois ninguém mais torce o nariz ao falar de software livre, por mais que um CIO nunca tenha utilizado um software livre, ele sabe o que é, que funciona, e que acima de tudo representa normalmente uma redução de custo significativa, aproveitando o gancho da redução de custo o segundo motivo para o momento propicio é a crise, pois todas as empresas em momentos de crise precisam otimizar seus recursos e isto implica em redução de custo. Paulino deu um exemplo de uma empresa livre criar um produto de software baseado em software livre e vender o mesmo a única restrição para isto é que o código fonte do software deve ser distribuído juntamente com o produto, mas este mesmo produto poderia também ser vendido no modelo SaaS como serviço, em nenhum destes dois modelos a empresa livre estaria infringindo uma licença, istó é totalmente normal no mundo livre.

Mas como tudo na vida o difícil está não em fazer o software mas sim em como chegar até o cliente, e ser conhecido, neste ponto Paulino ressaltou muito a importância de a empresa ser especialista em algo, não dá para abraçar o mundo, então você tem que focar onde você é diferenciado, e para se tornar conhecido normalmente é necessário muito trabalho junto a comunidade pois primeiro você se torna referencia na comunidade e depois conhecido no mundo externo. O mais difícil é emplacar um primeiro case de sucesso depois de ter um cliente de referencia as coisas ficam um pouco mais fáceis pois se o serviço foi bem feito este cliente será seu cartão de visita para os demais.

O governo brasileiro não ajuda em nada as empresas principalmente as startups, pois praticamente tudo neste país exige que sua empresa tenha 1 ano de vida até os financiamentos de bancos públicos.

Paulino deu uma aula de empreendedorismo, ele trabalha com desenvolvimento web a mais de 15 anos, sua empresa conta com clientes como USP, FGV, MBA FGV, IBMEC, dentre outros, no ano passado teve um crescimento de 1000%, ele é uma pessoa muito carismática, já trabalhou como programador no Timor Leste por 1 ano e meio, já viajou por mais de 20 países dando palestras sobre software livre.

Tenho o áudio da palestra full, quem estiver interessado em escutar posta um comentário que envio o arquivo o arquivo por email.

Link para apresentação:
* Apresentação criando e sustentando uma empresa livre.

Por fim pretendo fazer o resumo dos outros dias do FISL10 logo mais.

Scrum Gathering: tudo sobre a sessão de Review

junho 6, 2009

Pessoal,

Coloquei no InfoQ um post sobre a sessão de review do Scrum. A apresentação foi muito boa e feita por Rodrigo de Toledo, do Cenpes. Segue o link: http://www.infoq.com/br/news/2009/06/apice-ciclo-scrum .

Na apresentação ele fala sobre utilizar um PPT para guiar a apresentação. Compartilhamos aqui o que utilizamos em nossas apresentações de Review: http://docs.google.com/Presentation?id=dd2jxrvc_33c6nmwcg7 .

Qualquer dúvida ou problema é só comentar!

Loucura, loucura, loucura!

junho 4, 2009

Dia 13 de maio, logo após o Scrum Gathering, fui a uma palestra da Semana de Empreendedorismo da FGV. Neste evento, diversas pessoas, dos mais variados setores, são convidadas para falar sobre empreendedorismo. O convidado da vez era Luciano Huck. Sim, ele mesmo.

Muitos me perguntaram o que eu iria fazer lá numa palestra do Luciano Huck. O que ele tem a ver com empreendedorismo? Mas, já já explico! Antes da palestra começar, auditório lotado e fila para entrar, muita gente. É impossível negar o poder da TV.

Antes de mais nada, ele comentou algo que concordo. Acho empreendedorismo uma palavra muito pomposa, metida à besta. Para mim, o negócio é mais simples : “Botar para Fazer!”

Gostei muito da palestra. Não deu nenhuma fórmula mágica para o sucesso, mas foi uma boa sequência de toques que poderiam ser resumidos em: “Quer empreender? Então trabalhe, tente, ouse, se mexa!”

Nos próximos parágrafos, tentarei passar um pouco do que foi a palestra:

E o que ele tem a ver com empreendedorismo?

Ele começou a sua vida como empreendedor. Era aluno da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, mas aquela não era a praia dele. Trabalhou em rádios e foi dono de casas noturnas. Depois começou a sua vida na TV, saindo de um programa de 10 minutos na noite da TV Gazeta, passando pela Rede Bandeirantes até chegar na Globo.

E hoje, tudo que for negócio relacionado com conteúdo interessa para ele! Ele não sabe como será a TV no futuro, mas o bom conteúdo sempre terá o seu lugar.

Roube!

Gostou de algo? Roube! Leve para outro lugar!

A frase abaixo eu roubei da palestra dele e ele roubou de Paul Arden.

“Roube de qualquer lugar que resulte em inspiração ou incendeie sua imaginação. Devore filmes, músicas, livros, pinturas, poemas, fotos, conversas, sonhos, árvores, arquitetura, placas de rua, luz e sombras. Escolha para roubar apenas coisas que falem direto à sua alma. Se fizer isso, seu trabalho (e roubo) será autêntico. A autenticidade é inestimável. A originalidade não existe. Não se dê ao trabalho de ocultar seu roubo. Celebre-o se quiser. Lembre-se o que Jean Luc Godard disse: “Não importa de onde você tira as coisas – importa é para onde você as leva “

Roube e dê o crédito a quem você roubou!
Ele é da turma da fumaça!

Acho que ele até é amigo do Marcelo D2 e a turma do Planet Hemp, mas não era isso o que ele queria dizer. Mas sim que o que ele trabalha com criação, com idéias.E isto é bom e ruim:

  • Bônus: Inventa coisas, livre.
  • Ônus: Não deixará nada para seus filhos.

Na sequência da palestra ele mostrou alguns itens que são importantes para se obter sucesso:

Harmonia

Não carregue mágoas pessoais, minimize os atritos e saiba ouvir. Ninguém tá dizendo que será fácil, mas é necessário para que não diminua as suas possibilidades, feche portas. E tenha coragem de delegar para os outros, não tente fazer tudo sozinho!

Ele citou o seu próprio exemplo na Rede Globo. Os dois primeiros anos foram muito difíceis. Ele trouxe a sua própria equipe da Bandeirantes, eram vistos como um organismo estranho na Rede Globo. E eles não faziam nenhuma questão de se integrar.

Depois de 2 anos, um diretor muito antigo na Globo conversou francamente com ele: “Luciano, aqui na Globo você tem dois caminhos, para cima ou para fora, qual deles você quer?”. É claro que ele queria o primeiro. E este mesmo diretor o ajudou a utilizar melhor a máquina da Globo, se integrar e minimizar atritos.

Time

Saiba montar o seu time.

O Luciano Huck achava que fazia tudo melhor que todo mundo, mas com o tempo, foi vendo que não era bem assim. Ele citou algumas pessoas que compõe a equipe dele, gente em quem ele acredita. É necessário encontrarmos as pessoas que tem algo mais a oferecer e trazê-las para nosso time.

Entre os exemplos de talentos que ele trouxe para o time dele está o Kibe. Todo mundo que usa internet há algum tempo, já deve ter recebido algum e-mail com alguma piada criada pelo site KibeLoco.

Você pode até não ter gostado de todas, mas é inegável que são muito criativas, ácidas e sempre tratando de algum assunto do momento. Ele foi atrás para ver qual era a equipe do site e descobriu que tudo era feito por uma pessoa só, o Kibe. Ele contratou o cara, que é muito bom, e comprou o site.

Deu exemplo também de pessoas que se formaram e cresceram na própria equipe. Este é um modelo que acredito bastante: desenvolver a capacidade das pessoas!

Criatividade

Não é só magia! É fruto de treinamento e raciocínio.

É importante questionar os pontos de vista usuais, criar um bom grupo de discussão, trabalhar muito e ter acima de tudo bom senso.

Como exemplo de criatividade citou Steven Spielberg e o famoso caso da filmagem do Indiana Jones. Ele tinha o orçamento apertado para um filme grandioso. Em uma das maiores cenas do filme, ao ar alivre e com milhares de figurantes, um problema: Harisson Ford estava com sérios problemas estomacais, mal parava em pé! Não aguentaria a cenas de luta que estava prevista para ele! Veja como Spielberg resolveu:

Foco

Tenha foco!

Não quer dizer que você tenha que fazer uma coisa só de cada vez. Você até pode pensar em 20 coisas diferentes no mesmo dia, mas tenha foco cquando estiver fazendo cada uma delas. Quando é necessário fazer trabalho braçal e prático, é fundamental ter foco absoluto e prioridades.

O pensamento pode ir longe!

Para isto é preciso ter referências.

Referência é tudo. É muito importante você ter como referência pessoas que você admira e que foram importantes em sua vida. Ele citou como referências dele: Nizan Guanaes, Daniel Filho, Boni e Fred Wagner.

E coloque o que você pensa de pé!

O prazer de contar histórias

Existem formas e formas de se contar histórias. Ele mostrou o trailer nacional do Tropa de Elite e o trailer feito para divulgação lá fora. É possível sempre achar um ponto de vista diferente do que as pessoas normalmente têm. E isto que eles tentam no programa dele e que fazem muito bem no trailer americano.

Uns conselhos finais

  • Entregue mais do que esperam de você.
  • Não se limite ao mundo imbecil, ou melhor, só ao mundo que você conhece. Todas as pessoas têm história para contar.
  • O Terceiro Setor vai crescer muito, todas as empresas tem que cuidar de sua imagem. Ele tem o Instituto Criar e precisa de gente competente.

Foi uma palestra muito boa e valeu sair apressado do Scrum Gathering.

Nossas Impressões (André Pantalião e Rodrigo Ribeiro) – Falando em Java 2009

maio 25, 2009

Introdução

Neste  domingo, dia 24 de maio, acordamos cedo e perdemos a Fórmula 1(rs) por motivos nobres. Nós (André Pantalião, Rodrigo Ribeiro e Thiago Veiga) fomos ao Falando em Java 2009, evento organizado pela Caelum. O evento aconteceu no Espaço Hakka, localizado nas proximidades do metrô São Joaquim, com fácil acesso.

Report das palestras

Publicaremos posts com as nossas impressões sobre o evento:

Conclusão

Acredito que o evento tenha respondido as nossas expectativas, pois o conteúdo passado foi muito bom, fora o conhecimento dos palestrantes. O número de inscritos para esse ano, por volta de 500 pessoas, só resume o interesse da comunidade Java e a busca por novas tecnologias e know-how na área de atuação.

Pontos positivos

  • O pessoal do evento foi bastante prestativo;
  • 3 “coffee-breaks” de ótimo nível;
  • Sorteio de livros, canecas, camisas e um Nintendo Wii (!!!)para o público ( Rodrigo Ribeiro ganhou uma camisa da Red Hat 🙂 );

Pontos negativos

  • A cada fim de palestra era permitido a saída dos congressistas para um café. Com isso os congressistas perdiam o foco, criava-se aquela multidão e sempre havia um atraso adicional para o começo das apresentações;
  • Alguns palestrantes perderam o foco durante as apresentações, ou não conseguiram passar todo conteúdo presente nelas por falta de controle de tempo. Isso com certeza pode ser melhorado para o futuro.

Espero que vocês, caros leitores, possam apreciar a leitura das nossas impressões, coletadas durante o evento. Fiquem à vontade para comentar, criticar ou complementar.

Palestra: Abertura do Evento – Falando em Java 2009

maio 25, 2009

Abertura do Evento

Palestra apresentada por Fabio Kung e Sergio Lopes

Fabio Kung e Sergio Lopes abordaram o histórico do evento Falando em Java e sobre a história da Caelum.. O evento começou em 2007, com 210 pessoas. Em 2008 tinha 330 pessoas e neste ano a perspectiva era de 500 pessoas.

A Caelum começou com 2 pessoas em 2004 e hoje eles tem 60 pessoas. Falaram sobre a união da equipe, sobre vestir a camisa e sobre como a empresa funciona. Assim como na Voice, muitos dos funcionários da Caelum iniciaram sem saber programar, apresentando um bom avanço no crescimento profissional e pessoal.

Apresentaram alguns novos cursos ( a serem lançados ) como Lógica de Programação, TV Digital e criação de interfaces web com Adobe Flex.

Seguindo a linha de notícias da Caelum falaram sobre uma nova unidade em Brasília e uma atual no Rio de Janeiro. Haverá o lançamento de um livro sobre Arquitetura e Design de Software (previsão: NOV/2009); maiores informações em: arquiteturajava.com.br.

Confirmaram a ausência de Bill Burke no evento, porque ele não conseguiu tirar o visto para o Brasil, após 3 tentativas. A palestra do Bill foi substituída por uma palestra do Jim Webber.

Poderiam ter sido mais sucintos e ter a palestra um pouco mais organizada. Sei que é necessário fazer propaganda, mas foi meio cansativo.

Palestra: O profissional Java Efetivo – Falando em Java 2009

maio 25, 2009

O profissional Java Efetivo

Palestra ministrada por Paulo Silveira e Rafael Cosentino

Como adquirir conhecimento para ser um profissional de destaque?

Fizeram uma palestra que tentou ser engraçada. Tentaram criar uma história para embasar a apresentação, mas boa parte da platéia não “embarcou” junto com esta história.

Foram apresentados alguns problemas e apresentada a melhor solução para eles. A idéia era boa, mas no fim das contas, falou-se muito do personagem de exemplo: Nico. E o conteúdo foi pouco.

Como foi bem levantado por @lucastex no Twitter:

lucastex: #falandoemjava muito #nico e pouco conteudo na palestra… Sorry, deve ter mais sentido pra quem conhece o nico

Arquivo texto

A primeira solução proposta foi um arquivo texto com um formato específico para ser enviado aos fins de semana. Soluciona o problema de integração entre aplicações feitas em linguagens diferentes. Como é uma transferência de arquivo, usa-se TCP/IP+FTP+um formato específico para o arquivo texto.

Pontos positivos:

  • Simples;
  • Independente de plataforma;
  • Perfomance devido a pouco código escrito.

Pontos negativos:

  • Escalabilidade;
  • Segurança;
  • Manutenção.

Aprendizado: alternativa encontrada no trabalho. Solução “forçada” para a situação.

Integração utilizando protocolos binários

O exemplo dado foi de um sistema de cirugia/operação a distância (remota). Ao invés de usar WebServices (SOAP, XML, HTTP e TCP/IP), que pode resultar em lentidão, é melhor usar protocolos binários (UDP / TCP/IP).

Pontos positivos:

  • Performance.

Pontos negativos:

  • Manutenção;
  • Complexidade.

Aprendizado: Universidades, onde os professores forçam o conhecimento com performance.

Integração utilizando SOAP / WSDL

O foco foi criar uma solução que atendesse um sistema de integração de guias de saúde de pacientes no Brasil. Como o objetivo era padronizar, foi escolhido o SOAP/WSDL.

Pontos positivos:

  • Padronização;
  • XML;
  • HTTP;
  • Integridade;
  • Burocracia.

Pontos negativos:

Aprendizado: Comunidade Java (GUJ), fatos do cotidiano como padronização da Nota Fiscal Eletrônica Nacional (SOAP/WSDL).

Integração utilizando Mashup

O browser faz requisições a serviços diferentes e concentra em um local só.  Neste caso, para facilitar, ao invés do SOAP e XML, utilizamos algo mais simples, leve e fácil de ler. Pode ser aplicado para solucionar problema de localização de venda de comida (Chinese Food), centralizando as informações via Google Maps.

Pontos positivos:

  • Fácil de ler e debugar;
  • Simples;
  • Leve;
  • Mais pragmático;
  • no caso de JSON: browser é cliente.

Pontos negativos:

  • Falta formalização;
  • Estilos diferentes.

Integração por troca de mensagem

Pode ser aplicada no sistema de integração do Detran no Brasil. Havia antiga lenda que se você tomasse multa em outro estado que não fosse o de origem do seu carro a multa não chegaria para você pagar. A sugestão é a troca de mensagens com centralização.

Pontos positivos:

Pontos negativos:

  • Performance;
  • Complexidade.

Aprendizado: literatura (Livros técnicos, “bíblias”).

Conclusão

Existem várias formas de adquirir conhecimento portanto é necessário estar “antenado” a tudo o que se passa e a comunidade é onde você pode ter acesso a diversos tipos de informação.

Palestra: Seam e Web Beans – Falando em Java 2009

maio 25, 2009

Jboss Seam e Web Beans

Palestra ministrada por Alessandro Lazarotti (Red Hat) e Ricardo Nakamura (Caelum)

Alessandro e Ricardo mostraram como o Jboss Seam e WebBeans se relacionam entre si e qual o futuro de ambos. Foi usado, como exemplo, a rotina diária do Ricardo Nakamura.

O assunto pode até não ser novo, mas fizeram a apresentação com muita competência. O Ricardo foi engraçado e apresentou o que se propôs. Fez também uma conceituação legal de inversão de dependência. O problema foi a falta do controle de tempo, que impediu que todo conteúdo previsto fosse passado.

A parte de conceituação do ricardo foi muito boa!

Ele usou como exemplo a sua rotina diária:

Processo Normal:

  • Acorda
  • Vai ao banheiro
  • Troca de Roupa
  • Vai comprar pão
  • Toma café da manhã
  • Sai para trabalhar

Sair para comprar pão, para ele, é um processo muito chato. Ao invés de comprar pão, ele queria uma solução um pouco melhor. As alternativas seriam:

  • Sair de casa e comprar o pão
  • O pão ser entregue em casa
  • Comer para quê?

Inversão de controle

Ir comprar o pão é ruim. Porque não inverter o controle ? Mas o que vai ser invertido? Vou fazer o pão? o pão vai me comprar ? A frase não está clara.

Que aspecto do controle está sendo invertido?

Recursos, dependências de alguém (algo). O pão para mim é muito importante. Então teremos que fazer injeção de dependências (DI): o pão será injetado na casa.

Existem alguns frameworks, muito falados, que fazem a injeçào de dependência, como o Spring, Pico Container, Guice e outros.

Expandindo a idéia

Quero também receber água em casa. Como fazer isso?

  • Ligar na fornecedora, verificar se entregam em casa, combinar pagamento.
  • Avisar portaria e empregada.

Estes passos se repetiriam para outros itens que eu desejasse receber em casa. Não seria bom se esta configuração fosse sempre padronizada ?

É preciso haver padronização com frameworks, recursos e configurações. Logo, foi criada a especificação JSR 299 (Contexts and Dependency Injection for java EE), que padroniza a injeção de dependências e gerenciamento do ciclo de vida contextual.

A especificação (CDI)então tomou forma e está próxima de sua proposta final. Mas, qual a implementação de referência da CDI (especificação JSR 299)?

Web Beans é a implementação de referência. Mas então o que é o Seam Framework?

Ele surgiu junto com a especificação, mas não tem vínculo com a especificação. A especificação nasceu com base no Seam. O Seam foi a inspiração. No futuro, o Web Beans será o core do JBoss Seam.

Web Beans

Mostou um pouco de código, baseado no exemplo da entrega de pão em casa.

  • Mostrou o funcionamento do WebBeans com Java SE.
  • Depois com JSF.

Seam

Muito do que foi mostrado é igual ao Web Beans. Mas o Seam não é só isso. Ele suporta muitas outras funcionalidades. É uma plataforma muito grande de integração, para que você não tenha que ter diversos frameworks de integração.

Mostrou exemplos de uso do Seam na apresentação, tais como: envio fácil de e-mail, extensões para o JSF, annotations, expressions language, etc.

Seam 3

As novidades serão:

  • Web Beans como engine;
  • Integrador de diversas tecnologias;
  • Ferramentas de utilidade: plugins, seam-gen, maven;

A mensagem final foi: o Seam não é anarquia, não força você a escrever o projeto da forma dele.

Scrum Gathering – Os desafios de escalar Scrum

maio 25, 2009

Palestra de Danilo Bardusco – Globo.com, a apresentação está disponível no SlideShare. Já havia assistido uma palestra dele e novamente foi muito competente e direto no assunto que tratava. Passando experiência de utilização e conceitos do Scrum na mesma palestra.

Antes de começar é bom saber, escalar desenvolvimento ágil é a única coisa que você deve fazer. Comece simples! A velocidade de decisão tem que ser rápida e menos pessoas decidem mais rápido.

Danilo Bardusco

Danilo Bardusco

O Scrum é auto-escalável, ele contém todos os elementos necessários para lidar com a complexidade. E para uma adoção de Scrum ser boa, ela não deve ter um único responsável, ela vai acontecendo gradualmente baseada em resultado.

De acordo com Ken Schwabber:

Scrum precisa de gerenciamento inteligente e mão na massa

Como é na Globo.com?

Na Globo.com existem dois cenários: um com equipes que trabalham independentes umas das outras e outro cenário com equipes diferentes que trabalham em um mesmo projeto.

Ao iniciar a adoção do Scrum, 7 departamentos foram transformados em 17 times Scrum. E uma lição que saiu desta adoção foi que quando se está transformando, é preciso mostrar para as pessoas porque será melhor. Ao escalar o Scrum em equipes independentes é importante lembrar de:

  • Simplicidade: é a arte de maximizar a quantidade de trabalho não feita. Se não tem certeza de que algo é necessário, não escreva o código.
  • Iterações: Ser simples significa ser incremental. O Scrum exige que você pense como uma artista, vá refinando a sua obra, vá refinando a sua idéia sobre o que deseja fazer. E você irá parar quando achar que já tem o suficiente. (Em sua apresentação ele utilizou um slide bem bacana, ilustrando esta diferença mostrando um quadro da Monalisa). Se você tem 3 dias para fazer um cadastro de clientes, faça o melhor cadastro possível em 3 dias, faça algo entregável.
  • Cliente e/ou usuário colaborando: Isto é difícil em empresas maiores. Não é para escolher nada do cliente.
  • Kaizen Mind: senso de urgência. Fazer as coisas de forma melhor.
  • Ambiente de confiança e aprendizado.Para aprender é preciso errar. As pessoas não se sentem confortáveis de apontar onde está errado. A principal coisa que gera confiançaé entregar software funcionando.
  • Entregar software funcionando a cada sprint: mesmo que seja pouco, você vai melhorando e corrigindo. Eles tinha dois problemas maiores para entregar software funcionando. Os times não eram 100% autônomos e a alta direção não se sente confortável de por algo que não está ainda pronto. Alguém pode copiar a idéia ou causar má impressão. Mas viram que é mais competitivo entregar antes do que ficar planejando.

Ao Implantar Scrum é importante saber que o Scrum não é fácil.

Escalando Scrum

No desenvolvimento da nova plataforma de gerenciamento começaram com 1 time em 12 sprints. As coisas não estavam indo bem, era preciso ser mais rápido. A direção colocou 6 times à disposição do projeto. Mesmo sabendo que 9 mães teriam um filho em um mês, eles começaram a escalar o Scrum.

  • Os times foram replicados: uma pessoa do time original foi colocada em cada um dos novos times.
  • O Product Owner original virou o Product Owner do Backlog geral.

Estes times tinham:

  • Sprint sincronizado.
  • Plannings individuais.
  • Daily meetings no mesmo horário, às 09:30.
  • Daily Scrum of Scrums às 09:50.
  • O Review é feito no auditório com todos.

Velocidade dos times

Algo que eles aprenderem neste projeto foi que é importante achar a velocidade local de um time antes de distribuir para outros times. É importante sentir se o time está desempenhando da forma que o projeto precisa antes de distribuir.

A arquitetura estava ruim, muito difícil de desenvolver. Outras coisas que aprenderam foi:

  • Integre os projetos ao menos uma vez por dia. Se a equipe demorar muito para fazer o Merge, corre o risco de ter muito retrabalho.
  • Cuidado com a automação de testes, evite gerar uma manutenção difícil. Eles gravavam muitos testes de web e depois tinham que regravar muita coisa. O mesmo cuidado que você tem com o código, deve ter com o teste.

Coordenação entre os times

É fundamental que as pessoas se falem, daily meetings e sincronismo entre os Product Owners. É preciso isolar uma user story de outra.Além disso, para facilitar a coordenação é importante não paralelizar trabalho, que nos dá os seguinte benefícios:

  • Diminui o estoque de produtos não acabados.
  • Ajuda na auto-gestão.
  • Regula o tamanho da equipe: não vai ter story para que 15 pessoas trabalhem na mesma.
  • Tira o time da zona de conforto.

Fez uma pequena observação: eles fazem reuniões semanais entre os especialistas de uma área que estão espalhados pelos times, (por exemplo designers), para que troquem experiências.

Seja preguiçoso

  • Só faça o absolutamente necessário para a meta.
  • Não reinvente a roda.
  • Simplifique.
  • Automatize depois que fizer algo, automatize tudo!

Ao fim das palestras, Danilo disse que a Globo.com é uma boa prova que se pode fazer software de qualidade sem burocracia.

Apresentação no SlideShare

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