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Alias – “enganando” o Ubuntu

dezembro 13, 2009

Há pouco tempo atrás, descobri que podemos criar alias para executar comandos no terminal, ou seja, um atalho. Uma funcionalidade muito útil, e que torna a interação mais produtiva ainda no Linux.

Neste breve tutorial, irei explicar um pouco sobre essa funcionalidade, e utilizarei exemplos, testados no Ubuntu 9.10.

O que é o Alias?

alias é um comando capaz de criar um atalho customizado para um outro comando, geralmente utilizado para facilitar a interação.

Um exemplo clássico, é o comando ls, que na verdade é um atalho para ls –color.

Como usar?

O comando alias tem a seguinte sintaxe:

alias [-p] [name[=value] …]

Alguns exemplos de uso:

alias home=’cd /home/seu_usuário/’

alias servidor=’ssh root@192.168.0.100′

alias update=’sudo apt-get update’

alias fstab=’vim /etc/fstab’

Como vocês puderam perceber, a criação de alias permite fazer muita coisa, de uma maneira muito mais simples e rápida. Eu mostrei apenas alguns exemplos, como: acessar um diretório, acessar um servidor via ssh, atualizar o SO e editar um arquivo.

alias é uma funcionalidade útil para qualquer tipo de usuário, desde o usuário comum até um sysadmin. E para aqueles aficionados em atalhos, é interessante criar padrões para o nome do alias, para você não se perder, como por exemplo:

  • Acessar diretório: [nome da pasta a ser acessada]dir
    • musicasdir;
    • homedir.
  • Acessar servidores: [nome do servidor ou servidor do que ele é]server
    • webserver;
    • fuscaserver.

[Início Atualização 17/12/09]

Um padrão bem melhor, é o apresentado pelo Antonio, nos comentários:

Eu prefiro utilizar uma string que classificar o tipo de alias como prefixo do alias, exemplo:
~$: server.fusquinha
~$: dir.home

Uso assim pois desta forma fica fácil de ver os alias de mesma categoria no memento que vou utilizar pois a tecla tab faz o autocomplete, assim eu digito “server. + tab + tab” e o bash me lista todos os alias com o prefixo server.

Isto é só uma forma diferente de organizar os alias.

[Fim Atualização 17/12/09]

Para fechar o post, algo muito importante, como deixar permanente os alias criados, pois da forma que estamos criando, direto no terminal, eles durarão até a sessão ser encerrada.

No Ubuntu, eu descobri duas maneiras de fazer isso, uma porca e a outra certa. Então vamos primeiro ver a maneira porca, que  irá ajudar a descobrir a maneira certa.

Adicionar os alias no final (ou em qualquer parte, para ser de uma forma mais porca ainda) do arquivo bashrc (aliás, é nele que está o alias ls):

vim ~/.bashrc

E se você der uma olhada no arquivo, ele explica a maneira certa de adicionar os seus alias:

# Alias definitions.

# You may want to put all your additions into a separate file like

# ~/.bash_aliases, instead of adding them here directly.

Então agora que sabemos como é a maneira certa. vamos fazer:

touch ~/.bash_aliases (para criar o arquivo bash_aliases)

vim ~/.bash_aliases (agora é só colocar os seus alias nesse arquivo)

Depois de salvar o arquivo bash_aliases com os seus alias, basta reiniciar a sua sessão (reiniciando a sua máquina ou fazendo logout), que você já poderá utilizar os alias criados. 😀

E caso você tenha esquecido o nome completo de algum alias, você pode usar o tab (para completar), e se você esqueceu totalmente o nome do alias, é só executar o comando alias -p no terminal, para que serão listados todos os alias que o seu usuário pode usar. 😉

Notas:

Tutorial testado no Ubuntu 9.10.

Eu e o pinguim

dezembro 12, 2009

Neste post irei falar um pouco sobre a minha experiência e impressões sobre o sistema operacional Linux. Não serei nem um pouco técnico, até porque esse post é mais uma reflexão do que uma análise.

As pessoas que me conhecem, sabem que eu não sou um fanático pelo SO que tem como mascote o pinguim Tux. Também não sou um grande entusiasta do Linux, mas então qual seria a minha relação com o Linux? Acredito que no momento, sou um simples consumidor, e como todo bom consumidor sou bem crítico. 🙂

Antes, acho que é interessante, contar a minha história com o Linux, será  bem resumida:

  • O meu primeiro contato foi na faculdade, se não me engano, no terceiro semestre (no começo de 2007). Eu era totalmente leigo em Linux, e achava estranho utilizá-lo por linha de comando;
  • Ah.. na verdade o meu primeiro contato, foi quando eu usava os computadores públicos na Semasa, no centro de Santo André, mas acho que nem conta, como primeiro contato (rs), pois eu nem sabia o que era Linux (rs), só sabia que aquele SO era diferente (rs);
  • Depois aqui na Voice Technology tive um curto contato com o Linux, quando nós tivemos que fazer um teste de um script, e o ambiente de produção no qual o script era rodado era em Linux, mas precisamente a distribuição Fedora, então tive que instalar, e relembrar o que tinha aprendido na faculdade e também foi uma boa oportunidade para aprender coisas novas, como o gerenciador de tarefas agendadas crontab.
  • E por fim, veio o projeto Basix, e aí não teve jeito, foi a primeira vez que usei o Linux instalado na minha máquina mesmo, nada de máquina virtual. E a partir daí, que eu virei realmente um “consumidor” Linux. 😉

Muita coisa mudou desde 2007 até hoje, acho que posso dizer que hoje, os usuários e os profissionais de TI estão muito mais abertos a novas tecnologias, principalmente as soluções open-source.

Durante o tempo que trabalhei no projeto Basix, pude perceber o poder do Linux, e hoje, realmente acredito que ele é o futuro, e quando digo futuro, é o futuro no mundo desktop, pois em servidores o Linux já é realidade e DOMINA.

Momento caranguejo

Ao comprar o notebook, instalei o Windows XP e o Ubuntu 9.04, aí usava o Ubuntu no trabalho, e o Windows em casa, mas por causa do jogos que não rodam no Ubuntu.

O momento caranguejo, foi ao instalar o Windows 7 e tirar o Ubuntu. Confesso que gostei bastante do Windows 7, ele traz boas melhoras na usabilidade, mas ainda tinha que de vez em quando, apertar ctrl+alt+del para matar algum processo que estava travado. A instalação do Windows 7 ocorreu já quando tinha ido para outro projeto, e nesse ainda estamos definindo qual será o SO, a ser utilizado, então ainda estamos fazendo testes em Windows e Linux, mas acredito que no final iremos utilizar o Linux mesmo. 🙂

E uma das coisas que mais me incomodava no Windows 7 era ter que usar o putty, tanto que eu preferia subir uma máquina virtual com o Ubuntu, só para acessar os nossos servidores via ssh. Além disso, como os usuários de Windows sabem muito bem, esse é um mundo limitado e perigoso, usar anti-vírus também é algo muito ultrapassado (rs). No Windows, o usuário é protegido para não fazer nenhuma ação que possa ocasionar em danos no SO, o Windows é voltado para usuários comuns, e usuários que utilizam as tecnologias da Microsoft, e não era essa a minha realidade, eu não uso do Visual Studio, ou o SQL Server, todos os programas que eu uso, tem uma versão para Linux, exceto o Microsoft Office e o Fireworks, mas para esses eu posso usar uma máquina virtual. 🙂

Eu até comentei no twitter, que: ao usar o Windows eu sinto, q dei um passo para trás uahua … mas p/ trabalhar tem q ser o pinguim

Então, tomei uma decisão, instalar o Ubuntu 9.10 e “tacar fogo” no Windows 7, e fui que eu fiz. 🙂

O que mudou

Hoje me sinto muito mais a vontade usando o Ubuntu do que o Windows, e isso tanto no trabalho quanto em casa.

Abaixo, cito algumas vantagens e desvantagens do uso do Linux, para mim:

  • Vantagens
    • Você não se preocupa com vírus;
    • Com o tempo o seu SO não perde performance;
    • Os aplicativos também travam, mas dificilmente irá travar todo o seu SO;
    • Conhecimento, a cada dia você aprende algo novo usando Linux,;
    • Conexão remota com servidores de forma leve e estável via ssh;
    • Há distribuições que oferecem uma excelente usabilidade;
    • Há aplicações muito boas, exemplos: geditvimRhythmbox, crontab, etc;
    • Você tem total controle sob o seu SO;
    • Não “perco” tempo jogando;
    • Você não precisa gastar um centavo para usá-lo e muito menos ter que utilizar seriais.
  • Desvantagens
    • Nem todas as aplicações foram devidamente testadas, na distribuição que você usa;
    • Há distribuições demais, lógico que há o lado bom e ruim disso, mas eu acho que isso prejudica a adoção do Linux;
    • As versões ficam obsoletas em um curto espaço de tempo, comparado ao Windows;
    • Atualizar a sua versão pelo próprio apt-get, geralmente, faz com que algo pare de funcionar ou tenha um comportamento estranho;
    • Drivers ainda é um problema, e depende muito da sua “sorte” e do fabricante do seu PC/note/net, para mim não foi um grande problema, pois só faltou o driver do leitor óptico (o que não faz muita diferença).

Reflexões finais

Você não precisa usar o SO X porque fulano recomenda, ou porque a maioria das pessoas usam, você tem que usar o SO que melhor atenda as suas necessidades, e esse é um dos fatores que faz que o Windows ainda domine os desktops e o Linux domine os servidores. O Windows muitas vezes já vem de fábrica (eu mesmo comprei um Windows Vista sem querer, venda casada do caramba), e há muitos usuários que apenas usam o computador para tarefas básicas, e por isso eles não vão se dar ao trabalho de instalar um outro SO, e muito menos de aprender comandos.

E para usar Linux, você tem que ter em mente, que você irá sofrer, errar, mas você irá aprender e adquirir muito mais conhecimento do que se você usasse o Windows.

E em breve eu acredito que esse post ficará ultrapassado, pois cada vez mais o nosso “desktop” está na nuvem, eu mesmo mal uso o Open Office, até porque prefiro muito mais o Office, e uso o Google Docs.

Por fim, o que eu quero deixar claro é que você não deve ser um torcedor roxo de uma distribuição ou empresa, pois isso causa uma cegueira incrível. O Windows 7 é um SO muito bom, há muitas distribuições excelentes Linux, recomendo o Ubuntu. Portanto, experimente, até porque, no mínimo você irá ganhar uma opinião em relação aquele SO, e não ficará indo na onda das pessoas, e poderá se surpreender, assim como eu me surpreendi com o Linux. 😀