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Mobicents: Visão Geral – parte 1

março 8, 2010

Aqui iniciamos o primeiro episódio da série de posts sobre o Mobicents. Inaugurando mais um projeto da equipe do Ensinar, formada por profissionais e ex-profissionais da Voice Technology. Nos primeiros artigos da série, iremos dar uma visão geral sobre o Mobicents. E mais uma vez contamos com a participação de vocês, leitores (as), para poder nos dá o feedback da série, fazendo sugestões, críticas, elogios, perguntas, etc. 🙂

Preparem a pipoca, pois o Ensinar Séries começa agora!

Contextualização

No mundo de desenvolvimento de sistemas, existem plataformas de desenvolvimento, cuja existência é voltada para facilitar e prover funcionalidades para que o desenvolvedor possa desenvolver o seu software.

Falando metaforicamente, poderíamos pensar que a plataforma seria como um escritório, por exemplo: um escritório de advocacia é onde advogados exercem as suas funções, e esse tem características diferentes de um escritório de uma empresa de TI.

Analisando melhor a metáfora, percebemos que cada escritório é voltado para um público específico, afinal cada escritório precisa atender as necessidades de quem o utiliza. E uma plataforma de desenvolvimento também é voltada para um público específico.

No caso do Mobicents, ele é voltado para desenvolvedores Java, que objetivam desenvolver soluções para a área de Telecomunicações, possibilitando desenvolver aplicações que tire proveito de diversos protocolos de comunicações, tais como: SIP, MGCP, JABBER, SS7, SMPP, etc. (aqui entra em cartaz a sopa de letrinhas da área de telecom). Apesar de todos os protocolos suportados, uma das maiores aplicações é o desenvolvimento de aplicações VoIP. Quem trabalha ou já teve contato com o mundo de desenvolvimento de sistemas VoIP, deve saber que desenvolver um sistema VoIP não é uma missão tão simples assim. E um dos motivos para isso é que não temos uma plataforma “padrão”/largamente utilizada, aliás, até pouco tempo atrás, nem existia uma plataforma voltada para o desenvolvimento de aplicações VoIP.

Percebendo essa necessidade e a expansão do mercado VoIP, a Redhat adquiriu um projeto iniciado por um pessoal  da Portugal Telecom,  o Mobicents.

O Mobicents é para desenvolvedores. Não tem tanta coisa pronta como no Asterisk, mas é muito melhor do que você começar a desenvolver um servidor SIP do zero. Além disso, ele parece ter sido muito bem feito.

O que é o Mobicents?

Como foi dito anteriormente o Mobicents é uma plataforma para o desenvolvimento de soluções para a área de Telecomunicações, mais precisamente para a área de telefonia VoIP.

O Mobicents é a primeira e única plataforma VoIP Open Source certificada para JSLEE 1.1 e SIP Servlets 1.1. Ele fornece um modelo de componente e um ambiente de execução robusto para as aplicações de Telecom, permitindo o desenvolvimento de aplicações de voz, vídeo e dados.

Ele traz consigo vários outros subprojetos:

  • Um servidor totalmente certificado e compátivel com o JSLEE. Ele ainda implementa algumas das funcionalidades propostas no JAIN SLEE 1.1;
  • Mobicents Sip Servlets, que implementa a JSR-289. O Mobicents Sip Servlets também disponível para ser utilizado a parte, nesta caso usando o servidor de aplicações JBoss ou o Apache Tomcat;
  • Mobicents Media Server,  que suporta tocar media, gravar e conferência em tempo real utilizando o protocolo RTP;
  • Presence Server e outros componentes reutilizáveis para facilitar o desenvolvimento de aplicações.

O primeiro episódio encerra aqui. Não se assuste com tantas siglas, iremos ao longo da série comentar sobre algumas, embora esse não seja o foco. Portanto, se quiser saber mais, acesse os links. 😀

Esta sequência de posts visa mostrar justamente o que o Mobicents é. Será criado um grupo de estudo para produzirmos conteúdo associado ao Mobicents até o dia 15 de abril.

Se nossa meta de conteúdo for cumprida, teremos uma comemoração no Hopi Hari para aqueles que colaborarem na criação do conteúdo.

Participe! Envie e-mail para ensinar@googlegroups.com, dizendo que deseja participar.

Autores:

André Pantalião

Antonio Anderson Souza

Fabrício Ferrari de Campos

Revisado por:

Rodrigo Ribeiro

Fonte:

http://www.mobicents.org/products.html

http://en.wikipedia.org/wiki/Mobicents

VVoIP (Voice and Video Over IP)

fevereiro 12, 2010

Introdução

Vou tomar a liberdade de me arriscar falando sobre algo que estou aprendendo, portanto caso tenha escrito alguma besteira, por favor deixe um comentário sobre o fato.  Venho trabalhando e um projeto de IVVR e estou estudando a comunicação VOIP com vídeo e videoconferência utilizando Asterisk 1.6 com diversos codecs.
A comunicação por vídeo-chamada está começando a tomar um novo rumo, com a melhoria da infra estrutura e novas tecnologias de compressão de dados, mantendo uma melhor qualidade de som e imagem possível.

Qualidade de imagem

No projeto em que estamos trabalhando esse é um fator muito importante, a compressão não pode prejudicar muito a qualidade da imagem nem o sincronismo dos quadros. Isto pode parecer um obstáculo para a transmissão de mídias pelas redes, mas é possível minimizar os problemas aplicando os estudos de Qualidade de Serviço.

Para que o video seja transmitido é necessário a sua compactação para economia de espaço da banda e o codec realiza a codificação e a decodificação. O aprimoramento dos padrões de compactação nos quais um codec se baseia proporciona maior qualidade de vídeo usando a mesma largura de banda de antes.

Padrões H (codecs)

CoDec é o acrônimo de Codificador/Decodificador, dispositivo de hardware ou software que codifica/decodifica sinais.

A União Internacional de Telecomunicações (ITU) é responsável por coordenar padronizações relacionadas a telecomunicações, os padrões iniciando com a letra H são padrões para codificação de video, sendo  do H.260 até H279 denominados coding of moving video.

H.261 – Video codec for audiovisual services at p x 64 kbit/s

Codec publicado como primeiro esforço para padronização de video digital e focado inicialmente em compressão de video digital priorizando aplicações de telefonia, suportando os tamanhos de video frame : CIF e QCIF

H.263 – Video coding for low bit rate communication

Padrão baseado no H.261, com uma performance de compressão aperfeiçoada permite que o video tenha diversas taxas apenas restrições impostas pela rede. Assim como o H.261 gera dados do tipo CIF e seus derivados sub-QCIF, QCIF, 4CIF e 16CIF

H.264 – Advanced video coding for generic audiovisual services

Este padrão oferece uma tecnologia de compactação avançada com uma experiência de vídeo superior a uma baixa taxa de bits.  Não há uma característica que se destaque isoladamente – todas as novas características trazem pequenas melhorias que, conjuntamente, provêm um grande impacto na taxa-distorção do H.264 relativamente a seus antecessores.

H.265

Já existe previsão, provavelmente para depois de 2010, para a criação de um novo padrão, o H.265, visando reduzir a taxa de bits pela metade (mantendo a mesma qualidade do H.264).

Cronologia do desenvolvimento dos diversos padrões de compressão de vídeo, apresentados isoladamente pelos órgãos ITU-T e MPEG, ou em um esforço conjunto de ambos [5].

Alguns protocolos

RTP – Real Time Protocol

É um protocolo utilizado para o transporte de mídias contínuas de tempo real em uma conexão ponto a ponto, como áudio, vídeo ou dados de uma simulação.

Este protocolo não reserva recursos nem garante qualidade de serviço (QoS), porém é freqüentemente utilizado em paralelo com o RTCP (RTP Control Protocol) permitindo que tenha uma certa monitoração da comunicação.

Diferentes tipos de mídia serão enviados em diferentes sessões de RTP mesmo que façam parte da mesma comunicação. Por exemplo, em uma videoconferência são transmitidos dois tipos de mídia (áudio e vídeo), os pacotes de áudio serão transmitidos por uma sessão RTP enquanto os pacotes contendo as imagens serão transmitidas por uma sessão RTP completamente diferente e independente.

RTCP  – Real Time Control Protocol

O protocolo de controle RTP é baseado na transmissão periódica de pacotes de controle para todos os participantes da sessão, usando o mesmo mecanismo de distribuição dos pacotes de dados.

Provê um retorno da qualidade do serviço (QoS) da distribuição de dados, alem de carregar o identificador do nível de transporte chamado CNAME para associar múltiplos fluxos de dados de um determinado participante num conjunto de sessões RTP, para sincronizar audio e video, por exemplo.

RTSP – Real Time Streaming Protocol

Um protocolo de aplicação desenvolvido pela IETF para o controle na transferência de dados com propriedades de tempo real, estabelecer e controlar um único ou vários streams sincronizados de mídias contínuas.

Um servidor streaming é o Darwin Streaming Server (DSS) que é o primeiro open source RTP/RTSP servidor de streaming.

Qualidade de Serviço (QoS)

QoS são mecanismos utilizados na rede para garantir que aplicações criticas como Voip tenham um bom desempenho com banda garantida.

Com uma banda de 128 kbps é possível transmitir vídeo e som de modo que o vídeo tenha 15 quadros por segundo e o áudio tenha qualidade próxima ao da conversa telefônica, mas 15 quadros por segundo está abaixo dos requerimentos humanos e o áudio com qualidade de conversa telefônica não seria aconselhável caso houvesse algo além de fala em seu conteúdo.

Estudos revelam que um vídeo com movimentos naturais e para preencher uma tela inteira, após compactação, ainda necessitaria 384 kbps para ser transmitido.

Uma pequena perda pode ser tolerável se a informação necessária chegar ao destino. No entanto se as perdas prejudicarem a compreensão dos dados estas se tornam inaceitáveis. É preciso estipular-se um limite máximo para estas perdas dependendo da aplicação e assegurar que este não seja ultrapassado.

A implementação de QoS se torna indispensável numa rede voip com video, ainda mais quando o vídeo se torna tão importante quanto a voz na comunicação.

Referencias :

[5] J. Golston and A. Rao, Video Compression: System Trade-Offs with H.264, VC-1 and Other Advanced CODECs, white paper, Texas Instruments, Aug. 2006.

http://www.divx.com/pt-br/technologies/h264

http://www.gta.ufrj.br/grad/01_2/vidconf/rtcp.html

Formspring: Porque mesmo com a banda larga o VoIP não se compara a qualidade da telefonia convencional?

fevereiro 2, 2010

Pensando em qualidade de Voz na internet, largura de banda não é o principal fator, pelo simples motivo de uma chamada sem compactação alguma de voz consome apenas 80kbps, com compactação pode chegar a consumir menos de 30kbps.

O principal fator para ter uma boa qualidade de Audio é a estabilidade da conexão, em termos mais técnicos é o tal do Jitter, a Voz não aceita grandes variações na velocidade de transmissão dos pacotes, não dá para um pacote chegar em 20ms, outro em 100ms, outro em 30ms, outro em 500ms, e assim por diante.

A Internet no Brasil tem melhorado muito mas ainda tem muito a melhorar em termos de estabilidade.

Em resumo para a Voz Sobre IP é melhor ter um link com menos banda estável, do que um bombado instável.

Pergunta feita de forma anônima via Formspring, o que você está esperando  Pergunta aí!

Ensina aí VoIP

agosto 24, 2009

Dando continuidade a os cursos do Ensina Aí temos grande prazer de divulgar o tão esperado cursos de VoIP, abaixo segue os detalhes do curso:

Inscrição: por e-mail (ensinaai@voicetechnology.com.br).

Valor: gratuito.

Data: 31 de Agosto, 02, e 04 de Setembro das 18:30 às 21:30.

Carga horária: 9 horas.

Local: Voice Technology – Rua Líbero Badaró, 293 – cj. 30 A Centro – São Paulo (Edifício Conde de Prates).

Público Alvo: interessados em VoIP

Total de vagas: 15.

Instrutor: Antonio Anderson Souza

Conteúdo programático:

  • Introdução a voz sobre IP
  • Tendencias no mercado de Voz sobre IP
  • A telefonia convencional PSTN
    • Evolução da telefonia convencional
    • PSTN vs. VoIP
  • Protocolos VoIP
    • H323
    • SIP
    • RTP
    • Codecs
  • Casos de uso
    • Corporativo IP PBX Interno
    • Corporativo Hosted PBX
    • Carrier SIP Softswitch
    • Carrier Media/Application Server
    • Carrie IP Centrex
  • Elementos de uma rede SIP
    • User Agent Client
    • User Agent Server
    • Proxy
    • Registrar
    • Redirect Server
    • Back to Back User Agent
  • Protocolo SIP
    • Estrutura
    • Transações
    • Dialogos
    • User Agents
    • Cenários de sinalização
    • Principais RFC’s

Com que frequência irá ocorrer esse curso?

Irá depender de dois fatores: o feedback recebido nesta primeira realização e a procura pelo curso.

Não poderei participar dessa vez, poderei participar na próxima?

Claro! Aliás, aqueles que não podem participar desta primeira realização, por favor envie o e-mail demonstrando o interesse, pois assim será mais fácil de montar a segunda turma.

O curso será sempre o mesmo, ou haverá cursos mais avançados/específicos?

Novamente dependerá da procura pelo curso. Se você quiser sugerir algum assunto a ser abordado, sinta-se à vontade em comunicar. Assim, se várias pessoas sugerirem o mesmo assunto ou parecido, a probabilidade de ser realizar o curso é maior. Logicamente, que dependendo do conhecimento do ensinador, não vai me pedir um curso de culinária mexicana. (rsrs)

Tenho outras dúvidas, o que faço?

Envie um e-mail para ensinaai@voicetechnology.com.br com a tag [DÚVIDAS].

Faq copiado do QualidadeBR.

Palestras Propostas no FISL10

abril 22, 2009

Para a 10a. edição do Fórum Internacional de Software Livre (FISL10), que ocorrerá no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre, de 24 a 27 de Julho de 2009, a Voice Technology submeteu 3 propostas de palestras:

  • Testes de performance em plataformas SIP utilizando SIPP
    Visão geral sobre o processo de testes explicando seu objetivo, etapas, aspectos importantes deste tipo de testes, propondo um modelo deste processo para a execução de testes de performance em plataforma de telefonia IP. Mostra ferramentas OpenSource para testes, como o o Sipp e abordar as dificuldades normalmente encontradas neste processo
  • SIP Proxy em Cluster Utilizando IPVS e Keepalived
    Esta palestra irá abordar tópicos práticos e conceituais para a construção de uma solução de SIP proxy de alta disponibilidade utilizando Keepalived, IPVS e OpenSER (formalmente OpenSIPS e Kamailio).
  • Abertura de Código Fonte: Plug-in SIP para JMeter
    Encontrar a ferramenta correta para os testes é sempre uma passo importante no desenvolvimento do sistema. Por isso, estamos compartilhando com a comunidade nosso plug-in SIP para o Jmeter, para que possa ser mais uma opção na tarefa de eliminar bugs do sistema.

As propostas aceitas serão divulgadas até o dia 25 de Maio. Vamos torcer para que alguma, e porque não algumas ou até todas ;), de nossas palestras sejam aceitas.

De qualquer forma estaremos muito bem representados no evento com nossa pequena caravana!