Minhas impressões – OpenTDC 2009 – 17-05-09

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Amigos e leitores,

Vou escrever por meio deste post as minhas impressões do OpenTDC 2009, evento ocorrido no dia 17-05-09 na Universidade Anhembi Morumbi, local que está virando ponto de referência para os eventos organizados pela Globalcode. O evento foi voltado para desenvolvedores e entusiastas do Open Source e das tecnologias Java.

NOTA: Desculpem-me mais uma vez pela demora de publicação das informações (quase um mês…rs. E o mesmo se aplicará para a publicação das impressões do evento “Java@TVDigital“).

NOTA 2: Também postado no blog Templário da Tecnologia.

Panorma Geral

OpenTDC 2009

Presenciei o OpenTDC desse ano juntamente com o colega de empresa Joemir Luchetta, que também esteve no evento do ano passado. É importante ressaltar que o evento foi gratuito (como o evento Java@TV Digital ), com sorteio de muitos brindes e coffee-break. A presença de palestrantes que eu já havia visto apresentar trabalhos me deixou seguro de que o evento seria em bom nível. E não foi diferente: palestras claras, algumas com conteúdo bem técnico, outras não, e interação dos palestrantes com o público fizeram do evento um sucesso. Abaixo irei passar os pontos mais importantes dos temas abordados nas palestras. Espero que gostem.

Palestras

Abertura: Java, Open Source e a Comunidade – Yara Senger e Bruno Souza

Abertura: Java, Open Source e a Comunidade - Yara Senger e Bruno Souza

Como de praxe nos eventos organizados pela Globalcode, Yara Senger fez a vez na abertura do evento, expondo os dados relacionados a comunidade Java ( JUG’s, SOUJava, divulgação e participação em eventos e número de profissionais ). Citou também os novos canais da Globalcode, Open4Education e do evento no twitter, por onde irão circular depoimentos e promoções relâmpago relacionadas a cursos da instituição, além de anúncios de novos eventos.

Após isso adentrou ao palco Bruno Souza, o “Java Man“, trazendo uma visão do que é o Open Source, baseada em sua larga experiência com o “ecossistema” Java. A frase base de sua apresentação foi: “Open Source é a forma natural de desenvolver software em um ambiente de rede”. A “rede” no caso pode ter contatos, membros de comunidade, projetos Open Source, networking, entusiastas e etc. É desenvolvendo software em rede que se aprende e evolui-se.

Ele fez um paralelo entre o Java e o Open Source com um fotógrafo: “Como se tornar um excelente fotógrafo? O que isso tem a ver com Java”. Vendo fotos de outras fontes e tirando muitas fotos é provável que se vire um grande fotógrafo. O mesmo acontece no Java: é preciso ver muito código de outras fontes e desenvolver muito código próprio. No mundo são apenas 1/4 de 1% da população que entende software. Para ser um bom desenvolvedor, fotógrafo ou outra coisa é preciso muito estudo e dedicação. De acordo com Bruno são cerca de 10000 horas ( cerca de 8 horas por dia, todos os dias, durante 3 anos e meio! ) para formar um bom profissional. É por meio do Open Source e da relação com o usuário, que é quem mais conhece o software, que o desenvolvedor pode inovar e evoluir. O software é arte e engenharia, e não fabricado, manufaturado, ou aprendido por SW privado.

Finalizando, Bruno deixou uma dica para as pessoas que irão participar do FISL10: ocorrerá no dia 23 de junho, um dia antes do evento oficial, o Javali FISL, organizado pelo SOUJava e que irá apresentar as palestras e o conteúdo presente no JAVA ONE ( 2 a 5 de Junho ), maior evento relacionando a Java no mundo. Deixo os meus parabéns ao trabalho feito pela Yara e pelo Bruno, “universalizando” o Open Source e unindo a comunidade Java e entusiastas, cada vez mais presentes nos eventos.

Robótica Open Source – Vinícius Senger & Paulo Carlos dos Santos

Robótica Open Source - Vinícius Senger & Paulo Carlos dos Santos

Essa era uma das palestras que me interessava, pois gosto bastante de hardware (já tinha ouvido falar de Arduino pelas minhas leituras da Revista INFO; em Fevereiro foi a primeira vez que ouvi falar). No caso, a palestra se deu em ritmo de “bate-papo” (diálogo), onde o Vinicius fez o papel do interessado (aluno) e o Paulo de facilitador da informação (professor). Paulo aliás que já foi aluno e professor do CEFET-SP, lugar onde fiz minha graduação (!).

O Arduino foi apresentado como “Hardware Open Source” ligado a “Physical Computing“, ou seja, trabalhando-se com o Arduino podemos introduzir, aplicar e aperfeiçoar conceitos de eletrônica (hardware, físico) e programação (seja do microcontrolador ou de uma linguagem específica aplicada).

O Arduino trabalha em cima de progração C (para gerenciamento de bibliotecas, I/O de informações sensorias, etc.) e é auxiado pelo Processing (linguagem de programação baseada em Java com IDE, para criar ambientes gráficos e facilitar a integração com projetos eletrônicos).

Assim, fazemos a programação da placa ( via C, com uso de USB, porta serial, WiFi, ethernet…) e visualizamos o resultado por meio de um conjunto de leds, pinos de saída ligados a motores ou sensores (pressão, ultrasom, etc.), auxiliados por interface gráfica (Processing). Portanto podem ser feitos os mais diversos tipos de projetos (sensoriamento de presença, controle de motor, automação residencial, telas touchscreen…), ficando a cargo do projetista a abrangência. “Arduino na mão e uma idéia na cabeça!”.

No Brasil já existe venda de kits do Arduino (saem por volta de 50 a 100 reais os kits mais básicos), sensores (por volta de 50 reais) e “shields” (placas de extensão – breadboards, que podem dar suporte a leitura de cartões SD, rede ethernet…). Geralmente são achados no MercadoLivre. Outros projetos realcionados a Arduino estão sendo criados, como o Arduino Nano, Arduino Severino e Paperduino.

Paulo ao decorrer da apresentação foi mostrando exemplos práticos, apresentados via vídeo no telão, mostrando a aplicabilidade de projetos usando o Arduino, como robôs, acelerômetros, sensores de presença, automação residencial com protocolo X10, entre outros.

Você me pergunta: “Ué, porque todo esse lobby de hardware em um evento de programação?”. Eu particularmente gostei e torço para que mais iniciativas sejam feitas (rs). Mas, o Arduino foi apresentado porque ambos os palestrantes iniciaram um curso intitulado “Academia do Programador” na Globalcode. Usarão o Arduino como instrumento de aprendizado na programação (uso de if, else…) , mas pretendem também criar mais cursos, incentivar a criação de projetos e aumentar a comunidade Arduino. No final das contas foi uma boa iniciativa, pela introdução do tema “desconhecido e voltado para hardware” para os presentes no evento.

Arquiteturas com JSF, JBoss Seam e Spring – Vinicius Senger e Alberto “Spock” Lemos

Arquiteturas com JSF, JBoss Seam e Spring - Vinicius Senger e Alberto "Spock" Lemos

Vinicius Senger e Spock fizeram um teste do que seria apresentado por eles no JavaOne 2009, sendo assim não tinha como não ser bastante técnico o conteúdo apresentado, fora o “show de siglas”. A mesma palestra apresentada no OpenTDC foi apresentada no JavaOne, portanto vemos que o conteúdo dos eventos só vem crescendo.

A idéia principal era mostrar as muitas opções que a plataforma Java EE apresenta para elaboração de projetos, e como montar opções de solução, seja com Struts, Shale, JSF, Wicket, EJB, Spring, Seam, entre outras. Para as empresas há muitos pontos importantes a serem levados em conta, geralmente  os “+ades” (escalabilidade, disponibilidade, manutenabilidade, etc.). Se a empresa busca um projeto de cunho experimental, a arquitetura assim pode também ser; se o projeto é corporativo a arquitetura deve ser conservadora. Frameworks devem ser acoplados a um projeto com inteligência, pois “o simples é bonito e fica bom com Java EE 5”, de acordo com Vinicius.

Uma coisa importante a ser pensada é que o preço de uma arquitetura não deve ser medido apenas com o trabalho do DEV, mas também com equipes de infra, manutenção, gerenciamento, QA e aprendizado. Os principais desafios para se criar arquiteturas corporativas são:

  • Fazer Java EE componentizado, visando reuso. Isso não é fácil;
  • Ter especificação “perfeita” é sonho. Ferramentas não (em termos de uso e aplicação);
  • Usar “+AR’s” é definitivamente difícil (JAR‘s, WAR‘s, EJB-JAR‘s, EAR‘s, etc.). Procure dosar;
  • Mudanças durante o projeto, mesmo que pequenas, aumentam o custo.

O Java EE hoje está OK em muitos pontos (EJB 3.0, JSF, JMS), mas em outros não (questões de modularidade e alguns frameworks). Partindo desse princípio tivemos o nascimento de dois frameworks, Spring e JBoss Seam. O Spring nasceu como alternativa ao Java EE, e o Seam nasceu como modelo de integração dos próprios componentes Java EE. O Seam tem foco em Web 2.0 e promove alguma integração com framework; o Spring tem foco em integrar com outros frameworks e algum com Web 2.0. O antagonismo continua quando falamos de uso em servidores: muitas empresas rodam Spring em diferentes servidores. Poucas empresas rodam Seam em servidores diferentes de JBoss.

Após esse panorama bem abrangente e técnico Spock começou a abordar as soluções envolvendo Java EE, componentes e frameworks, sendo o centro da apresentação. Foram 5 modelos apresentados, com suas vantagens e desvantagens:

  • Java EE básico;
  • Java EE + EJB;
  • Spring;
  • Seam;
  • Seam + Spring.

Como a palestra era prevista para 50 minutos (tempo oficial que eles teriam no JavaOne), e eles só tinham 45 minutos disponíveis (fora 10 a 15 minutos de atrasos de palestras anteriores) fora o horário de almoço atrasado, ficou um pouco “corrido” o conteúdo apresentado nos tópicos de soluções e alguns pontos foram omitidos. Gostaria de especificar melhor os itens acima, mas o tempo e a abrangência não possibilitou. A apresentação não foi ainda disponibilizada no site da Globalcode, nem no site do JavaOne. Quando estiver disponível atualizo este post com a informação.

Para finalizar, o panorama do futuro do Java foi dado com base no Java EE 6, usando JSF 2.0, Web Beans e EJB 3.1. A especificação do Java EE 6 e as próximas serão cada vez mais “puras” e o uso de Spring com Java EE 6 será maior. Fora a omissão de alguns pontos relacionados as soluções, muito pelo tempo disponível, o conteúdo e desenvoltura dos palestrantes agradou.

Adotando Agile: o caminho das pedras – Cláudio Teixeira

Adotando Agile: o caminho das pedras - Cláudio Teixeira

Cláudio Teixeira trouxe um panorama bem legal das metodologias ágeis, muito pela sua experiência com desenvolvimento e arquitetura de projetos em Londres, onde a “onda ágil” está atuante a muito mais tempo. Para se entender melhor porque há novidades em termos de metodologia, foi feita a seguinte pergunta: “Qual a motivação para um novo approach?”. Resposta: “Projetos falham” (em todos os níveis). Com base nisso, e sabendo que o cliente é exigente, é imprescindível fazer com que os projetos sejam rápidos (em termos de tempo), pois a reposta do cliente é rápida e as chances de errar diminuem.

Peguemos como exemplo o RUP. O RUP busca a “perfeição no processo” (o bom é inimigo do ótimo). Onde era implementado RUP? Em sistemas governamentais e exército dos EUA (alto custo e baixa tolerância a falhas), sendo fortemente apoiado a contratos. Para esse cenário não poderia ser diferente.

Com o “boom da Web” e os “Startups! de empresas” houve uma alta demanda de software, mudando o foco para confiança na empresa e menos em contrato e “burocracias”. Se o RUP fosse adotado teríamos planejamentos proféticos e “quadrados” (muitos manuais e cronogramas de processos). Fora que as “metodologias tradicionais” não mostram a “saúde” do projeto (Gráficos ROI e Waterfall não são suficientes). Nesse panorama pensou-se em dois confrontamentos:

  • Funcionalidades X Utilização: quanto mais rápido o feedback do cliente final melhor (faz-se apenas o necessário);
  • Desenvolvimento de software X Manufatura: custo e tempo são essenciais. Podem ser iguais ou não.

Todo esse cenário motivou algumas pessoas (do meio empresarial) a criarem algo novo, mas que fosse compatível com a situação do mercado e desse opção de aproveitar a demanda deste. Daí nasceu a expressão “ágil”, o manifesto ágil e a criação da Agile Alliance. Em nível de metodologia ágil temos 3 tipos de aplicação do processo:

1. Extreme Programming (“XP – O processo dos geeks”):

  • Feedback rápido e simples;
  • Entregas incrementais;
  • “Abraça” mudanças;
  • Código de alta qualidade.

2. SCRUM (“O processo da sala de guerra”):

  • Processo promove acerto e erro;
  • Feedback rápido;
  • Entrega em pequenas iterações;
  • Saúde do projeto vísivel (gráficos Burndowns);
  • Gerente não é comando controle, mas facilitador.

3. Lean: Processo de desenvolvimento da Toyota e tem raízes do SCRUM. Não muito conhecido no Brasil.

As desvantagens dos 3 são (nem tudo é perfeito…):

  • Não funciona com equipes “júnior”;
  • O cliente deve estar “100% disponível”;
  • Adiciona muitas práticas novas para as equipes;
  • O processo é fechado e deve ser seguido a risca;
  • A história do “porco e o frango” (comprometidos e envolvidos).

Qual usar? Scrum ou XP? Scrum gerencia melhor os processos, mas XP fornece melhores práticas (TDD, Unit Tests…). Melhor usar os dois!

E como adotar? Há dois caminhos: Consultoria externa ou “in house”. Se a escolha for a segunda há algumas dicas:

  • SCRUM é mais fácil de adotar;
  • Estude Lean também;
  • Escolha um projeto piloto;
  • Educação para o pessoal de negócio é necessária.

Foi com certeza uma das melhores palestras do evento. O palestrante passou muito bem o conteúdo e foi bastante claro, fora as doses de humor, necessárias depois do almoço (rs).

Java e TV Digital – Dimas Oliveira

Java e TV Digital - Dimas Oliveira

As palestras e a participação do Dimas nos eventos já virou marca de atenção ao conteúdo falado e muitas perguntas ao final da palestra. Não foi diferente dessa vez. Ele praticamente deu algumas dicas e panorama sobre TV Digital com Java, material de referência, Ginga, especificações, etc. Abaixo irei enumerar em tópicos:

  • Compartilhe seu conhecimento e credite as fontes (um “lema” do próprio Dimas. Sempre repetido em suas apresentações);
  • Divulgou uma previsão de venda de 230 milhões de set-top boxes em 5 anos. Mercado de atuação haverá, e muito;
  • Java é um “ecossistema”, formado de usuários e desenvolvedores. Procure sempre saber o que os usuários necessitam;
  • Mostrou fotos do primeiro teste com Ginga no Brasil: ano de 2005 na Paraíba. Pertencemos a “vanguarda” da tecnologia relacionada a TV Digital no mundo;
  • SBTVD é inovação nacional;
  • Em 2012 o Brasil será o segundo maior mercado emergente em TV Digital;
  • TV interativa (TV + aplicações controlando áudio e vídeo) irá necessitar de profissionais e aplicações em Java;
  • Ginga-J faz parte dos padrões mundiais de TV Digital;
  • Java DTV é uma API/especificação Java para TV digital, Ginga-J contém Java DTV e é uma parte do Ginga. O Ginga (NCL/LUA & J) é o middleware;
  • Quem tiver mais curiosidade pode ler a especificação do Java TV (JSR 927);
  • Ginga integra widgets lwuit para melhorar a interface gráfica;
  • As padronizações devem ser seguidas para qualquer operadora;
  • Para quem deseja aprender sobre TV Digital: a curva de aprendizado é de 5% a 8% a mais de conhecimento Java.

Palestra esclarecedora, apesar de já ter visto muitas dessas informações em eventos anteriores (Profissão Java e Java@TVDigital). Ao fim dela, e na saída para o coffee-break, muitos participantes se aglomeraram na frente do palco para fazer perguntas a Dimas. Para quem deseja saber mais sobre TV Digital pode mandar um email para “tvdigital-subscribe@soujava.dev.java.net” e participar da lista de discussão do SOUJava, sendo que o próprio Dimas faz parte.

Painel: Java FX, Adobe Flex e GWT – Éder Magalhães, Maurício Leal e Rafael Nunes

Painel: Java FX, Adobe Flex e GWT - Éder Magalhães, Maurício Leal e Rafael Nunes

Esta última palestra do evento não era para ser um painel (“disputa” de qual a melhor) entre as 3 tecnologias ligadas a RIA, mas um comparativo do que elas podem fornecer. Java FX foi apresentada por Maurício Leal, GWT por Éder Magalhães e Flex por Rafael Nunes.

Sobre Java FX:

  • Rich clients estão mudando o jogo. É preciso ter mais clientes ricos, onipresentes e “projetados” pelo desenvolvedor. FX é a solução;
  • É preciso “extender” RIA em diversas telas. Java FX é a plataforma para criar e entregar RIA;
  • Gera aplicações únicas e completas para desktop, mobile e outras. É portável para qualquer dispositivo;
  • Runtime poderoso e desacoplamento da aplicação do browser;
  • A aplicação é independente do browser, pode ser arrastada para “fora” do mesmo;
  • Coisas a serem construídas com Java FX: vídeo player, efeitos 3D, Java Applets, etc. Todos podem ser “arrastados” para fora do navegador;
  • Existe plugin para Photoshop e Illustrator;
  • Curva de aprendizado rápida: 1 semana.

Sobre GWT:

  • Suporte a Web interativa (RIA);
  • Navegação rápida, agradável e fácil;
  • Produtividade na construção e manutenção de aplicações Web;
  • Web leve: HTML + CSS + Ajax;
  • Para fazer uso de GWT é preciso ter uma equipe com experiência em Java;
  • Ideal para quem conhece Swing;
  • MVC só com código Java;
  • Constrói aplicações Ajax c/ Java (voltada a Open Source);
  • Widgets (componente de uso de interface) que podem ou não ser customizados;
  • Compila código Java em JavaScript;
  • “Esconde” a complexidade do Ajax;
  • Resolve incompatibilidade de browser;
  • Suporta recursos do Java 5;
  • Chamadas são assíncronas e acessadas por GWT RPC (servlet) ou HTTP (retorna XML,JSON e/ou JSNI e é solução para REST ou WebService).

Sobre Adobe Flex:

  • Baseado em linguagem de marcação (MXML);
  • SDK Open Source;
  • Action Script (linguagem de programação orientada a objeto);
  • A proposta é fazer front ends;
  • Flex Builder (“Eclipse” para Adobe Flex): no Windows é pago, mas é completo; no Linux é gratuito, mas tem menos funcionalidades disponíveis;
  • É preciso ter Flash Player para rodar aplicações Flex ou Air (rodam em desktop);
  • Multiplataforma;
  • Curva de aprendizado suave;
  • Independe de backend (Java, PHP, outras);
  • No segundo semestre sairá a versão 4 (!);
  • Depende de fornecedor, runtime e IDE paga. Exige mais poder do cliente;
  • Integra com WebServices e gera cliente automático através de WSDL;
  • HTTP Service (XML ou JSON);
  • Integração AMF: BlazeDS e GraniteDS para Java (depende do backend);
  • Frameworks: Cairngorm, Pure MVC, Mate Flex, Swiz;
  • Flex Unit para testes unitários;
  • Case de sucesso: tour de Flex & flex.org/showcase.

Qual a melhor? A que melhor se aplica pra você, seu projeto e sua realidade.

Conclusão

Foi mais um evento importante do qual pude participar e adicionar conteúdo ao meu portifólio de conhecimento. O nível dos palestrantes, temas e assuntos abordados ficaram de acordo com a atualidade. Mais de 300 pessoas estiveram presentes no OpenTDC 2009. E o mais importante e motivo de parabéns a equipe da Globalcode: tudo isso gratuito. Portanto, indico fortemente a ida de pessoas interessadas em Java e outras tecnologias a esses eventos. Para os interessados na programação do evento ou mini-bio dos palestrantes, favor acessar o link do evento. Para acesso as fotos do evento, inclusive as deste post, podem acessar o Picasa da Globalcode.

Pontos positivos

  • Nível, conhecimento e desenvoltura dos palestrantes;
  • Networking e acesso a informações;
  • Gratuito.

Pontos negativos

  • Atraso nas duas primeiras palestras, motivo pelo qual impactou na apresentação da terceira, e quiçá, mais importante palestra do evento, pois era modelo daquilo que seria apresentado no JavaOne 2009.

Espero que vocês, caros leitores, tenham gostado da leitura de minhas impressões, coletadas durante o evento. Fiquem à vontade para comentar, criticar ou complementar. E aguardem a publicação das minhas impressões do Java@TVDigital, evento também organizado pela Globalcode e de boa repercussão.

Até a próxima!

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2 Respostas to “Minhas impressões – OpenTDC 2009 – 17-05-09”

  1. Minhas impressões – OpenTDC 2009 – 17-05-09 « Templário da Tecnologia Says:

    […] NOTA 2: Também postado no Blog do Ensinar. […]

  2. andrepanta Says:

    Show de bola Rodrigo… mais um relato bem completo!

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